Controladores -Aumento de eficiência e corte de custos justifica atualização tecnológica

Controladores em Máquinas

A preocupação com os controles que equipam as máquinas da multinacional Wittmann Battenfeld, fornecedora de injetoras, robôs e periféricos, é exaltada por Marcos Cardenal, engenheiro de vendas.

“Os processos produtivos atuais requerem agilidade, produtividade, redução de custos e de tempo, e os sistemas de controle trazem inúmeras vantagens aos transformadores”, destaca.

No caso das injetoras da marca, os hardwares são produzidos pela empresa austríaca B&R.

“Tanto o hardware como os sistemas operacionais são projetados para tornar mais ágil o ciclo produtivo, com melhores resultados em termos de qualidade geral do produto e manutenção do processo de injeção”.

O destaque fica por conta do sistema operacional Unilog B6P, que utiliza simbologia e interface gráfica.

De acordo com informações prestadas pela empresa, ele apresenta alto desempenho, permite a perfeita coordenação da máquina a partir de sensores, garantindo movimentos rápidos e precisos de todas as funções da máquina.

Plástico Moderno, CLP - Controles - Tela do Unilog B6P, da Wittmann Battenfeld, permite leitura fácil
Tela do Unilog B6P, da Wittmann Battenfeld, permite leitura fácil

“Com a análise de todas as variáveis pertinentes do processo, fornece ao usuário os controles necessários para as aplicações mais exigentes”.

Entre os recursos, o Unilog B6P possibilita a monitoração de dados à distância.

“Ele armazena todos os dados da operação, possibilitando manuseio, integração das máquinas com periféricos e a manutenção remota. A partir de um aplicativo, torna-se possível monitorar a injetora por meio de um smartphone, de forma simples e rápida”, explicou.

O controle também permite integrar ao sistema operacional todos os periféricos fabricados pelo Grupo Wittmann, como robôs, desumidificadores, termocontroladores, sistemas de alimentação e mistura de material e granuladores.

Caso haja necessidade, ele também se comunica com sistemas adotados por outros fabricantes de periféricos.

Made in Brazil – A Altus nasceu em 1982 como microempresa com foco no desenvolvimento de controles.

Na época, os proprietários da empresa saíam com projetos embaixo dos braços, visitando de porta em porta os potenciais clientes.

A indústria de equipamentos de plástico era um dos focos mais importantes da época.

No começo dos anos 90, com o grande avanço da informática, a empresa ampliou sua atuação.

Passou a investir no desenvolvimento de alta tecnologia para segmentos econômicos representados por empresas de grande porte nos campos de siderurgia, aciaria, indústria naval e petroquímica, entre outros.

Hoje conta com 700 colaboradores, dos quais significativa parcela tem curso de pós-graduação em seus currículos.

A indústria do plástico não foi esquecida ao longo do tempo, mas deixou de ter participação importante no faturamento da empresa.

Há um ano, a Altus decidiu tomar uma iniciativa para ganhar força nesse nicho de negócios.

Ela contratou como consultor Daniel Andrade, um dos criadores da Atos, marca brasileira que durante muitos anos marcou época como fornecedora de controles para máquinas de transformação de plástico – em 2008, a Atos foi adquirida pela multinacional francesa Schneider Electric.

Andrade tem por missão aproveitar sua experiência adquirida durante os muitos anos de trabalho no segmento.

Plástico Moderno, Andrade: momento econômico é ideal para investir na produção
Andrade: momento econômico é ideal para investir na produção

“Nosso objetivo é aproveitar a tecnologia desenvolvida pela Altus em seus vários campos de atuação para oferecer aos fabricantes de equipamentos soluções que resultem em projetos de máquinas produtivas e econômicas”, resume o consultor.

O ponto de partida dos projetos oferecidos é o sistema de automação da série Nexus, criado pela empresa para processos industriais, máquinas e linhas de produção de alto desempenho.

O consultor destaca a importância da participação dos fornecedores das máquinas no desenvolvimento dos projetos. “Ao trabalharmos em quatro mãos chegamos a soluções com ótimos resultados”.

Para dar ideia sobre como a empresa trabalha, ele conta a recente experiência que teve com um de seus clientes, a Pavan Zanetti.

Na última edição da Feiplastic, o grande lançamento da empresa foi o de uma sopradora híbrida, equipada com um controle fornecido pela Altus.

A sopradora conta com movimentos dos carros porta-moldes com acionamento elétrico, em vez do tradicional movimento hidráulico. “Graças a um trabalho conjunto de desenvolvimento, que aliou a criação de um controle programável com componentes de mecânica adaptados, conseguimos aumentar a produtividade da máquina. A da geração anterior chegava a 6 mil peças por hora, a nova alcançou 7 mil”.

O retorno positivo não se resume a esse número.

“A máquina trabalha com grande economia de energia e respeita todos os itens de segurança recomendados pela norma NR-12”, afirmou.

De acordo com dados oferecidos pela Pavan Zanetti, a redução do consumo fica na casa de 6,5% no ciclo de produção de 12 segundos. “Esse dado é real, foi medido por empresa independente. Não é uma informação genérica para chamar a atenção”, garante Zanetti.

A ideia de Andrade é multiplicar o número de experiências como essa.

Com ou sem crescimento da economia. “Na Altus é proibido falar em crise econômica”. Pelo contrário. A crise pode ser parceira de bons negócios.

Para ele, todo transformador, quando apresentado a projetos de máquinas que tragam maior produtividade e economia de energia, não hesita em investir.

Ainda mais em tempos bicudos, quando a competitividade se torna essencial para sobreviver.

Encontre equipamentos de controle para suas máquinas.

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