Plástico

Década de 2000 – Crises e problemas continuam, mas o setor se fortalece

Jose Paulo Sant Anna
10 de novembro de 2011
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    Os fabricantes nacionais de máquinas convencionais não sofrem tanto com a concorrência chinesa. Em tempo: entre os fornecedores nacionais, a Pavan Zanetti, localizada em Americana-SP, conta com forte participação no mercado. A Romi, líder no segmento de injetoras, passou a competir também nesse nicho. Ela comprou outra empresa localizada em Americana, a JAC. O setor promete ficar cada vez mais competitivo.

    PET – Em 2010, o consumo aparente de PET no Brasil ficou na casa das 560 mil toneladas. O volume considera resinas e pré-formas importadas e representa crescimento da ordem de 7,5% sobre 2009. Para 2011, a expectativa é crescer entre 6,5% e 7%. O consumo mundial foi de 12 milhões de toneladas. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de PET (Abipet) e foram apresentados na reportagem de capa da edição de setembro de 2001.

    Os dados brasileiros são muito significativos, se considerarmos que as embalagens de PET começaram a ser fabricadas no Brasil em 1988. Hoje, a matéria-prima domina amplamente os mercados de bebidas carbonatadas, água e óleo comestível. Com propriedades excelentes de barreira a gases e odores, resistência química e mecânica e de leveza, deve partir para a conquista de novos nichos nos próximos anos, entre eles os de leite, potes de boca larga e de cosméticos.

    A atual produção brasileira se situa na casa das 550 mil toneladas anuais, capacidade do único produtor do polímero, o grupo italiano Mossi & Ghisolfi. Com linha de produção instalada em Ipojuca-PE, a fábrica brasileira se situa como a maior do mundo, junto com a similar mexicana, construída pouco tempo antes pelo grupo em Altamira.

    “Caso os projetos da Petroquisa, braço da Petrobras atuante nas áreas química e petroquímica, sigam os cronogramas previstos, uma nova fábrica com capacidade anual de 450 mil toneladas de PET poderá ser inaugurada no segundo semestre de 2012. A estatal, porém, ainda busca um sócio para o novo complexo petroquímico, a Petroquímica Suape (Companhia Petroquímica de Pernambuco), fator que pode jogar adiante os planos de inauguração”, dizia o texto.Plástico Moderno, Década de 2000 - Crises e problemas continuam, mas o setor se fortalece

    Em tempo: entre os fornecedores de equipamentos para a transformação do PET, Romi e Pavan Zanetti atuam como representantes nacionais. Participam do mercado Sidel, Krones, Aoki e Nissei ASB, entre outros.

    Extrusoras – Muitas idas e vindas dificultaram o planejamento das empresas nacionais fornecedoras de extrusoras. Depois de um ótimo desempenho das vendas no ano 2000, veio um período bem difícil, marcado pela crise internacional e pelas dificuldades internas. Em agosto de 2003, a situação foi retratada dessa forma pela revista: “O ano passado foi tão ruim que nem mesmo os mais pessimistas acreditavam numa piora acentuada. Mas o ano está surpreendendo. Os fabricantes de extrusoras rezam para conseguir empatar os resultados comerciais com os dos últimos cinco anos. Com a corda no pescoço, muitas empresas sobrevivem da venda de peças de reposição e assistência técnica. Outras ampliaram as exportações.”

    A recuperação da economia nos anos seguintes mudou completamente o humor dos fabricantes. Leia trecho da matéria publicada em abril de 2011, na edição especial da prévia da Brasilplast. “Esta edição da Brasilplast vem ratificar seu caráter comercial. A economia aquecida e o interesse dos investidores estrangeiros pelo país favorecem os projetos de expansão do mercado de extrusoras. O cenário se mostra propício para os fabricantes de máquinas emplacarem modelos mais produtivos e econômicos, pois os investimentos parecem vir de todos os lados e têm privilegiado desenvolvimentos mais eficientes e confiáveis.” Algumas empresas nacionais trabalham há décadas com destaque nesse mercado. Podemos citar Carnevalli, Miotto e Rulli Standard, entre os nomes bem tradicionais do setor.

    Roscas – Um dos segredos do bom funcionamento das extrusoras são as roscas. Além do design adequado, elas trazem resultados cada vez mais compensadores quando são confeccionadas em materiais especiais. As ligas bimetálicas se encontram entre as soluções mais avançadas. Matéria publicada na edição de março de 2011 falou sobre o tema. “Em 1931, a Xaloy, empresa norte-americana fundada dois anos antes, lançou a primeira versão de uma liga bimetálica indicada para revestir os aços. Em 1938, a mesma empresa se torna a pioneira na fabricação de roscas formadas por um núcleo de aço e revestidas por ligas bimetálicas. A solução hoje é adotada em aplicações sujeitas a condições mais rigorosas.”

    Nessa história, uma empresa brasileira conta com papel de destaque. Trata-se da Wortex, fundada em 1976 em Campinas-SP. Ela lançou, em caráter mundial, no início da década de 80, as primeiras roscas que aliavam o revestimento bimetálico com o tratamento de nitretação. A solução apresenta maior resistência à abrasão, entre outras vantagens.

    Ecologia – Hoje a ecologia é assunto obrigatório, presente nas estratégias de empresas dos mais variados ramos da economia. Na indústria do plástico, é tema de discussões obrigatórias. Uma das vertentes dos investimentos de proteção ao meio ambiente realizados por multinacionais do mundo químico é o desenvolvimento de matérias-primas com a utilização de produtos renováveis, não petroquímicos. Embora possuam estrutura molecular idêntica à dos plásticos convencionais de origem fóssil, derivam das plantas e sua produção acarreta menos danos ao meio ambiente do que os plásticos sintetizados pela rota do petróleo.



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