Construção civil deve apresentar crescimento

A expectativa do Sindicato da Indústria de Construção Civil de São Paulo (Sinduscon-SP) é de crescimento de 2,9% esse ano em relação ao resultado de 2023. No ano passado, o setor estima ter crescido próximo de 1,2%, índice que frustrou as expectativas do sindicato, que há um ano esperava avanço de 2,4%. De acordo com estudo do IBGE, o PIB da construção civil havia avançado 6,8% em 2022 e 12,62% em 2021, resultados atípicos por conta dos efeitos causados pelo início da pandemia de coronavírus em 2020.

Um fator decisivo para o resultado tímido em 2023, na opinião de Yorki Estefan, presidente da entidade, foi o elevado índice de juros. “Para 2024, esperamos diminuições importantes dos juros básicos e das taxas do financiamento imobiliário”. Para ele, essa redução poderá elevar a velocidade das vendas de imóveis, incentivando novos lançamentos. Em 2023 houve redução no número de lançamentos e as vendas se concentraram em imóveis que se encontravam em estoque e apresentaram preços atrativos. “É um ótimo momento para se adquirir um imóvel”, salientou.

Houve resultado aquém do esperado no mercado de autoconstrução e de pequenas obras e reformas. Por outro lado, o mercado formal, comandado pelas construtoras e incorporadoras, mitigou em parte esse desempenho ruim.

Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia da entidade, ressaltou a importância de se entender a separação entre construção formal e construção informal, feita pelas famílias. No caso do mercado formal, mesmo que o número de lançamentos não tenha sido expressivo, os projetos levam longo prazo para serem realizados e havia contratos anteriores que foram respeitados. No informal, é importante destacar o nível do poder aquisitivo das famílias. Quanto maior a renda, mais favorecido o consumo de materiais de construção.

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Expectativa para Construção Civil em 024

Estefan explica que, para 2024, a construção civil conta, além da queda dos juros, com o apoio dos programas de habitação governamentais, caso do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Também é esperado o crescimento das obras de infraestrutura que podem surgir a partir do lançamento por parte do governo federal de nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Outro fator positivo previsto para o próximo ano é o da menor volatilidade dos custos dos materiais. No caso das resinas plásticas, o PVC, de longe a mais utilizada pela construção civil, foi um dos que mais subiram em 2021, e em 2023 apresentou deflação, ainda que pouco significativa.

Uma boa notícia vem da área do emprego com carteira assinada. O setor incorporou 250 mil empregos em 2023, mão de obra que tem sido treinada, com reflexos positivos sobre a produtividade no ano que vem, reduzindo o impacto da escassez de pessoal qualificado.

“Ameaça real ao setor é o fim da desoneração da folha de pagamentos”, ressalta Estefan. Isso pode gerar repasse de custos para as unidades imobiliárias e resultar em queda da demanda. O presidente do Sinduscon-SP lembrou que a reforma tributária, com um tratamento especial dado à construção, deverá favorecer o setor quando for implementada. “Também quero destacar o esforço que vem sendo feito pelas empresas do setor para obter aumento de produtividade”, finaliza.

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