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10 de março de 2012

Conar suspende a campanha das APAS contra as sacolas

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Em reunião ocorrida no início do mês de março, a Câmara do Conselho de Ética, do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), sentenciou, por unanimidade, a suspensão da campanha publicitária da Associação Paulista de Supermercados (Apas) contra as sacolas plásticas, determinando sua suspensão imediata.

    A contestação feita ao Conar partiu da Plastivida – Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos. Segundo a entidade, os princípios éticos exigidos no Anexo U do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que trata de “Apelos de Sustentabilidade” na publicidade no Brasil, não foram respeitados pela campanha intitulada “Vamos tirar o Planeta do sufoco”.

    A ação movida pelo instituto pretendeu mostrar que o conteúdo da campanha viola os oito itens da ética publicitária com respeito à sustentabilidade. Para o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, a campanha peca pela falta de exatidão e clareza nas informações, bem como na ausência de fontes científicas para comprovar suas posições. Além disso, alerta, em nenhum momento a Apas informa ao cidadão que o custo das sacolas já é embutido no preço dos produtos e que, apesar de deixar de distribuí-las, elas continuam a ser cobradas indiretamente, caracterizando claro prejuízo econômico ao consumidor, sem qualquer vantagem ambiental.

    Nova regulamentação – O Conar divulgou, em agosto do ano passado, novas normas para a publicidade com apelos de sustentabilidade. O Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, documento com os princípios éticos de regulação do conteúdo das peças publicitárias no país, já continha recomendações sobre o tema, que foram revisadas e agrupadas no artigo 36 do Código e detalhadas no Anexo U.

    O propósito da atualização é impedir a banalização do conceito e confundir os consumidores, entre outros objetivos. Além de condenar todo e qualquer anúncio que estimule o desrespeito ao meio ambiente, o Código recomenda que a menção à sustentabilidade em publicidade obedeça rigorosamente a critérios de veracidade, exatidão, pertinência e relevância.

    Um anúncio que se refira à sustentabilidade só pode conter informações ambientais precisas e passíveis de verificação e comprovação. O código veta menções genéricas e vagas. De acordo com o Conar, as informações devem ter relação com os processos de produção e comercialização dos produtos e serviços anunciados e o benefício apregoado deve ser significativo, considerando todo o seu ciclo de vida.

     

     



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