Máquinas e Equipamentos

Conceito 4.0 exige automatizar operações desde o estoque de insumos

Antonio Carlos Santomauro
29 de junho de 2018
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    O diretor da AutomaQ relata que, comparativamente ao mesmo período de 2017, nos primeiros meses deste ano houve maior quantidade de consultas relacionadas às soluções de manuseio e preparo das matérias-primas do plástico. “Sinto que há muita demanda reprimida. E creio que este ano nossos negócios podem crescer uns 20%, ou até mais, em relação a 2017”, projeta Prado.

    Sem revelar números, Ricardo Prado, da Piovan, identifica um mercado mais aquecido desde meados do ano passado. “Registramos um crescimento relevante em 2017, e este ano, cresceremos ainda mais”, prevê.

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    Ele cita como outra evolução da tecnologia de manuseio das matérias-primas plásticas o crescente uso de bombas acionadas por inversores nos sistemas de transporte a vácuo. “Além de reduzir a quantidade de pó e manter a qualidade do material, o inversor é importante para diminuir o consumo de energia”, ressalta.

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    Também na desumidificação das resinas diminuiu bastante o consumo de energia, aponta Ebel, da Plast-Equip. “Nos últimos anos caiu significativamente o consumo de energia nos desumidificadores, gerando economia importante”, ressalta. Ebel referenda ainda as afirmações de demanda mais aquecida desde meados do ano passado por sistemas de manuseio das matérias-primas. “A demanda vem crescendo mês a mês, em praticamente todos os setores, que estão retomando projetos engavetados”, comenta. “O setor que menos tem crescido é o automobilístico, que ainda está com grande a capacidade ociosa. Mas creio que 2018 será um bom ano”, acrescenta.

    Plástico Moderno, Piazzo: alimentador com altura reduzida facilita manuseio

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    Por sua vez, a Whitmann Battenfeld, afirma Mercuri, com o mercado mais aquecido, agora finaliza a implementação no Brasil de dois módulos completos de material handling. Mercuri também aponta os desumidificadores como mais um exemplo de evolução dessa tecnologia. “Temos hoje desumidificadores que não permitem que o material vá para a máquina antes de cumprido o tempo programado de desumidificação, e automaticamente restringe as passagens de ar dos silos caso esse tempo seja ultrapassado”, informa.

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    A Maguire, diz Piazzo, desenvolveu um sistema de desumidificadores a vácuo que proporciona diversas vantagens, como redução de até 85% no consumo de energia e de 83% no tempo de desumidificação, comparativamente aos sistemas tradicionais que utilizam um material dessecante – a sílica –, que deve ser periodicamente substituído. “Desumidificadores dessecantes demoram cerca de quatro horas para efetuar a operação, enquanto esse equipamento exige apenas quarenta minutos para efetuar o mesmo trabalho”, compara.

    Esses ganhos, explica Piazzo, são conseqüência do sistema patenteado a vácuo, que funciona em três estágios: o primeiro com aquecimento, depois vácuo, e no terceiro estágio o material segue para o funil de descarga para o processo, onde fica retido até o momento de transformação. “Acho que este ano realizaremos mais negócios que em 2017, nesses primeiros meses já estão aparecendo bem mais projetos que no mesmo período do ano passado, especialmente na indústria de embalagens”, finaliza.



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