Plástico

Década de 2000 – Crises e problemas continuam, mas o setor se fortalece

Jose Paulo Sant Anna
10 de novembro de 2011
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    A tendência também está presente nos aviões de menor porte. Neste caso, porém, o fenômeno ocorre em escala reduzida. A relação custo/benefício dita o ritmo da substituição dos metais nesse nicho de mercado. Os aviões da Embraer são exemplos desse avanço. Acompanhe algumas informações trazidas na matéria: “O antigo modelo Brasília contava com 8% de plásticos reforçados no peso de sua estrutura. A linha de modelos 145 (aviões para 50 passageiros) chegou ao mercado com 10%. Essa porcentagem evoluiu para 13% nas linhas 170 (de 70 a 80 passageiros) e 190 (entre 80 e 120 passageiros). Modelos mais recentes da empresa, os jatos executivos Phenom, possuem 16%.” O plástico também está presente em muitas peças usadas no interior das aeronaves.

    Óculos – Dezenas de peças feitas com elevada tecnologia e precisão colocam o plástico em aplicações cada vez mais inusitadas. Um exemplo: os óculos. “É um objeto ao alcance dos olhos de qualquer um. Poucos enxergam, no entanto, a complexidade do processo de fabricação dos óculos. Nesse mercado, o plástico ganhou visibilidade nos últimos anos. O material se tornou concorrente dos metais nas armações e desbancou o vidro, que no passado reinava absoluto na fabricação das lentes.”

    Plástico Moderno, Década de 2000 - Crises e problemas continuam, mas o setor se fortaleceA matéria informou que no Brasil estima-se que a venda de óculos movimente aproximadamente R$ 1 bilhão por ano, de acordo com dados da Associação Brasileira de Produtos e Equipamentos Ópticos. Em 2006 foram vendidas no mercado nacional cerca de 80 milhões de unidades. “Esse volume, no entanto, não significa uma indústria óptica forte. Ao contrário. O país está longe da autossuficiência e conta com poucos fabricantes reconhecidos pela qualidade de seus produtos. Não existem dados para mensurar a divisão do mercado entre nacionais e importados. Sabe-se que, no caso dos óculos de sol, a presença dos produtos chineses é expressiva, em especial, no nicho formado pelos modelos populares. Entre os mais sofisticados, os países avançados, principalmente a Itália, têm participação muito importante. A fatia destinada aos estrangeiros também é significativa nos óculos de lentes corretivas.”

    Entre os entrevistados presentes na reportagem, encontra-se a Tecnol, maior especialista na fabricação de óculos de proteção contra o sol da América Latina, com produção na época de 15 mil pares por dia. A matéria-prima mais usada na confecção das hastes é o náilon 12, seguida pelo acetato fresado. As lentes de proteção ao sol, na maior parte das vezes injetadas, são feitas de resinas acrílicas e policarbonato.

    As lentes corretivas, por sua vez, são fabricadas por empresas especializadas. Uma delas é a Surfnew, de São Paulo. Entre os materiais especiais hoje mais usados para a produção de lentes, o polímero CR39 aparece em primeiro lugar. Trata-se de uma matéria-prima resistente a quedas e pequenos impactos, com grande facilidade de ser pintada e boa resistência a solventes químicos, além de contar com preço competitivo. O policarbonato ocupa a segunda posição, por sua grande resistência a impactos. Em compensação, é sensível a solventes químicos, casos do álcool e da acetona. Também pode ser arranhado com facilidade e para ser aproveitado pela indústria óptica requer a aplicação de um verniz antirrisco.

    Micropeças – Matéria de fevereiro de 2010 mostrou a fabricação de componentes muito pequenos, com peso na casa dos milésimos de grama e tolerância dimensional de milésimos de milímetros. “Essas peças são usadas com frequência por indústrias de vários segmentos econômicos. Uma delas é a automobilística. Os veículos contam com vários conjuntos de componentes montados para diversas finalidades, nos quais se encontram itens quase imperceptíveis. O mesmo ocorre com componentes elétricos, aparelhos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, artefatos médicos ou em aparelhos ortodônticos e na indústria de relógios. Não raro, também são encontradas em embalagens de cosméticos. Entre outras aplicações”, dizia o texto.

    Plástico Moderno, Década de 2000 - Crises e problemas continuam, mas o setor se fortaleceDo design da peça à operação de extração na injetora, os responsáveis pelos projetos precisam estar preparados para se deparar com dificuldades muito particulares. Só para lembrar uma: a presença de rebarbas é impensável, em muitos casos não pode haver marcas relativas à extração das peças. E por aí vai. Entre os transformadores entrevistados, encontra-se a Emicol, empresa localizada em Itu-SP, e a multinacional Tyco Electronics, com fábrica em Bragança Paulista-SP, fabricantes de componentes minúsculos para usos diversos.

    Peças bicolores – Nos países avançados, a injeção de peças com duas ou mais cores é usada há mais de trinta anos. Tornou-se corriqueira. Por aqui, o uso da técnica ainda é tímido, mas tem crescido o interesse nos últimos anos. Fornecedores de injetoras de marcas sofisticadas atestam que estão sendo procurados com maior intensidade por interessados em adquirir equipamentos com mais de uma unidade de injeção. O tema mereceu a capa da edição de abril de 2010.

    Peças do gênero são fabricadas em especial para representantes de determinados segmentos econômicos. Os setores de cosméticos e produtos de higiene pessoal estão entre os usuários mais frequentes. A aparência dos produtos nas prateleiras dos pontos de venda, para essas indústrias, faz parte da estratégia de marketing. O uso de peças coloridas nas embalagens incentiva as vendas, ajuda a cativar os consumidores em lojas, supermercados e demais representantes do varejo. O mesmo apelo pode ser mencionado em outros itens cuja questão estética favorece os negócios. São os casos dos aparelhos eletrodomésticos e eletroeletrônicos.



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