Plástico

Deficiência no sistema de saneamento básico sinaliza potencial de expansão das tubulações poliolefínicas

Renata Pachione
1 de fevereiro de 2013
    -(reset)+

    No segmento de infraestrutura, a marca Amanco ressalta o seu pioneirismo na fabricação de tubos de PVC biorientado para sistemas de água e esgoto pressurizados, sob pressão de até 1,6 MPa. “Os tubos Amanco Biax são os únicos tubos de PVC normalizados para o transporte de água e esgoto pressurizados em redes de infraestrutura”, explica Bárbara Tobar, da Mexichem Brasil.

    Feito de PVC, Amanco Biax é de fácil aplicação e leve

    Feito de PVC, Amanco Biax é de fácil aplicação e leve

    Entre as características do produto, ela destaca a leveza, o que facilita a instalação e o seu transporte, sua resistência e robustez, além do fato de ser uma solução sustentável. “Há uma economia considerável de energia na sua fabricação em comparação com soluções similares do mercado”, avisa.

    Apesar desse perfil voltado para o PVC, a especialista vê no polietileno uma alternativa para algumas aplicações da área de infraestrutura, como drenagem, água, gás e energia. “O grupo trabalha na América Latina com soluções com esse material, e no Brasil tem investimentos nessas linhas para 2013 e 2014”, conclui.

    Aposta no PE – O mercado de tubulações poliolefínicas, como um todo, traz em si a promessa de um grande potencial de expansão. “Especialmente no Brasil, há a tendência de crescimento da utilização dos poliolefínicos, substituindo outros materiais, inclusive o PVC”, diagnostica Aldo Batista, diretor da Poly Easy. Até mesmo nas construções prediais, ramo no qual o PVC predomina, Batista vislumbra abertura para essa resina, sobretudo em instalações de água quente, com o PP e o PE-X.

    Por conta da similaridade dos processos produtivos dos sistemas de tubulações de PE e do PP, a Poly Easy, de Barueri, São Paulo, especializou-se na fabricação dos dois tipos. Apesar de o PE se configurar como sua principal área de atuação, há apostas no avanço do PP também. Na companhia, os segmentos mais importantes são os de condução e distribuição urbana de água e gás natural, justamente por conta da superioridade técnica dos materiais para essas aplicações. “Dentro das limitações técnicas quanto ao uso do PE e do PP (pressão e temperatura de operação), esses materiais têm muito a crescer no mercado de água e esgoto”, afirma.

    Para o diretor, os tubos poliolefínicos oferecem vantagens técnicas e econômicas em relação a outros materiais, como aço, ferro fundido e cerâmicos, entre outros. “O PE e o PP já são dominantes em algumas aplicações, como a distribuição urbana de gás natural, e seguirá crescendo à medida que novos grades possibilitem a elevação dos parâmetros de operação”, diz. Um exemplo fica por conta do PE 100, que permitiu ao PE substituir o aço em determinadas áreas. Segundo sua estimativa, o mercado nacional de tubos poliolefínicos (com exceção dos não conformes) gira em torno de 70 mil e 80 mil toneladas/ano.

    Batista: PP e PE têm potencial para avançar em saneamento

    Batista: PP e PE têm potencial para avançar em saneamento

    A fabricante tem um caso recente que ilustra o potencial dessa indústria. No ano passado, apresentou ao mercado poços de inspeção e visita de redes de esgoto, fabricados em peça monolítica de PE rotomoldado. O produto substituiu a alvenaria/concreto. “Estamos prevendo que 2013 será um ano de consolidação dos produtos lançados no ano passado”, comenta Batista.

    Mais investimentos – A FGS Brasil, empresa fundada em 1997 pela Sóllitta Grupo, investiu alto no mercado de tubos de PEAD. Em julho do ano passado, já partiu o primeiro lote de sistemas de tubulações – peças de 1.200 mm e 1.000 mm –, na nova planta, localizada em Cajamar-SP. Se depender da pretensão do diretor comercial Roberto Marcelo Gadotti, esse é só o começo de uma nova era para a sua empresa e, por que não dizer, para o setor.

    Inovações para estimular a expansão dessa indústria não faltam. A empresa desenvolveu um sistema de tubulação multicamada flexível para gás – Gasflex – e água (quente e fria) – H2flex. No caso do Gasflex, trata-se de um tubo com a estrutura de polietileno/alumínio/polietileno aplicada para substituir o cobre e o aço em redes de gás. Disponível em bobinas de 100 mm e 200 mm, os tubos foram desenhados de maneira que sua montagem seja feita praticamente sem conexões, evitando assim emendas e minimizando os riscos de vazamentos.

    Ao produto foram adicionados estabilizantes de raios UV e antioxidantes para o uso em instalações expostas. Segundo o fabricante, no revestimento interno, na fatia do PEAD, há negro de carbono como reforço à resistência à abrasão e à tensão.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *