Ferramentaria Moderna

Cores e materiais diversos são colocados na mesma peça

Jose Paulo Sant Anna
18 de fevereiro de 2019
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    Injetoras – Os fabricantes de injetoras oferecem modelos para a operação, dotados com características específicas. A principal diferença se encontra no fato de contar com duas ou mais unidades de injeção. Os canhões são montados na máquina de formas distintas, conforme as características da peça, de onde estão instaladas as buchas de injeção do molde. O cilindro principal fica na posição convencional. O segundo pode ser instalado, em relação ao principal, em posição paralela, vertical, ao lado da máquina ou oblíqua. A partir da necessidade de um terceiro ou quarto cilindro, a localização segue critério semelhante.

    Outro diferencial dessas máquinas se encontra em seu controle, dotado com softwares mais sofisticados do que os presentes em modelos convencionais. Eles precisam garantir com grande precisão a execução de todos os movimentos e o gerenciamento dos vários parâmetros necessários para as operações, como o controle das temperaturas e pressões corretas nas etapas de plastificação das resinas.

    Plástico Moderno, Rieker: lanternas automotivas pedem três unidades de injeção

    Rieker: lanternas automotivas pedem três unidades de injeção

    Essas injetoras também produzem peças em uma só cor. Dessa forma, os transformadores podem aproveitás-la em tempo integral, mesmo quando são desativadas as linhas de produção de peças com mais de uma cor. Uma ressalva: alguns transformadores, em aplicações em que isso é possível, utilizam máquinas convencionais adaptadas com a instalação de uma segunda unidade de injeção com controle independente.

    A brasileira Romi dispõe de versões multicomponentes nas suas linhas de injetoras hidráulicas EN e elétricas EL. “O desenvolvimento do processo multimaterial tem aumentando, em especial no segmento automotivo. Ele agrega mais valor ao produto injetado, além de unificar a produção de peças que precisam de combinações de materiais ou cores”, informa William dos Reis, diretor da unidade de máquinas para plásticos. As máquinas Romi possuem projeto modular e permitem a aplicação das unidades injetoras nas posições adequadas a cada cliente. “Podem ser fornecidas com opcionais como placas giratórias, núcleo giratório e sistema de troca rápida de molde, entre outros”.

    A multinacional fabricante de injetoras Sumitomo Demag oferece para esse nicho de mercado a Série Systec Multi, com modelos que vão de 160 a 1,3 mil toneladas de forças de fechamento. As injetoras, em seus modelos standard, podem ter acopladas até três unidades de injeção, montáveis em diversas posições de acordo com as exigências necessárias para a produção das peças. A partir de três unidades de injeção, a empresa projeta o equipamento por encomenda.

    As máquinas Systec Multi apresentam propriedades distintas em relação às máquinas comuns. “Elas são configuradas com bombas reforçadas, utilizam mais óleo para movimentar o maior número de unidades de injeção. Também precisam atuar com maior potência”, informa Christoph Rieker, gerente geral do escritório brasileiro da empresa. São oferecidas com todos os opcionais necessários para facilitar a operação.

    Plástico Moderno, Cardenal: B8 controla unidades de injeção sem usar fios

    Cardenal: B8 controla unidades de injeção sem usar fios

    As dificuldades na economia não colaboram muito com o aumento de pedidos, revela o executivo. Mas as consultas recebidas nos últimos tempos demonstram bom potencial de negócios quando houver a retomada. “Em 80% dos casos, os clientes pedem máquinas com duas unidades”. Os pedidos hoje, na maioria das vezes, são para peças como tampas flip top, peças automobilísticas e instrumentos para cuidado pessoal, caso das escovas de dente e aparelhos de barbear. “Existem aplicações diferenciadas, como potes de alimentos que proporcionam aos usuários sensações de toque agradáveis”. As máquinas com três unidades de injeção são normalmente procuradas pelos fabricantes de lanternas para automóveis.

    Outra multinacional com escritório no Brasil e atuação importante no segmento é a Wittmann Battenfeld. “Nossos modelos standard para essa aplicação comportam duas, três ou até quatro unidades de injeção. Mas já fizemos por encomenda, na Alemanha, máquinas com até seis unidades de injeção”, explica o engenheiro de vendas Marcos Cardenal. De acordo com o técnico, a seleção é feita a partir do design da peça a ser injetada e da consequente solução adotada para do molde. “O uso mais comum entre os clientes é o das máquinas com duas unidades, sendo a segunda montada em posição vertical. Também é bastante utilizada a montagem do segundo canal de injeção ao lado da máquina”.

    Para a aplicação, a empresa oferece as séries Smart Power Combimould (com modelos de 60 a 350 toneladas de força de fechamento) e Macro Power Combimould (de 400 a mil toneladas), ambas equipadas com todos os recursos e componentes opcionais necessários para atender as necessidades de cada aplicação. Um destaque fica para o controle B8, que equipa as máquinas das duas séries, lançado recentemente. “Além de contarem com elevada capacidade de gerenciamento de dados, eles funcionam com tecnologia wi-fi, que dispensa o uso de fios”. Além da injetora, a empresa oferece todos os equipamentos necessários para a linha de produção, de robôs aos demais periféricos.



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