Compromisso para o futuro do oceano: Plastivida

A Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano foi criada em 2018 para contribuir com a Unesco e com a Comissão Oceanográfica Intergovernamental para a produção do que chama de “a ciência que necessitamos para o oceano que queremos”.

Vinculada ao Instituto de Estudos Avançados e ao Instituto Oceanográfico, ambos da Universidade de São Paulo, busca aglutinar pessoas e esforços de diversas instituições nacionais e internacionais para promoção da sustentabilidade do oceano.

Proposta e coordenada pelo professor Alexander Turra, do IOUSP, a Cátedra é um laboratório de ideias e um centro de síntese que visa estabelecer pontes e atuar na fronteira do conhecimento, buscando construir, canalizar, catalisar e catapultar ações em prol do oceano.

É desse núcleo que surgiu o “Compromisso Para o Futuro do Oceano – O compromisso que precisamos para o Oceano que queremos”, em 1 de outubro de 2021, com recomendações para que sejam mobilizados os diferentes setores da sociedade pela sustentabilidade do Oceano, indo ao encontro da mobilização internacional em prol do Oceano, promovida pela Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial o ODS 14 – Vida na água, que visa a “conservar e promover o uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável”.

Isso porque é necessário reconhecer que o Oceano tem fundamental importância para o Planeta, uma vez que responde pela regulação do clima, fornecimento de alimento, é fonte de recursos minerais e energias renováveis, oferece a oportunidade da realização de atividades de lazer e de recreação, culturais, religiosas e econômicas, como comunicação, navegação e comércio exterior, dentre outros importantes benefícios providos pelo Oceano para as pessoas.

Para que esses benefícios sejam preservados, é preciso desacelerar a degradação desse ambiente, que hoje ocorre por conta de fatores como supressão de habitats, sobrepesca, invasão de espécies exóticas, poluição, acidificação e mudanças climáticas, bem como por atividades desenvolvidas nos ecossistemas terrestres aos quais o Oceano é intimamente integrado.

Compromisso para o futuro do oceano: Plastivida ©QD Foto: iStockPhoto
Miguel Bahiense é graduado em Engª Química (UFRJ), pós-graduado em Comunicação Empresarial (FAAP/SP) e é presidente da Plastivida – Instituto Socioambiental dos Plásticos.

Trata-se de um movimento voluntário e global que vem sendo simbolizado na Agenda 21 Global, aprovada por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio 92, e continuada na Rio +10 e na Rio +20, incluindo dois ciclos do “Processo Regular das Nações Unidas de Avaliação da Qualidade do Oceano, incluindo Aspectos Socioeconômicos” que culminaram nas Primeira e Segunda edições da Avaliação Global do Oceano em 2016 e 2021, respectivamente.

Por mais de uma década de parceria com o Instituto oceanográfico da USP na intenção de conhecer a problemática da poluição nos oceanos da conta brasileira a fundo e promover ações para mitigar essa questão, a Plastivida não poderia deixar de ser signatária do “Compromisso Para o Futuro do Oceano”.

Dessa forma, pude mostrar presencialmente, na edição 2022 do MarinaWeek, evento organizado pela Cátedra Unesco para Sustentabilidade do Oceano e pela Scientific American Brazil, sobre as ações que a Plastivida e a indústria dos plásticos têm realizado no Brasil em alinhamento com as premissas desse compromisso, buscando a preservação marinha.

Pude apresentar os passos que a indústria dos plásticos tem galgado de forma pioneira, desde a promoção e reunião de estudos que quantificaram e localizaram a origem dos resíduos que chegam aos oceanos no Brasil, passando por ações práticas de Educação Ambiental realizadas, tanto na costa brasileira, quanto no continente, até o trabalho junto à própria indústria dos plásticos.

Como licenciadora do Programa Internacional Operation Clean Sweep (OCS®) e coordenadora do Fórum Setorial dos Plásticos – Por um Mar Limpo, a entidade teve a oportunidade de citar, mais uma vez, a ação inovadora que temos realizado como protagonistas na implementação do Programa Pellet Zero – OCS® na América do Sul, programa criado com o objetivo de auxiliar indústrias do setor plástico na eliminação de eventuais perdas de pellets plásticos para o ambiente, por meio de educação ambiental, o Programa Pellet Zero – OCS® foi adaptado à realidade brasileira, sob os parâmetros estabelecidos no “Fórum Setorial dos Plásticos – Por Um Mar Limpo”, com base no manual original do programa criado nos Estados Unidos pela ACC (American Chemistry Council) e PIA (Plastics Industry Association).

É importante a participação da indústria em fóruns como esses para que a explanação sobre o nosso empenho e nossas ações deixem cada vez mais evidente que estamos todos do mesmo lado: do lado de quem anseia por um ambiente limpo, oceanos saudáveis e um Planeta preservado. Acreditamos que pudemos contribuir com as discussões e levar ao conhecimento mundial o esforço que temos empreendido sobre essa questão, em função de sua importância hoje e para o futuro.

O EPS e a sustentabilidade - Plastivida ©QD Foto: Divulgação

PLASTIVIDA

Plastivida – Desde a sua invenção, os plásticos são um avanço para a sociedade. Mas além das suas funções e vantagens inquestionáveis, estamos aqui para iniciar uma nova fase da relação dos plásticos com a sociedade. Uma relação mais racional no consumo e mais responsável no descarte; para o nosso bem e o bem do planeta.
Mais informações: http://www.plastivida.org.br/

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