Plástico

Década de 70 – Indústria do plástico deslancha com a nacionalização de resinas, mas enfrenta a disparada nos preços do petróleo em duas crises internacionais

Jose Paulo Sant Anna
10 de novembro de 2011
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    Assim começava a matéria de capa da edição de janeiro/fevereiro de 1978, ano da entrada em funcionamento do polo nordestino. A matéria ressaltava a importância da inauguração para o setor. “A indústria de transformação de plásticos e de elastômeros será particularmente beneficiada devido ao seu papel criador de mercado de mão de obra, e de melhoria da renda regional, essencial para a consolidação do complexo de Camaçari, que representa investimentos globais de cerca de US$ 3 bilhões.”

    A previsão para 1980 era de produção de 400 mil toneladas anuais de polímeros ofertados a todo o país para a fabricação de artefatos de plásticos, de borracha e fibras sintéticas. Para o mesmo ano, estimava-se o consumo da Região Nordeste em 130 mil toneladas anuais de termoplásticos. O consumo nacional previsto para 1979 era de 1,4 milhão de toneladas. Para 1980, a aposta era de quase 1,6 milhão de toneladas.

    Plásticos de engenharia – Os engenheiros das montadoras e indústrias eletroeletrônicas, entre outras, ganharam novas opções de materiais para substituir os metais. Grandes fabricantes mundiais de produtos químicos – DuPont, Basf, Hoechst, Celanese e Phillips Petroleum – passavam a oferecer ao mercado em volumes consideráveis os plásticos de engenharia, matérias-primas com características adequadas para substituir metais e outros materiais na fabricação de peças técnicas. Entre as vantagens divulgadas, as empresas destacavam elevada dureza, imunidade ao desgaste e à ferrugem, além da flexibilidade.

    “Definidos como plásticos nobres, por suas qualidades técnicas e propriedades físicas, os termoplásticos de engenharia – dentre eles o ABS, policarbonato, poliacetal, polioxifenileno, poliéster termoplástico e náilon – representam hoje, no Brasil, um mercado em fase de expansão, para o qual se espera um crescimento de 70% nos próximos cinco anos”, dizia a reportagem de capa de agosto de 1978.

    A matéria falava na perspectiva pequena daqueles materiais virem a ser produzidos no Brasil em curto prazo. “Embora os grandes produtores tenham todos grandes planos para o Brasil, por enquanto, oferecem apenas suas resinas importadas, além da (no caso) indispensável assistência técnica a seus clientes.” A justificativa para a dificuldade era uma só. Apesar da crescente expansão, o mercado brasileiro ainda não comportava a instalação de grandes fábricas, para as quais eram necessários altíssimos investimentos.



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