Plástico

Deficiência no sistema de saneamento básico sinaliza potencial de expansão das tubulações poliolefínicas

Renata Pachione
1 de fevereiro de 2013
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    O H2flex utiliza a composição sanduíche com polietileno, alumínio e polietileno reticulado para o transporte de água quente e fria. A camada interna foi desenhada para suportar temperaturas de até 93°C. O fabricante avisa que este tubo resiste à passagem de águas agressivas, à escamação e ao acúmulo de minerais, mantendo a pressão e o fluxo constante da água ano após ano, ao contrário dos tubos de metal.

    Gadotti anseia ser referência no setor de grandes diâmetros

    Gadotti anseia ser referência no setor de grandes diâmetros

    Foi há cinco anos que o mercado de tubos poliolefínicos despontou com forte apelo entre os fabricantes. Nessa época, a FGS começou a atender o mercado de gás – um setor prioritariamente técnico. Hoje, a companhia detém cerca de 70% desse segmento no país. Considerado um nicho, esse ramo ficou pequeno para as aspirações da empresa, que partiu para o setor de água e esgoto.

    As estratégias de crescimento surgiram efeito. Segundo Gadotti, a fabricante possui hoje a maior capacidade instalada da América Latina para tubos de PEAD: pode produzir até 5 mil toneladas por mês. A planta conta com nove linhas de extrusoras, capazes de fabricar sistemas de tubulações de 20 mm até 1.600 mm. “Somos a única empresa no Brasil a fazer tubos de até 1.600 mm, e no mundo estamos entre as cinco fabricantes”, orgulha-se. Para este ano, a previsão é a de rodar 1.400 t/mês, com expectativas positivas para os setores de saneamento e de infraestrutura.

    A ideia de aumentar a capacidade produtiva da companhia surgiu por causa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas como os projetos previstos não se efetivaram, Gadotti buscou alternativas; no caso, as exportações. Por isso, os planos atuais da FGS Brasil se voltam para atender outros países da América Latina e do continente africano, entre outros. “O governo não está investindo; e a demanda está aquém de nossas expectativas”, argumenta o diretor.

    O consumo per capita de PEAD para o mercado de tubos no bloco Nafta (Estados Unidos, Canadá e México) é de 5,5 quilos. Na América do Sul, o indicador chega a ser irrisório – de 500 gramas. Esses dados fornecidos por Gadotti revelam ainda mais. Para ele, em relação ao consumo mundial, a região só perde para a África e o subcontinente indiano. “Nossa proposta é aumentar esse índice”, diz.

    Outra prova do potencial de crescimento da indústria brasileira se dá com o consumo do PEAD nesses países do Nafta, que chega a 7,4 milhões de toneladas, das quais 15% foram absorvidas pelas indústrias de tubos e perfis. Na América do Sul, os números são mais modestos. Eles giram em torno de 2 milhões de toneladas (o Brasil representa 44% desse total). No entanto, segundo o diretor, o ponto-chave está na porcentagem desse volume destinada ao mercado de tubos e perfis: 5%. “Esse dado significa que temos espaço para crescer, em relação a outros materiais”, ressalta Gadotti.

    As extrusoras – O ponto de vista do fornecedor de máquinas também confirma a demanda dos tubos poliolefínicos. O sucesso mundial nas vendas das extrusoras monorroscas da linha KME, para a fabricação de tubos de PP e de PEAD, da KraussMaffei Berstorff, ocorre também no país. No ano passado, a fabricante vendeu pela primeira vez mais máquinas monorroscas da série KME do que para PVC no Brasil. Em tempo, as extrusoras dupla rosca contrarrotantes KMD, concebidas para PVC, já foram o carro-chefe da filial brasileira.

    Para Bruno Sommer, gerente de extrusão para a América Latina da KraussMaffei Group do Brasil, no entanto, apesar de 2012 ter sido marcado por uma grande procura por linhas de tubos de PEAD de diâmetros maiores, ou seja, para abastecimento de água, gás e drenagem, entre outros, as máquinas KMD tendem a voltar à liderança. “Os mercados de tubos prediais e também de infraestrutura deverão continuar em sua grande maioria sendo dominados por tubos de PVC nos próximos anos. Soma-se a isso também o mercado de perfis de PVC (forros e esquadrias de janelas), para o qual também usamos máquinas KMD.”

    Na KraussMaffei Berstorff, a maior parte das vendas tem se concentrado nas extrusoras para a fabricação de tubos. Apesar de sentir uma certa retração desse mercado desde 2012, Sommer considera que na companhia ainda por alguns anos esse segmento será o de maior relevância. “A construção civil deve apresentar um crescimento, e existe a expectativa de liberação de obras de infraestrutura”, aposta.

    A fabricante Battenfeld-Cincinnati do Brasil atua em três divisões: infraestrutura, construção civil e embalagens, para filmes planos e chapas. Não por acaso, a área hoje com maior desenvolvimento e expectativa é a de infraestrutura, responsável por todas as soluções em tubos: aplicações como água, gás, telecomunicações, linhas sanitárias e tubos para irrigação.



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