Embalagens

Cosméticos e medicamentos ampliam o uso dos plásticos – Embalagem

Antonio Carlos Santomauro
8 de maio de 2018
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    Plástico Moderno, Ponce: inovação dará efeitos táteis para as embalagens

    Ponce: inovação dará efeitos táteis para as embalagens

    A Bemis fornece, para a indústria de cosméticos, stand up pouches com uma camada externa de poliéster que atua como substrato de impressão, outra interna para conferir resistência mecânica, e uma interna de PE com função selante. Também há nesse mercado, ressalta Ponce, a demanda por stand up pouches para o acondicionamento de refis (reenchimentos). “E tem crescido o uso de refis no mercado da higiene pessoal e da beleza, não só por questão de custos, mas também porque eles possibilitam aos consumidores manter frascos maiores em suas residências”, complementa Ponce.

    Mas Bellucci, da Frascomar, acha que o stand up pouch “não emplacou” na indústria brasileira de produtos para higiene pessoal e beleza. “No Japão, esse formato faz sucesso entre os consumidores de cosméticos, mas o brasileiro não o incorporou aos seus hábitos; aqui, quem domina o mercado são os frascos e potes”, afirma. Bellucci reconhece, porém, a expansão do uso da alternativa nos refis, segmento no qual vê uma “boa briga” entre os soprados – que diferem das embalagens principais por serem mais leves e sem pigmentos – e os stand up pouches. “Creio mais na primeira dessas duas alternativas”, ressalta.

    Plástico Moderno, Stand up pouches têm espaço para crescer nos cosméticos

    Stand up pouches têm espaço para crescer nos cosméticos

    Já Andréia, da Incom, vê com ressalvas o movimento de expansão dos refis dos produtos de beleza: “A Natura tem iniciativas nesse sentido, mas meus demais clientes não têm”, destaca. Nesse mercado, embora sempre existam clientes que demandam embalagens exclusivas e dispõem de recursos para adotá-las, a maior parte dos negócios – ao menos os da Incom – é atualmente feita com os produtos standard. “A opção pelo standard se torna ainda mais interessante com a atual necessidade de racionalizar investimentos e acelerar o time to market (tempo de colocação no mercado)”, explicou.

    Independentemente do formato, deve seguir em expansão o uso de plásticoe na indústria de embalagens para cosméticos, até mesmo como decorrência da consolidação de novas tecnologias. “Brevemente, chegarão ao mercado os primeiros produtos de uma tecnologia desenvolvida pela Bemis que, a partir de uma camada adicional de resina, possibilita agregar às embalagens flexíveis efeitos táteis, como a sensação de papel, couro ou tecidos”, adianta Ponce.

    O PET começa a preencher uma lacuna que por enquanto refreia seu uso em escala mais intensa: “Em setembro último, na Drinktec (feira dedicada a equipamentos e embalagens para líquidos realizada na Alemanha), foi apresentada uma tecnologia denominada Steady Edge que permite produzir embalagens de PET com base reta, uma dificuldade que ainda inibe o uso dessa resina”, ressalta Assunta, do Instituto de Embalagens.



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