Controladores -Aumento de eficiência e corte de custos justifica atualização tecnológica

Não faz muito tempo que os antigos aparelhos de telefone eram considerados muito úteis para facilitar as comunicações entre as pessoas. Ainda são úteis, é lógico. Os seus recursos, no entanto, hoje parecem jurássicos quando comparados aos dos celulares mais modernos.

A disparidade tecnológica entre os dois tipos de aparelhos cresceu de forma assustadora nas últimas duas décadas. Algo muito parecido vem acontecendo com os equipamentos de transformação de plástico.

Em um passado não muito distante, máquinas como injetoras, extrusoras e sopradoras, entre outras, operavam com ajustes feitos mediante recursos bem modestos.

Hoje, elas possuem controles muito mais sofisticados. Dotados de tecnologia de ponta, eles são bem mais fáceis de serem manipulados e proporcionam resultados surpreendentes.

Todos os movimentos da máquina são coordenados, de forma a se atingir ciclos mais velozes, com economia de energia e menor desgaste dos componentes mecânicos.

Os controladores mais evoluídos chegam a interferir com “inteligência”.

Corrigem as condições originais previstas nos ciclos de produção de forma a tornar repetitivos os parâmetros de funcionamento mais adequados.

Também ajudam no processo de manutenção, emitindo alertas sobre a necessidade de realização de procedimentos periódicos ou indicando o ponto em que houve algum tipo de quebra.

Em outras palavras, proporcionam aos transformadores alcançar ganhos de rentabilidade significativos.

Não por acaso o retorno financeiro positivo proporcionado pela tecnologia tem sido fator importante para os fabricantes de equipamentos convencerem os clientes a investir na substituição de modelos antigos, mesmo em tempos de ventos econômicos pouco favoráveis.

Para fazer jus aos argumentos de venda, a indústria de base tem investido pesado no desenvolvimento de projetos nos quais a mecânica incorporada responde com agilidade aos comandos dos controles avançados, oferecidos por fornecedores especializados.

Entre esses fornecedores dos Controladores, alguns têm marcas bastante reconhecidas.

Podem ser citados a brasileira Altus e empresas multinacionais, como Schneider Electric, Gefran, Moog, Mitsubishi e B&R, entre outras.

A partir de hardwares desenvolvidos de forma interna, essas empresas criam softwares customizados, desenvolvidos para atender as necessidades particulares de cada processo de fabricação de peças plásticas. Para elas, as vendas estão diretamente ligadas ao desempenho da indústria de base.

Não por acaso, nesse ano, os negócios não estão lá essas coisas. De qualquer forma, tecnologia de ponta sempre atrai a atenção dos compradores e proporciona potencial de negócios atraente.

Em paralelo ao desempenho do mercado de máquinas novas, outro nicho oferece oportunidades interessantes aos especialistas em instrumentos eletrônicos.

São realizados bons negócios junto aos profissionais que trabalham com a reforma de máquinas antigas.

Um detalhe importante: em casos de retrofit, os controles mais modernos funcionam de forma eficaz se as máquinas contarem com componentes mecânicos adequados aos seus recursos.

Caso contrário podem ser comparados aos modernos celulares funcionando fora do alcance dos ambientes Wi-Fi, não podem ser utilizados em sua plenitude.

A voz dos clientes na escolha dos controles

A preocupação de oferecer equipamentos dotados com controles de alta tecnologia e eficiência abrange representantes da indústria de base em todo o mundo. Entre as empresas brasileiras também.

Um exemplo ocorre com a Pavan Zanetti, conhecida fornecedora de sopradoras e injetoras. “Utilizamos em nossas máquinas controles lógico-programáveis de última geração”, garante o diretor comercial Newton Zanetti.

Os fornecedores de controles são selecionados pela empresa a partir de uma lista cadastrada.

No caso das sopradoras, fazem parte desse time Altus, Gefran, Moog e Mitsubishi.

Nas injetoras, são usados os controles Gefran. “A seleção é feita caso a caso, cada linha de máquina oferecida pela empresa tem CLP específico, escolhido conforme as suas características. São levados em consideração fatores como complexidade ou simplicidade de funções a serem controladas e relação custo/beneficio”.

Zanetti lembra que o número de funções exercidas por cada controle varia por modelo.

No caso das sopradoras, por exemplo, os principais aspectos monitorados são tempos e temperaturas, espessura dos parisons, deslocamentos dos carros, cursos de fechamento e tópicos de segurança determinados pela norma NR-12, de proteção ao trabalhador.

Aspectos similares são monitorados nas injetoras, respeitando-se as características da operação.

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Controladores em Máquinas

A preocupação com os controles que equipam as máquinas da multinacional Wittmann Battenfeld, fornecedora de injetoras, robôs e periféricos, é exaltada por Marcos Cardenal, engenheiro de vendas.

“Os processos produtivos atuais requerem agilidade, produtividade, redução de custos e de tempo, e os sistemas de controle trazem inúmeras vantagens aos transformadores”, destaca.

No caso das injetoras da marca, os hardwares são produzidos pela empresa austríaca B&R.

“Tanto o hardware como os sistemas operacionais são projetados para tornar mais ágil o ciclo produtivo, com melhores resultados em termos de qualidade geral do produto e manutenção do processo de injeção”.

O destaque fica por conta do sistema operacional Unilog B6P, que utiliza simbologia e interface gráfica.

De acordo com informações prestadas pela empresa, ele apresenta alto desempenho, permite a perfeita coordenação da máquina a partir de sensores, garantindo movimentos rápidos e precisos de todas as funções da máquina.

Plástico Moderno, CLP - Controles - Tela do Unilog B6P, da Wittmann Battenfeld, permite leitura fácil
Tela do Unilog B6P, da Wittmann Battenfeld, permite leitura fácil

“Com a análise de todas as variáveis pertinentes do processo, fornece ao usuário os controles necessários para as aplicações mais exigentes”.

Entre os recursos, o Unilog B6P possibilita a monitoração de dados à distância.

“Ele armazena todos os dados da operação, possibilitando manuseio, integração das máquinas com periféricos e a manutenção remota. A partir de um aplicativo, torna-se possível monitorar a injetora por meio de um smartphone, de forma simples e rápida”, explicou.

O controle também permite integrar ao sistema operacional todos os periféricos fabricados pelo Grupo Wittmann, como robôs, desumidificadores, termocontroladores, sistemas de alimentação e mistura de material e granuladores.

Caso haja necessidade, ele também se comunica com sistemas adotados por outros fabricantes de periféricos.

Made in Brazil – A Altus nasceu em 1982 como microempresa com foco no desenvolvimento de controles.

Na época, os proprietários da empresa saíam com projetos embaixo dos braços, visitando de porta em porta os potenciais clientes.

A indústria de equipamentos de plástico era um dos focos mais importantes da época.

No começo dos anos 90, com o grande avanço da informática, a empresa ampliou sua atuação.

Passou a investir no desenvolvimento de alta tecnologia para segmentos econômicos representados por empresas de grande porte nos campos de siderurgia, aciaria, indústria naval e petroquímica, entre outros.

Hoje conta com 700 colaboradores, dos quais significativa parcela tem curso de pós-graduação em seus currículos.

A indústria do plástico não foi esquecida ao longo do tempo, mas deixou de ter participação importante no faturamento da empresa.

Há um ano, a Altus decidiu tomar uma iniciativa para ganhar força nesse nicho de negócios.

Ela contratou como consultor Daniel Andrade, um dos criadores da Atos, marca brasileira que durante muitos anos marcou época como fornecedora de controles para máquinas de transformação de plástico – em 2008, a Atos foi adquirida pela multinacional francesa Schneider Electric.

Andrade tem por missão aproveitar sua experiência adquirida durante os muitos anos de trabalho no segmento.

Plástico Moderno, Andrade: momento econômico é ideal para investir na produção
Andrade: momento econômico é ideal para investir na produção

“Nosso objetivo é aproveitar a tecnologia desenvolvida pela Altus em seus vários campos de atuação para oferecer aos fabricantes de equipamentos soluções que resultem em projetos de máquinas produtivas e econômicas”, resume o consultor.

O ponto de partida dos projetos oferecidos é o sistema de automação da série Nexus, criado pela empresa para processos industriais, máquinas e linhas de produção de alto desempenho.

O consultor destaca a importância da participação dos fornecedores das máquinas no desenvolvimento dos projetos. “Ao trabalharmos em quatro mãos chegamos a soluções com ótimos resultados”.

Para dar ideia sobre como a empresa trabalha, ele conta a recente experiência que teve com um de seus clientes, a Pavan Zanetti.

Na última edição da Feiplastic, o grande lançamento da empresa foi o de uma sopradora híbrida, equipada com um controle fornecido pela Altus.

A sopradora conta com movimentos dos carros porta-moldes com acionamento elétrico, em vez do tradicional movimento hidráulico. “Graças a um trabalho conjunto de desenvolvimento, que aliou a criação de um controle programável com componentes de mecânica adaptados, conseguimos aumentar a produtividade da máquina. A da geração anterior chegava a 6 mil peças por hora, a nova alcançou 7 mil”.

O retorno positivo não se resume a esse número.

“A máquina trabalha com grande economia de energia e respeita todos os itens de segurança recomendados pela norma NR-12”, afirmou.

De acordo com dados oferecidos pela Pavan Zanetti, a redução do consumo fica na casa de 6,5% no ciclo de produção de 12 segundos. “Esse dado é real, foi medido por empresa independente. Não é uma informação genérica para chamar a atenção”, garante Zanetti.

A ideia de Andrade é multiplicar o número de experiências como essa.

Com ou sem crescimento da economia. “Na Altus é proibido falar em crise econômica”. Pelo contrário. A crise pode ser parceira de bons negócios.

Para ele, todo transformador, quando apresentado a projetos de máquinas que tragam maior produtividade e economia de energia, não hesita em investir.

Ainda mais em tempos bicudos, quando a competitividade se torna essencial para sobreviver.

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Linha renovada – A Scheider Electric

Gigante multinacional fabricante de componentes elétricos os mais variados.

No Brasil, desde que adquiriu a Atos, passou a participar de maneira destacada no mercado de controles para máquinas voltadas para a indústria do plástico.

“Para nós, todo o mercado que envolve esse segmento nos interessa, é considerado muito importante”, resume Bruno Di Clemente, chefe de produto para o mercado de fabricantes de máquinas.

Herdeira da linha de produtos e da extensa carteira de clientes da Atos, a empresa desde que concluiu a aquisição tem procurado fortalecer a marca Schneider no mercado nacional.

Isso tem ocorrido em paralelo à preocupação de evoluir a qualidade dos produtos oferecidos.

Há seis meses, lançou as linhas de controladores programáveis das famílias M221, M241 e M251. “Elas foram desenhados para alinhar desempenho e baixo custo”, garante o executivo.

Plástico Moderno, Clemente: controles indicam a hora da manutenção
Clemente: controles indicam a hora da manutenção

A partir do hardware oferecido, a empresa desenvolve os softwares de acordo com as necessidades dos clientes.

Entre eles, fornecedoras de injetoras, extrusoras e sopradoras. “Estamos prontos para atender todos os fabricantes nacionais e do exterior”.

Os projetos levam em conta a demanda do mercado.

No mercado nacional, por exemplo, um dos temas mais atuais se concentra na necessidade de os equipamentos oferecidos no mercado atenderem a norma NR-12. “Oferecemos toda a nossa expoeriência e os acessórios necessários para a segurança do trabalhador”.

Outro aspecto bastante requisitado é o desenvolvimento de soluções que contribuam com a manutenção.

“Desenvolvemos softwares que dão alarme na hora em que a máquina precisa ser lubrificada ou ter alguma peça substituída e avisam quando ocorre a quebra de algum componente”, explica.

Muitos clientes – Fundada em 1969 na Itália, a Gefran está presente no Brasil desde 1992, com escritório na capital paulista.

“O mercado de plástico sempre foi o core business da Gefran.

Estamos presente em todos os fabricantes de máquinas para transformação de plástico, seja com controles ou outros tipos de produtos de nossa linha.

O segmento representa em torno de 45% do nosso faturamento”, informa Eduardo Santiago, gerente comercial.

No setor, o mercado de controladores para equipamentos é o principal destaque.

Plástico Moderno, Injetoras da Pavan-Zanetti aplicam os controles da italiana Gefran
Injetoras da Pavan-Zanetti aplicam os controles da italiana Gefran

“Estabelecemos parceria com as principais empresas nacionais, o que nos permitiu uma base sólida e know-how para fornecer não apenas produtos, mas soluções customizadas”.

Entre os produtos oferecidos se encontram os controladores lógicos programáveis voltados para monitorar todas as funções das máquinas das três principais operações de transformação.

Uma das características destacadas desses instrumentos é a facilidade de programação feita nas telas dos comandos. “Qualquer pessoa pode fazer as configurações necessárias, não precisa ser um especialista”.

Quando necessário, a empresa disponibiliza treinamentos customizados sem nenhum custo para os clientes. “Basta contatar nosso departamento comercial e agendar a data”.

 

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Entre as empresas atendidas, Santiago cita fabricantes:

Extrusoras

  • Bausano,
  • Rulli Standard,
  • Carnevalli,
  • Extrusão Brasil,
  • Miotto,
  • Wortex e outras

Injetoras

  • Romi,
  • Sandretto,
  • Pavan Zanetti,
  • Himaco

Sopradoras

  • Pavan Zanetti
  • Multipack.

“No Brasil, entre os nossos clientes, o maior volume de negócios ocorre na área de extrusão, seguida pela injeção e sopro”.

O gerente também cita como importante o mercado de reforma de máquinas. “Fornecemos para os profissionais que fazem essas reformas, não prestamos esse tipo de serviço diretamente para as empresas”.

Marco histórico – Moog

Com representação comercial no Brasil desde 1977, a norte-americana Moog projeta, fabrica e integra produtos e sistemas de controle de movimento de alto desempenho a partir das tecnologias eletro-hidráulica ou eletromecânica.

Seus produtos são indicados para controle de posição, velocidade, força/torque e pressão nas mais diversas áreas.

A indústria do plástico é bastante importante para a empresa, que fornece produtos para fabricantes de injetoras e sopradoras.

No âmbito do sopro, ela conta com um marco histórico.

É dela a patente do primeiro programador de parison do mundo, desenvolvido em 1963, tecnologia que nos anos seguintes se difundiu mundo afora.

“A Moog virou sinônimo de programador de parison, forneceu para os principais fabricantes de sopradoras estabelecidos no Brasil ao longo das ultimas décadas”, conta Marcelo Soares, gerente de negócios para o mercado de plásticos.

Com o avanço da tecnologia, o programador de parison foi sendo integrado no controlador da máquina. A empresa acompanhou o avanço da tecnologia e hoje dispõe de uma linha de controladores de alto desempenho.

Entre os fabricantes de sopradoras, fornecemos para:

  • Romi,
  • MultipackPlas
  • Pavan Zanetti.

Um aspecto importante se encontra na parceria estabelecida pela empresa com os clientes na hora de desenvolver o produto. “Trabalhamos a quatro mãos”.

O destaque da empresa desenvolvido com exclusividade para o mercado brasileiro é o Machine Controller MC600.

Ele dispõe de várias opções de módulos de entradas/saídas analógicas e digitais, possui capacidades de conexão por rede (Ethernet) e fieldbus (CANopen, EtherCAT, Profibus) e é indicado para aplicações avançadas onde todos os sinais trafegam em rede.

Leia Mais:

Memória – Revista Plástico Moderno

 

 

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