Plástico

Degradação termomecânica do polietileno de baixa densidade

Plastico Moderno
29 de setembro de 2018
    -(reset)+

    RESULTADOS

    Plástico Moderno, Artigo Técnico ©QD

    CONCLUSÕES

    Neste ensaio de DSC, observou-se uma pequena variação da entalpia de fusão, o que caracteriza uma variação no grau de cristalinidade do polímero.

    ENSAIO DE TEMPO DE INDUÇÃO OXIDATIVA

    O ensaio de Tempo de Indução Oxidativa – OIT (ASTM D 3895-07) é um método para determinação do tempo de indução oxidativa de materiais poliméricos por DSC. O equipamento utilizado neste ensaio é o mesmo do apresentado nas figuras acima. É aplicado a resinas poliolefínicas que estão em uma forma totalmente estabilizada.

    Neste estudo, as amostras analisadas não foram estabilizadas previamente com aditivos antioxidantes, a fim de determinar as características de degradação do polímero.

    Este ensaio também foi realizado somente em duas amostras, escolhidas para a verificação da possível variação das propriedades térmicas do polímero em condições diferentes de processamento. As amostras analisadas estão descritas abaixo, assim como os parâmetros de ensaio:

    Amostra 1 – PEBD virgem, em condições normais de processamento

    A amostra foi retirada do corpo de prova injetado, sendo posteriormente preparada para a realização do ensaio utilizando 8,3 mg do material em cápsula de alumínio aberta. O ensaio iniciou-se na temperatura de 23ºC com uma taxa de aquecimento de 20ºC/min até atingir a temperatura de 200ºC em atmosfera inerte de nitrogênio (N2). Posteriormente, a atmosfera foi substituída por oxigênio (atmosfera oxidativa), com vazão de 50 cm³/min conforme descrito na norma. E a amostra manteve-se nesta temperatura de 200ºC por um período de isoterma de 60 minutos em equipamento DSC Seiko 6200. Ao final do ensaio, obteve-se um tempo indução oxidativa igual a 4,2 minutos.

    Amostra 6 – PEBD, 3º reprocessamento

    A amostra foi retirada do corpo de prova injetado, sendo posteriormente preparada para a realização do ensaio utilizando 8,7 mg do material em cápsula de alumínio aberta. Sendo que os parâmetros utilizados foram os mesmos descritos acima. Ao final do ensaio obteve-se um tempo indução oxidativa igual a 2,5 minutos.

    RESULTADOS

    Neste ensaio de OIT, observou-se uma redução do tempo de indução oxidativa para a amostra 6, sendo que esta foi reprocessada 3 vezes, partindo do material virgem e utilizando-se do cisalhamento no processo de injeção. Apesar de a Amostra 1 apresentar também um tempo pequeno de indução oxidativa, este tempo foi maior, pois o material foi processado em condições normais de transformação e o material analisado não estava estabilizado com aditivos antioxidantes.

    Plástico Moderno, Artigo Técnico ©QD

    Sandro Taveira

    CONCLUSÕES

    Portanto, podemos concluir que havendo qualquer alteração nas propriedades reológicas de processamento, seja ela térmica ou mecânica, ocorrem degradações na estrutura química do polímero e essas degradações puderam ser evidenciadas por meio dos ensaios realizados.

    O AUTOR

    Sandro Taveira é técnico em plásticos pelo Senai Mario Amato, tecnólogo em produção com ênfase em plásticos pela Fatec-ZL, e pós-graduado em Engenharia de Polímeros pelas Faculdades Oswaldo Cruz. Atua há 23 anos no setor de transformação de resinas, dos quais 19 anos como instrutor de treinamento na Escola LF, especializada na formação de profissionais para a indústria de transformação plástica pelos processos de injeção, sopro e extrusão.



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