Década de 90 – Recessão gerada pelo plano Collor encolhe a indústria do plástico, que se sustenta nas conquistas tecnológicas para retomar o crescimento

Plástico Moderno, Década de 90 - Recessão gerada pelo plano Collor encolhe a indústria do plástico, que se sustenta nas conquistas tecnológicas para retomar o crescimentoA década de 90 começou com a posse do primeiro presidente da república eleito por voto direto depois de muitos anos, Fernando Collor de Mello, que assumiu o governo com a inflação nas alturas, superior a 80% ao mês. Logo em seus primeiros dias de mandato, lançou o Plano Collor, acompanhado de gigantesco confisco monetário. Foi um choque. Depois do susto, a inflação até recuou. Mas não demorou a recrudescer. O país entrou em um dos maiores períodos recessivos de sua história. Para piorar, o presidente se envolveu em casos de corrupção e depois de forte manifestação nas ruas deixou o governo no final de 1992.

Itamar Franco, vice de Collor de Mello, assumiu o comando do país. Depois de algumas tentativas de debelar a inflação, promulgou o Plano Real, em meados de 1994. Bem-sucedido, o pacote trouxe de volta ao país a tão sonhada estabilidade econômica. O ministro da fazenda de Itamar, Fernando Henrique Cardoso, tornou-se popular com o sucesso do real e foi eleito presidente da república nas eleições do final de 1994. Com a aprovação da reeleição pelo Congresso Nacional, voltou a ser o vencedor nas urnas em 1998.

O setor do plástico não ficou imune à crise resultante do Plano Collor. A indústria de transformação sentiu o choque na pele. A edição sobre a Brasilplast de 1991 trouxe dados esclarecedores sobre as perdas sofridas. Um exemplo: o nível de empregos do setor caiu de 236 mil vagas em 1989 para 210 mil no primeiro trimestre daquele ano.

Depois da forte estagnação dos primeiros anos da década, a economia começou a se recuperar com a estabilização da moeda. Os índices de crescimento até o final do século, no entanto, não chegaram a empolgar. Para a cadeia dos plásticos, a evolução tecnológica continuou a colaborar, com as conquistas de novos mercados e o surgimento de aplicações nas quais os polímeros substituíram outros materiais. A informática tornou os equipamentos mais velozes e precisos. A automação, obtida com o auxílio de periféricos sofisticados, beneficiou os resultados nas linhas de produção, tornando a matéria-prima cada vez mais competitiva.

Estragos – Os estragos causados pelo Plano Collor puderam ser conferidos já em 1990, ano da edição do pacote. Notícia publicada em dezembro informava que no período haviam sido transformadas 1,35 milhão de toneladas de resinas, redução de 3,6% em relação a 1989. A capacidade total dos produtores de commodities era de 2,2 milhões, mas apenas foram fabricadas 1,9 milhão de toneladas.Plástico Moderno, Década de 90 - Recessão gerada pelo plano Collor encolhe a indústria do plástico, que se sustenta nas conquistas tecnológicas para retomar o crescimento

A estabilidade da moeda, com o lançamento do Plano Real, marcou o momento de recuperação. Confira os números publicados na edição de maio de 1996, data em que a Plástico Moderno completou um quarto de século. “Nos últimos 25 anos, o brasileiro sextuplicou o seu consumo anual de plástico, chegando aos 14,1 kg”, dizia o texto. O avanço não significou a aproximação do consumo brasileiro dos índices atingidos pelos países desenvolvidos, na época na casa dos 80 kg/ano.

A reportagem fez a análise da desastrosa primeira metade da década. “Os ventos mudaram em 1990. O Plano Collor atingiu duramente a demanda e permitiu a abertura das fronteiras para países amigos e produtores concorrentes, ávidos por novos mercados nos quais pudessem colocar excedentes, até pela prática do dumping.” A ineficiência do setor público em administrar suas empresas piorava a situação. “Custos administrativos elevados, conjugados com a ilogicidade dos preços da nafta, óleos combustíveis, energia elétrica e fretes, compunham um quadro assustador.”

A esperança, no entanto, mostrava o rosto com o início do programa de desestatização adotado pelo governo federal. No setor petroquímico, o processo começou pelo polo gaúcho, onde apenas a Petroquímica Triunfo manteve sua composição, aguardando decisão judicial sobre a disputa entre os acionistas. Com a iniciativa, os investimentos voltaram a dar o ar da graça. A oferta de resinas poderia quase dobrar de tamanho, passando das 2,6 milhões de toneladas produzidas em 1995 para 4,6 milhões de toneladas em futuro próximo. “Todos esses movimentos ressaltam o promissor mercado potencial para plásticos no Brasil, ainda dependente de políticas de distribuição de renda, alterações tributárias e de comércio exterior.”

Em tempo: um fenômeno também influenciou bastante a indústria do plástico nos anos 90. Uma das iniciativas de Collor de Mello no período em que permaneceu no poder foi abrir a economia brasileira, até então muito protegida. Em paralelo, se fortalecia o fenômeno da globalização. Nos primeiros anos do governo FHC, o real se valorizou perante outras moedas. A importação de produtos começou a atrapalhar a indústria nacional.

Boa notícia – Em meio à crise econômica do início da década, uma boa notícia para o setor de plásticos. O Brasil entrava no clube dos produtores de polietileno linear. Matéria de capa de dezembro de 1981 comemorava o fato. “Os produtores nacionais de polietileno preparam as taças de champanha para brindar o início da fabricação do tipo linear de baixa densidade molecular (PEL), até então disponível apenas por meio de importação. O evento é digno de comemoração, pois afinal o PEL faz parte da rotina europeia e norte-americana há mais de quinze anos. A Politeno e a Poliolefinas, instaladas em Camaçari-BA, saem na frente e prometem para abril e maio próximos, respectivamente, a inauguração das novas fábricas. A Politeno desembolsou US$ 135 milhões no empreendimento, enquanto a Poliolefinas investiu perto de US$ 152 milhões”, dizia o primeiro parágrafo da reportagem.

O texto também falava da chegada ao mercado de novo fornecedor. A Union Carbide, de São Paulo, estava se preparando para concorrer com as empresas localizadas na Bahia. Para colocar sua planta em funcionamento, a empresa dependia de algumas obras. A Petroquímica União pararia cerca de vinte dias para essa finalidade. A outra produtora nacional de polietileno, a Petroquímica Triunfo, do extremo sul do país, não tinha previsão de entrada no cenário do linear.

O PEL, em relação aos PEs convencionais, apresenta maior resistência à tensão de ruptura, à punctura e a ambientes agressivos, além de ter solda mais resistente e também melhor processabilidade. Somadas as plantas de polietileno às do linear, a capacidade nominal brasileira de produção de polietilenos subia para 920 mil toneladas por ano. O dobro do consumo previsto na época.Plástico Moderno, Década de 90 - Recessão gerada pelo plano Collor encolhe a indústria do plástico, que se sustenta nas conquistas tecnológicas para retomar o crescimento

Metalocenos – Em julho de 1994, a matéria de capa da Plástico Moderno falava de uma nova geração de polímeros que prometia revolucionar a produção de resinas plásticas e elevar suas propriedades físicas. Esses polímeros eram resultados da emergência da tecnologia dos catalisadores metalocênicos nos Estados Unidos e na Europa. “Também chamados de ‘sítio único’, tais catalisadores realizam a polimerização com a vantagem de reduzir os ciclos de processamento, elevar a produtividade e aprimorar propriedades físicas, como a estabilidade dimensional, resistência à temperatura e ao impacto e transparência dos polímeros. Os metalocenos se transformaram na nova coqueluche do universo dos plásticos, após o sucesso dos polietilenos lineares e dos polímeros biorientados”, dizia o texto.

Os catalisadores metalocênicos, tão decantados pela comunidade científica e pela indústria, são complexos de metais, como zircônio e titânio, com o ânion ciclopentadienilo. Ficaram conhecidos como catalisadores de sítio único, não por apresentarem apenas um sítio reativo, mas porque todos os sítios reativos são equivalentes em reatividade. “Por essa razão, o polímero apresenta menores variações em sua estrutura e uma distribuição de peso molecular mais estreita, com melhor definição das propriedades físicas. Os primeiros frutos da nova tecnologia são basicamente os polietilenos, mas já há a possibilidade real de expandir sua aplicação a polipropileno e poliestireno, segundo a literatura técnica internacional”, dizia a reportagem.

A matéria citava os pioneiros na fabricação desses materiais. Entre o final de 1993 e o início de 1994, a norte-americana Dow Chemical apresentou ao mercado mundial duas novas famílias de resinas poliolefínicas polimerizadas com o uso de catalisadores metalocênicos. A também norte-americana Exxon trilhava caminho semelhante com o lançamento da família Exact de polietilenos.

Vendas e tecnologia – O início da década também foi dos piores para a indústria de base. Os fabricantes de equipamentos para plásticos amargaram queda de 25% nas vendas no ano de 1990, de acordo com números da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Entre as empresas do ramo, o prejuízo entre as fabricantes de injetoras talvez tenha sido o mais grave.Plástico Moderno, Década de 90 - Recessão gerada pelo plano Collor encolhe a indústria do plástico, que se sustenta nas conquistas tecnológicas para retomar o crescimento

As dificuldades diminuíram com o Plano Real, mas sucessivas crises abalaram o desempenho dos fabricantes de máquinas nos anos seguintes. Reportagem publicada em julho de 1998 relatou dificuldades. “A demanda esse ano dificilmente vai superar a marca das 800 injetoras, segundo cálculos do próprio setor. Para se ter uma ideia, em 1997 o volume global ficou em torno de 1,4 mil unidades.” Uma melhora estava prevista só para o início do século XXI. “Reação, só no ano 2000, acreditam muitos fabricantes. Segundo a previsão desses empresários, em 1999 as vendas devem continuar estagnadas. Os menos otimistas acreditam numa queda ainda maior.”

A pequena demanda causou o final das atividades de marcas para lá de conhecidas. Na mesma reportagem, era relatada a situação difícil de algumas empresas. A cinquentenária Oriente era uma das vítimas. Com mais de cinco mil máquinas instaladas no país, a empresa entrou em concordata em janeiro de 1998. “Para saldar dívidas e colocar a casa em ordem, a nova diretoria adotou algumas medidas estratégicas. Começou reduzindo o quadro de funcionários em pelo menos 30%. Mudou o escritório comercial de São Paulo para uma sede menor e mais apropriada ao quadro operacional, diminuiu estoques e contratou um novo diretor industrial, Paulo Condor.” As medidas não surtiram efeito. Não demorou e a Oriente deixou de existir.

Os desmandos da economia emperravam as vendas. O quadro da indústria de transformação, no entanto, exigia a substituição das máquinas. Segundo informações coletadas pelo Departamento Nacional de Máquinas e Acessórios para a Indústria do Plástico (DNMAIP), da Abimaq, a reportagem informava que o Brasil tinha mais de 45 mil equipamentos processando plástico. O processo de injeção estava presente em pelo menos 50% dos casos e o grau de obsolescência das máquinas chegava a 70%.

Os avanços da tecnologia eram incentivos aos investimentos. O mercado de transformação, bastante competitivo, precisava de modelos mais rápidos e precisos. A injeção conquistava novas aplicações. “Com o desenvolvimento do processo de paredes finas, o processo passa a atuar em nichos antes explorados pela termoformagem e vacuum forming, como nas embalagens de margarina e de sorvetes, entre outras.” O perfil dos equipamentos mudava, exigia inovações para atender às novas necessidades dos compradores.

Automóveis – O automóvel popular, com motor de menor potência, acabamento mais simples e preço tentador, foi lançado com sucesso pelas montadoras nos primeiros anos da década de 90. Esses modelos, nos quais a presença do plástico se acentuou em relação aos automóveis da geração anterior, fizeram sucesso entre os consumidores e impulsionaram os negócios dos transformadores especializados no nicho das autopeças.

Acompanhe o início da reportagem publicada em julho de 1994. “Nas contas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a indústria automobilística brasileira produziu 21% mais carros nos seis meses iniciais do ano, em comparação com o mesmo período de 1993, e os primeiros saldos positivos na transformação de plásticos já puderam ser medidos. De acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), só neste primeiro semestre, há estimativa de 3,5% de crescimento no volume de peças plásticas comercializadas, e previsão de faturamento de 2% acima sobre período idêntico de 1993 (US$ 1,5 bilhão).”

A matéria ressaltava que os moldadores partilharam os bons resultados e só perderam ou mantiveram o patamar produtivo as empresas fornecedoras de peças para veículos considerados de alto padrão. Os modelos nacionais mais sofisticados sofriam com a concorrência dos importados. Um dos lançamentos da época, o Corsa, da General Motors, era considerado o mais revolucionário entre os populares quando o assunto era o uso do plástico. “Fenômeno de vendas, o Corsa sobrecarregou a GM de pedidos e obrigou a Plascar, fornecedora exclusiva de painéis e dutos de ar, a trazer da Alemanha, em regime de urgência, duas megainjetoras, com 3,2 mil e 1,6 mil toneladas de força de fechamento.” Entre os transformadores entrevistados, além da Plascar, de Jundiaí-SP, a matéria deu destaque para a Macisa, de São Bernardo do Campo-SP e a Plásticos Maradei, de Diadema-SP.

“Baratinho” – Quem já convive com alguns cabelos brancos na cabeça se lembra do lançamento dos CDs, no final dos anos 80. Na época, esses pequenos discos eram considerados peças plásticas das mais complexas dentro do mundo da injeção. Não por acaso, nos primórdios eles custavam caro. A forte popularização do produto, que desbancou os LPs, o lançamento dos aparelhos de DVDs e o surgimento dos CD-ROMs multiplicaram de forma impressionante a produção desses discos.

O lançamento dos DVDs ganhou a capa da edição de outubro de 1997. Segundo a reportagem, a Sonopress, empresa de origem alemã, anunciava o lançamento do primeiro DVD produzido no Brasil. O filme de estreia foi “Era uma vez na América”, lançado semanas seguintes à da publicação da reportagem. “Não esperamos vender mais do que três mil unidades em 1997, pois o ano praticamente já acabou e o mercado não deve absorver muito mais aparelhos de DVD”, disse Eliane Pandeira, gerente de produtos da empresa pioneira. Ela ressaltou que o preço elevado do produto – em torno de R$ 60 – era outro obstáculo para vendas mais entusiasmantes.

A perspectiva, no entanto, era otimista. Os especialistas apostavam que os DVDs estavam para as fitas VHS como os CDs para os discos de vinil. O estudo estimou o prazo de sete anos para que o produto fosse adotado em grande volume nos lares brasileiros. O tempo provou que os otimistas estavam corretos. Hoje, os DVDs são encontrados a preços bastante reduzidos. Sem falar nas versões “piratas”, encontradas a preço “baratinho” nas esquinas das cidades brasileiras.

Vale um balanço. Em 1996, a produção nacional de CDs havia ficado na casa de 100 milhões de unidades. Esse volume transformava o produto na parcela mais nobre do mercado nacional do policarbonato – quase três mil toneladas da resina eram absorvidas por esse mercado. O país era o 6º maior produtor mundial de CDs.Plástico Moderno, Década de 90 - Recessão gerada pelo plano Collor encolhe a indústria do plástico, que se sustenta nas conquistas tecnológicas para retomar o crescimento

Tampas – Às vezes, peças com aparência simples requerem muito mais tecnologia para serem fabricadas do que outras com design complexo. Um exemplo é o das tampas usadas em garrafas, peças consideradas técnicas por necessitarem de elevada tecnologia tanto no projeto dos moldes quanto na linha de produção. Com o impressionante avanço das embalagens PET no mercado de refrigerantes, aumentava, no final da década, a necessidade de produção desse componente. Não faltaram projetos voltados para atender o mercado.

“A sofisticação tecnológica chegou ao mercado de tampas e com ela muitas empresas estrangeiras buscando suprir essa grande demanda ainda pouco explorada no país. A alemã Bericap se prepara para inaugurar sua primeira linha de produção nacional em novembro na cidade de Sorocaba-SP. Em um período inferior a seis meses, a Alcoa inaugura duas unidades, a primeira em operação desde setembro em Recife-PE, e outra em Lages-SC, cuja instalação deve ser concluída até janeiro do próximo ano. A Sonoco For-Plas, de Diadema-SP, passou a contar com o apoio tecnológico da Rexam Clorures, dos Estados Unidos, uma das líderes mundiais na fabricação de tampas injetadas, no segundo semestre deste ano”, dizia a reportagem de capa da edição de setembro de 1998.

A matéria falava sobre o ainda grande potencial de mercado. “Mesmo com os novos investimentos, a demanda nacional ainda supera em grande escala a oferta. Existem muitos transformadores atuando na área, principalmente em pequenas linhas de produção ou em itens que exigem um nível tecnológico inferior. Quando o assunto é tecnologia de ponta o gargalo afina. Porém, aos poucos o setor começa a ganhar força e mandar por água abaixo a antiga teoria de que ‘para tampar qualquer coisa serve’.”

Extrusão com tecnologia – O avanço da indústria de transformação exigia e as extrusoras produzidas no Brasil no início dos anos 90 incorporavam recursos tecnológicos avançados para todos os tipos de processamento: tubos, perfis rígidos, filmes e recuperação de materiais, além de máquinas voltadas para a coextrusão. A preocupação atingia o lançamento de modelos para a transformação do polietileno linear, matéria-prima cuja chegada ao Brasil estava prevista para 1991. Além disso, começava uma tendência de compactação dos modelos, em virtude da pouca disponibilidade de espaço nas indústrias.

As vendas não acompanhavam a evolução dos equipamentos. Os mais sofisticados custavam caro e não eram muito procurados. Não precisa dizer que o lançamento do Plano Collor não ajudou em nada. O sequestro de ativos financeiros previsto no pacote econômico praticamente congelou as transações comerciais no início da década.

Entre as novidades, as extrusoras de tubos e perfis. No segmento dos modelos monorosca, por exemplo, surgiram equipamentos específicos para o processamento do polipropileno, forte concorrente do PVC. Transformadores adeptos da rosca dupla foram contemplados com alternativas de duplo cabeçote, para produção simultânea, ou ainda dupla rosca cônica.

Uma mostra dos modelos da época foi apresentada na edição de abril de 1993, que teve como destaque a Brasilplast, evento que seria realizado nos próximos dias. O grande impacto do Plano Collor estava se arrefecendo e a necessidade de renovação do parque fabril era motivo de moderado otimismo. A cobertura do nicho de extrusão na feira começou com um balanço do setor. “Em torno de 34 empresas entregaram, ao longo de sua história, mais de dez mil máquinas, compreendendo coextrusoras de rosca dupla e extrusoras de rosca simples, feitas para processar os mais variados tipos de resinas mono e multicamada…”, dizia o texto.

Um novo conceito chegava ao Brasil na exposição. Era a tecnologia de roscas duplas cônicas. Entre os modelos apresentados com essas características, destaque para o lançamento da Borg-Mar, cujo rendimento, garantia a empresa, era 30% superior ao sistema convencional de roscas paralelas. A Hansemaq mostrava outro modelo do gênero, o HDC 40. A economia de energia elétrica por quilograma de resina transformado era a vantagem destacada pela fabricante.Plástico Moderno, Década de 90 - Recessão gerada pelo plano Collor encolhe a indústria do plástico, que se sustenta nas conquistas tecnológicas para retomar o crescimento

Construção civil – A reportagem de capa de novembro de 1997 mostrava o fortalecimento da presença do plástico no ramo da construção civil. “A construção civil brasileira caminha de um estágio de produção artesanal para a industrial, em que começam a predominar partes pré-fabricadas, levando a reboque os materiais plásticos. Polímeros como PVC, PP e EPS já participam desde a concepção estrutural das obras, passam pelas instalações hidráulicas e elétricas, estão disponíveis para revestimentos e vedações e podem produzir excelentes efeitos arquitetônicos.”

A matéria estimava que a indústria de materiais de construção no país movimentava na época cerca de R$ 130 bilhões por ano, dos quais 10% provinham de produtos plásticos. O setor, ao todo, consumia cerca de 500 mil toneladas por ano desses materiais, dos quais 80% eram de PVC, usados principalmente para a fabricação de tubos.

Era cada vez mais frequente a tendência dos arquitetos especificarem materiais de catálogo ao selecionarem portas, janelas, venezianas, revestimentos, pisos, forros, telhas, calhas e rodapés. O hábito abria uma ótima oportunidade para as empresas ligadas ao setor investirem em novas aplicações. A Tigre, forte na produção de tubos e conexões de PVC, com capacidade de produção na casa das 200 mil toneladas por ano, mostrava-se disposta a aproveitar a chance. A empresa investia no desenvolvimento de uma aplicação ainda incipiente, a de janelas de PVC. O custo do plástico não era competitivo em relação ao do alumínio. Em compensação, a matéria-prima apresentava desempenho superior, especialmente por suportar ataques corrosivos, defendia a empresa.

Embalagens multicamadas – Reportagem publicada em maio de 1995 deu uma ideia sobre o avanço do uso das resinas nas embalagens destinadas à indústria alimentícia. O consumo estimado para aquele ano de 276 mil toneladas conferiu às embalagens plásticas destinadas ao segmento o maior faturamento entre as matérias-primas utilizadas, com quase 60% do total. O plástico superou materiais tradicionais, como metal e vidro. Os dados eram de um estudo da Datamark Consultoria.

Uma novidade agitou este nicho na segunda metade dos anos 90. Os filmes especiais multicamadas, com propriedades como barreira a gases, vapor d’água, aromas ou luz, começaram a ser usados com maior frequência para acondicionar carnes, massas frescas, produtos desidratados semiacabados, vegetais, frutas e hortaliças, entre outros produtos.

O tema ganhou espaço na revista em novembro de 1997. “A evolução do setor beneficia a coextrusão e a laminação, porque são métodos muito inteligentes de fabricar estruturas de excelente desempenho e baixo custo, com o princípio de que a indústria combina a melhor propriedade de cada resina na menor espessura possível, garantindo as características necessárias à embalagem”, dizia Claire Sarantopoulos, pesquisadora científica do Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), órgão do governo do Estado de São Paulo.

A matéria destacava as matérias-primas com propriedades mais adequadas para essa aplicação. “No caso das carnes frescas e processadas, por exemplo, que representam um dos mercados mais promissores para os coextrudados, a estrutura preferida é constituída por náilon e polietileno (linear, metaloceno ou compostos) em três, cinco e até sete camadas, de acordo com a necessidade de tempo de prateleira do produto e mesmo da tecnologia de processamento do transformador. As principais funções do náilon são as de proteger os alimentos contra a ação de gases, principalmente o oxigênio, e possibilitar a termoformação. O papel de barreiras a gases também pode ser cumprido pelo EVOH.”

Falta de fôlego – O Plano Collor trouxe desespero para os fabricantes de sopradoras no início dos anos 90. Os fornecedores locais só não foram à bancarrota porque conseguiram vender fatia significativa de sua produção para o mercado latino-americano, que em alguns períodos chegou a absorver mais da metade da produção brasileira.

Durante a realização da Brasilplast, em 1993, houve tentativa do setor de reverter o quadro pessimista, com a apresentação de modelos sofisticados. A automatização das máquinas foi o destaque. Na exposição, a Bekum, por exemplo, mostrou a tecnologia de coextrusão no sopro, voltada para a produção de embalagens multicamadas. O modelo BM – 602/D, repleto de novidades, permitia o aproveitamento do plástico recuperado na composição intermediária da parede tripla de frascos de polietileno. Muito chique.

Com a estabilização da moeda, houve recuperação em meados da década. No final dos anos 90, no entanto, os problemas resultantes da instabilidade econômica novamente atrapalhavam os fabricantes do equipamento. “A demanda, que no passado atingiu 400 unidades/ano, nos últimos cinco anos se mantém entre 250 e 300 máquinas, excluindo-se dessa conta os modelos destinados ao polietileno tereftalato (PET). Segundo os fabricantes, em 1998 as vendas devem se estabilizar no patamar mais baixo e alcançar no máximo a casa dos 250 equipamentos.” Os segmentos mais promissores eram os de frascos para produtos de higiene e limpeza e de galões para água mineral.

Alento nas garrafas – As garrafas PET ofereceram um sopro de esperança para as empresas ligadas a esse mercado. Em matéria de junho de 1996, foi dada uma visão da evolução do nicho. “Usuário do polietileno tereftalato (PET) em embalagens rígidas há apenas oito anos, o brasileiro já é o terceiro maior consumidor mundial de resina PET no segmento de bebidas carbonatadas – principal mercado do polímero grau garrafa em todas as regiões do planeta. O consumo do país perde apenas para os Estados Unidos, o líder, e México. E começa a avançar em outros setores, como os de óleos comestíveis, sucos, molhos, água mineral e até aguardente.”

Números de pesquisa realizada pelo Datamark revelaram que o PET representava 46% do material consumido para embalar os nove bilhões de litros de bebidas e refrigerantes consumidos em 1995, contra 36% em 1994, quando o volume ingerido de bebidas carbonatadas ficou em torno dos 6,5 bilhões de litros. A estimativa para o ano 2000 era de uma produção de 13 bilhões de litros de refrigerantes, ficando o PET com uma fatia de 60% do mercado.

Prova do resultado positivo do desenvolvimento do setor de embalagens PET para a indústria do plástico saiu na edição de dezembro de 1998 / janeiro de 1999. “Potencial do PET ajuda a vender sopradoras”, era o título da matéria. O tom do texto era o de exaltar o fato de novas aplicações impulsionarem os negócios dos fabricantes de equipamentos. “A capacidade de adaptação do polietileno tereftalato (PET) a diversos tipos de embalagens, entre elas as de refrigerantes, água mineral, produtos de limpeza, cosméticos, alimentos e outras, explica em grande parte o crescimento da resina no mercado mundial. Característica que pode ser considerada ainda a mola propulsora para o segmento de máquinas”, iniciava a reportagem. Entre os felizes entrevistados, representantes da indústria de base, casos da empresa Sidel, da Krupp Corpoplast, Nissei ASB e Krones.

Masterbatches e aditivos – A transformação do plástico, em determinadas situações, para obter resultados satisfatórios, necessita da adição de produtos químicos desenvolvidos por empresas especializadas. Ao longo das últimas quatro décadas, o mercado de tais produtos acompanha o sobe e desce do consumo das mais variadas resinas. O segmento tem recebido a atenção devida nas páginas da Plástico Moderno.

Um exemplo pode ser encontrado na edição de setembro de 1990, período sob o impacto do confisco financeiro realizado no início do governo Collor. A capa foi dedicada aos masterbatches, responsáveis pela coloração das peças e adicionados às resinas na hora da produção. O texto se iniciava da seguinte forma: “Após ótimos resultados das vendas registrados em 1989, os fabricantes locais de concentrados de cor para plásticos se adaptaram à nova ordem econômica e buscam agora equilíbrio entre preço e qualidade. Muitos pintam o atual quadro com tons sombrios, próprios de uma recessão iminente. Já grupos otimistas enxergam a situação em cores mais alegres e investem em aplicações e lançamentos que recuperem o confortável ritmo do mercado antes do advento do plano de estabilização.”

Outros aditivos foram avaliados na edição de maio de 1998. O tom da matéria era um tanto otimista, graças à conjuntura externa. A recuperação das vendas do PVC se deu em especial no mercado norte-americano, depois da matéria-prima ser alvo de campanhas alarmistas promovidas pelos ecologistas. O PVC, de longe, é o maior consumidor de aditivos.

“No Brasil, onde a resina não foi muito afetada pela crítica ambientalista, a retomada do mercado americano ajudará a absorver o excesso de produtos no mundo, permitindo melhorar os preços. Além disso, a demanda interna se apresenta estimulada pelas crescentes exigências de qualidade por parte dos consumidores finais, armados com o Código de Defesa do Consumidor”, dizia o texto. O Brasil não era – e ainda não é – grande produtor de aditivos com fórmulas sofisticadas. Tanto no passado quanto agora, o desafio das gigantes do mundo químico, as principais fornecedoras, concentra-se na busca de fórmulas mais eficientes, que gerem propriedades expressivas aos produtos finais com a adição de quantidades menores.

Mercosul – Nos primeiros anos da década de 90, um novo termo passou a fazer parte do vocabulário dos brasileiros e de habitantes de alguns países vizinhos. Era a palavra Mercosul. A zona de livre comércio foi tema de capa da edição de dezembro de 1994 / janeiro de 1995. “As transações econômicas entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai começam a mudar de feição com a chegada do Mercosul e a unificação aduaneira, a partir do dia 1º de janeiro de 1995”, começava o texto.Plástico Moderno, Década de 90 - Recessão gerada pelo plano Collor encolhe a indústria do plástico, que se sustenta nas conquistas tecnológicas para retomar o crescimento

A indústria do plástico da região envolvida pelo acordo, liderada pelo Brasil, tinha a chance de tirar proveito das regras a serem adotadas. “As primeiras iniciativas estão relacionadas com um mapeamento dos mercados, tarefa particularmente árdua no país, onde as empresas mantêm as suas informações sob sete chaves por temerem ser passadas para trás pela concorrência”, advertia a matéria.

Na época, previa-se a instalação em dois tempos da zona de comércio sem fronteiras para o segmento do plástico. A segunda geração petroquímica, responsável pela produção das resinas termoplásticas, encontrava-se em negociações mais avançadas. O setor de transformação contava apenas com algumas empresas pioneiras em negociações. Havia uma infinidade de outras possíveis participantes carentes de informações sobre como se desenrolaria o processo. O setor de máquinas e equipamentos também se ressentia da falta de dados estatísticos sobre o mercado.

Uma lembrança interessante. O Brasil estava vivendo os primeiros meses depois da proclamação do Plano Real. A nova moeda brasileira, o real, estava bastante valorizada em relação ao dólar. Foi uma arma adotada para estabilizar a economia, mesmo à custa de importações. A competitividade do país estava prejudicada e líderes do setor dos plásticos se queixavam disso. “O comércio regional, antes favorável ao Brasil, passou a beneficiar os outros três parceiros. A alternativa em estudo seria instalar subsidiárias nos outros países do Mercosul e dessa forma estabelecer equilíbrio entre oferta e procura diante de políticas cambiais distintas”, dizia a reportagem.

Feiras – A cobertura de eventos internacionais pela Plástico Moderno tem sido constante. A maior exposição internacional do gênero, a feira K, realizada em Düsseldorf, na Alemanha, sempre recebe ampla cobertura. Um exemplo ocorreu no ano de 1998. “Mesmo sem sinais aparentes da crise mundial não há como não detectar sintomas de cautela entre fabricantes de máquinas e os produtores de resinas. Entre os primeiros, o desafio parece ser conciliar criatividade, qualidade e elevação da produtividade; e reduzir, ao mesmo tempo, o consumo de materiais e energia, além de, quando possível, o valor dos equipamentos. No setor de polímeros, por sua vez, inovações tecnológicas, por vezes associadas a remanejamentos de produção, incluindo fusões e a criação de joint ventures”, dizia o texto da edição de junho.

A reportagem também valorizou a presença nacional na exposição. “Alguns dos catorze expositores brasileiros, dois a mais do que na K’95, admitem que seu público-alvo não foi necessariamente o europeu. Fabricantes de máquinas, como Primotécnica, Ciola, Rulli e Carnevalli, destacam os preços mais baixos de seus equipamentos em comparação aos dos concorrentes do velho mundo.”

A consolidação do Mercosul aumentou a importância, para a indústria nacional, dos eventos realizados na Argentina. A revista tem coberto com regularidade as exposições organizadas no país vizinho. Um exemplo aconteceu na sétima edição da Argenplas, organizada em Buenos Aires no ano de 1998. “Nos 13.700 m² dos cinco pavilhões do luxuoso bairro de Palermo que sediaram a feira, podia-se notar uma nova peculiaridade, que até dois anos atrás, durante a mostra anterior, não se via. A língua portuguesa, com sotaque brasileiro, tornou-se uma espécie de segundo idioma, tanto entre expositores quanto para visitantes. Essa aparência de dupla nacionalidade idiomática, aliás, espalha-se por toda a cidade portenha, revelando o novo ambiente de integração econômica”, dizia a reportagem.

A presença da revista ocorre mesmo quando determinado evento não atinge o sucesso esperado. “A expansão do mercado francês aparentemente não se traduziu em crescimento da Europlast. Pelo contrário, a exemplo da redução do número de expositores, de 1.100 para 815, os cerca de 27 mil visitantes, pouco mais da metade dos 50 mil esperados, contrastam negativamente com os quase 63 mil que estiveram na última edição da feira, em 1990. A proporção de visitantes estrangeiros, na faixa de 25%, manteve-se, porém, constante. Dentre eles, os mais assíduos foram os belgas, seguidos pelos britânicos, italianos e alemães. Também chamou a atenção a presença de número significativo de europeus orientais, em particular poloneses e checos”, dizia a matéria publicada em setembro de 1994 sobre a Europlast, realizada na romântica Paris, na França.

A cobertura também chegou a locais inesperados, caso da feira Plasto-Ispack’94, realizada em Tel-Aviv, Israel. No evento, matéria de capa da edição de novembro de 1994, destaque para as novidades criadas no estado judeu para resolver problemas comuns nos processos de fabricação de embalagens. O fato mais importante, no entanto, foram os negócios fechados por representantes israelenses com países árabes. Um alento para o constante desafio de se buscar a paz na região.

ISO 9000 – “O radical grego ISO significa igualdade ou, na produção econômica, conformidade de processo.” Com essa explicação, iniciava-se a matéria principal da edição de outubro de 1994. O tema era o conjunto de normas na época bastante comentado. “A série ISO 9000 foi publicada em 1987, para padronizar métodos de gerenciamento da produção e normatizar contratos entre partes. Seu berço europeu foi logo colocado pelo mundo todo sob suspeita de estar mascarando uma forma nova de protecionismo industrial. Afinal, só teria acesso à Comunidade Econômica Europeia quem tivesse certificado de conformidade. Com o transcorrer do tempo, entretanto, muitas empresas não europeias começaram a se convencer da importância de sistemas de garantia de qualidade e hoje cerca de 90 países estão engajados na certificação”, dizia o texto.Plástico Moderno, Década de 90 - Recessão gerada pelo plano Collor encolhe a indústria do plástico, que se sustenta nas conquistas tecnológicas para retomar o crescimento

O motivo do assunto da capa da edição era para lá de justificável. Durante aquele mês, representantes das montadoras automobilísticas se reuniram na sede da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), em São Paulo, com transformadores do setor de autopeças para informá-los sobre o projeto de criação de um organismo credenciado de certificação (OCC) para expedir certificados de garantia de qualidade nos moldes da norma internacional. O Brasil avançava em ritmo veloz nessas certificações, mas o segmento de transformação de plástico se mostrava bastante atrasado.

“Dezenas de empresas do setor começam a acordar para o problema e iniciam a implementação de medidas para sistemas de garantia de qualidade. Do universo de sete mil transformadores no Brasil, 200 a 300 estariam em condições de conquistar certificados”, estimava a reportagem. Entre os fabricantes de resinas, a situação era bem mais positiva. Polibrasil, Politeno, CPC, EDN, Monsanto, Nitriflex, Rhodia e Petroflex-Coperbo já estavam regularizadas. A Poliolefinas-PPH e a Proquigel estavam com o processo de implantação da norma em estágio avançado. “Afinal, como empresas de segunda geração petroquímica com atividades no mercado externo, tiveram de acompanhar a vaga internacional das certificações, sob o risco de serem discriminadas em uma espécie de ‘apartheid industrial’ provocado pelos sistemas de garantia de qualidade.”

Artigos especiais – Ao longo de sua história, a Plástico Moderno teve a oportunidade de apresentar artigos de especialistas altamente qualificados, voltados para orientar os leitores interessados em enriquecer seus conhecimentos nos mais variados temas. Um desses textos foi publicado em dois capítulos, nas edições de agosto e setembro de 1994. Seu título era “Evolução dos Conceitos de Polímero e de Polimerização”.

O autor do texto foi Ramón Guitián, doutor em Ciências Químicas das universidades de Santiago de Compostela e de Madrid, professor de pós-graduação da Universidade de São Paulo, consultor e assessor de química orgânica industrial. Na época, o profissional contava com 35 anos de atividade na indústria química e também se dedicava a ministrar cursos de curta duração para alunos com formação em química fundamental.

Acompanhe a “chamada” da matéria: “Se você ainda chama de sulfeto de polifenileno o prosaico PPS, pouco sabe dos polímeros de condensação e mal distingue os mecanismos de polimerização em cadeia e polimerização em etapas, contenha o ímpeto de rasgar o diploma, pois esse mal contagia até os ‘PHDeuses’.”

O texto se iniciava lembrando uma coincidência científica ocorrida no distante ano de 1923. O cientista Liebig determinou a composição do fulminato de prata, encontrando para ele a fórmula DNOAg. Essa fórmula era, exatamente, a mesma que pouco antes Wöhler tinha achado para o cianeto de prata, por ele preparado. “Estava-se, pela primeira vez, ante o inesperado caso de dois compostos químicos diferentes, com propriedades físicas e químicas diferentes, terem a mesma composição centesimal e, portanto, a mesma fórmula mínima e, também, a mesma fórmula molecular.”

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