Embalagens

Corte e Solda – Aumento da demanda por embalagens plásticas anima fabricante de máquinas nacionais

Marcio Azevedo
4 de junho de 2007
    -(reset)+

    Plástico Moderno, Hermes Rossi, engenheiro de aplicação, Corte e Solda - Aumento da demanda por embalagens plásticas anima fabricante de máquinas nacionais

    Modelo CS 600 é 50% mais produtivo, de acordo com Rossi

    Mais preocupante é o mercado de segunda mão, muito forte entre clientes de tamanho pequeno e médio, exatamente a porção do mercado atendida com maior ênfase pela Máquinas Santoro. O tamanho desse mercado de equipamentos usados é enorme, segundo Rossi, e há máquinas de vinte anos em atividade, com um preço mais atrativo que as eventuais desvantagens em desempenho. A atualização de máquinas antigas, o chamado retrofit, também reforça a atividade do mercado de segunda mão, com efeitos bastante danosos aos produtores de equipamento original.

    Para quem foi à Brasilplast atrás de máquinas novas, outra opção foram os produtos da Macam, uma das caçulas do mercado, fundada em 2004. Conforme o diretor Luiz Antônio Reis, a empresa levou ao Anhembi modelos já produzidos há algum tempo, e destinados à manufatura de embalagens plásticas em geral.

    Os modelos atendem os clientes com alto volume de produção, e operam à cadência de 380 e 500 golpes por minuto, mas com consumo de energia bastante baixo, girando em torno de 2,5 kVAh. Reis também acredita que o maquinário brasileiro é melhor que o chinês, em quesitos como manutenção, nível de ruídos e produção.

    A Polimáquinas, outra das famosas do setor, lançou um equipamento de corte e solda wicket, para a produção de sacos de pão e sacos de fundo redondo para embalagem, mais uma vez, de frango congelado. Segundo as informações do gerente-comercial Clóvis Barbosa, o modelo exposto produz 350 unidades por minuto, no caso dos sacos para pão de forma, e 250, se rodando para manufaturar sacos para frango.

    Plástico Moderno, Corte e Solda - Aumento da demanda por embalagens plásticas anima fabricante de máquinas nacionais

    Polimáquinas mostra equipamento para saco de frango e pão

    Na opinião de Barbosa, uma das características do segmento de corte e solda é que mesmo os clientes pequenos estão voltados para a aquisição de equipamentos de maior produtividade – acelerar a produtividade não é pauta apenas entre os maiores do ramo.

    Essa peculiaridade é um dos motivos pelos quais equipamentos chineses ainda não causam enxaqueca aos produtores nacionais, pois o gerente considera que a vida útil dos equipamentos fabricados no gigante asiático é o seu maior problema.

    Esse cenário de calmaria na concorrência, entretanto, pode estar se modificando. Com o real valorizado, a distância entre as cotações de preços do maquinário nacional e o estrangeiro diminui. Barbosa, que sentiu uma Brasilplast mais movimentada na última edição, e muitos visitantes apenas especulando, em 2007, acredita que a máquina nacional mais cara favoreceu o movimento dos clientes na direção de outros fornecedores.

    Embora não se tenham ouvido na feira lamentações infindáveis em razão de uma invasão estrangeira qualquer, todos os fabricantes do segmento demonstram preocupação com o futuro. O conteúdo tecnológico das máquinas nacionais experimenta um crescendo, e por isso seus preços também sobem. Conforme os brasileiros passem a oferecer produtos de maior valor agregado, a diferença do custo em relação a concorrentes importados cairá, e poderá chegar a um ponto em que a competição se tornará mais acirrada.

    O momento, porém, é de aproveitar a pouca concorrência e municiar o mercado nacional com mais opções. É o que fez a Hece, principal fornecedora para clientes do segmento de frango congelado, segundo seu gerente-industrial Luiz Fernando Sverzut.

    A empresa reforçou durante a Brasilplast um equipamento de corte e solda da linha HSC lançado no ano passado e destinado a todos os tipos de sacos feitos por corte e solda. Para cada tipo específico de saco, utiliza-se um acessório adequado, a fim de adaptar a máquina ao tipo de embalagem desejado. O modelo é todo digital e possui construção mais reforçada e robusta que os antecessores. A Hece também expôs um lançamento, a sacoleira da linha CS, equipada com dois servomotores, e caracterizada pela alta produtividade e robustez, que possui, segundo Sverzut, uma única concorrente nacional do mesmo tipo.



    Recomendamos também:








    3 Comentários


    1. wendell de Almeida Ferreira

      To querendo ingressar na atividade de fábrica escolas gostaria de sabe o valor do modelo CS 600


    2. Joaquim Marquito

      Gostei do artigo, pois procuro uma maquina que corte e solde as borrachas das geleiras e nao encontro.

      Sera que podem dar uma ajuda?

      Obrigado e cumprimentos



    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *