Chapas e Perfis

Compostos alcançam desempenho desejado para cada aplicação – PVC

Antonio Carlos Santomauro
11 de janeiro de 2019
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    Plástico Moderno, Soraya: plastificantes sem ftalatos têm aprovação do FDA

    Soraya: plastificantes sem ftalatos têm aprovação do FDA

    O portfólio de PVC da Lanxess tem também promotores de adesão – aumentam a adesão entre um filme de PVC e um substrato – e agentes expansores, demandados por setores como a indústria calçadista, para permitir a produção de artigos mais leves (solados, por exemplo). “Temos também uma vasta linha de retardantes de chamas à base de fósforo, e um à base de bromo”, complementa Soraya.

    Na Chemtra, plastificantes que também atuam como retardantes de chamas constituem o portfólio de produtos para PVC. Produzidos pela empresa israelense ICL-IP, eles têm como base os fosfatos ésteres, e levam a marca Phosflex. “Temos notado forte tendência ao uso de substâncias mais amigáveis e seguras para o homem, e esses produtos são mais amigáveis que opções como o trifenil fosfato”, ressalta Selena Mendonça, gerente de negócios da Chemtra.

    Lonas, pisos e couro sintético são aplicações de PVC que demandam os produtos Phosflex. “Além de ótimos plastificantes, e de suas propriedades antichama, esses produtos mantêm a transparência sem atrapalhar o desenvolvimento de cores. Podem também a reduzir o tempo de processamento e aceitam combinações com outros tipos de retardantes de chama”, acrescenta Selena.

    Abandono dos metais – Metais pesados, como chumbo e cádmio, também desaparecem gradativamente dos compostos de PVC, aos quais chegavam dentro dos estabilizantes, indispensáveis para a transformação dessas resinas. Na verdade, esses metais ainda chegam aos compostos, mas está muito avançado o processo de substituição por alternativas menos sujeitas a questionamentos ambientais, especialmente pelas combinações de cálcio e zinco.

    De acordo com Miguel Mazzaro, assistente técnico comercial da Baerlocher, a indústria de tubos e conexões já trocou totalmente os produtos feitos com chumbo por estabilizantes de cálcio e zinco, que na produção de fios e cabos já atendem a mais de dois terços da demanda. “Na indústria calçadista, há uma divisão mais ou menos igualitária entre estabilizantes com cálcio/zinco e com bário/zinco”, complementa.

    Mazzaro também crê na expansão do uso dos plastificantes de origem vegetal, embora eles ainda sejam vistos com alguma desconfiança. “As novas versões desses plastificantes apresentam bom desempenho, mas ainda são recentes e buscam a confiabilidade”, diz o profissional da Baerlocher, empresa que para a indústria do PVC fornece estabilizantes, plastificantes poliméricos, óleo de soja epoxidado, auxiliares de fluxo e impacto, lubrificantes, ácidos graxos e estearatos.

    Em sua oferta de estabilizantes, a Baerlocher ainda mantém, com os produtos com cálcio e zinco, soluções nas quais há chumbo, cádmio ou bário. “Praticamente não há mais diferença de preços entre essas opções, mas há transformadores menores, cujos processos são mais antigos, que necessitam das soluções mais tradicionais”, justifica Mazzaro.

    Plástico Moderno, Silva: óleos epoxidados são alternativa viável aos ftálicos

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    Na BBC, o portfólio de estabilizantes é agora composto apenas por soluções com cálcio e zinco. “O uso dessas soluções já constitui realidade muito bem estabelecida”, ressalta Antonio Ramos da Silva, diretor dessa empresa, cuja oferta para aplicações de PVC inclui também lubrificantes e óleo de soja epoxidado.

    Os óleos vegetais epoxidados, prevê Silva, serão crescentemente empregados como plastificantes, pois, além de conseguirem aliar sustentabilidade ambiental com custo inferior ao dos ftalatos, evoluíram a ponto de não serem mais utilizados apenas como plastificantes secundários (que precisam ser combinados com outros plastificantes, permitindo a redução de sua concentração). “Algumas aplicações da indústria calçadista e alguns tipos de mangueiras já utilizam apenas óleo de soja epoxidado como plastificante”, destaca o profissional da BBC.

    A expansão da demanda por plastificantes oriundos de óleos renováveis já obriga a Inbra a trabalhar na ampliação das capacidades de produção de suas linhas de óleos vegetais epoxidados e seus ésteres. “No próximo ano, essas capacidades devem aumentar cerca de 50%”, adianta Canossa.

    Para compostos de PVC a Inbra fornece também estabilizantes, estearatos metálicos, alvejantes ópticos, agentes expansores e aditivos da empresa japonesa Adeka: antioxidantes, nucleantes, absorvedores de radiação UV, retardantes de chamas, entre outros.

    Perspectivas e projetos – As dificuldades da economia nacional não poderiam deixar de interferir negativamente nos negócios dos fabricantes de compostos de PVC e dos ingredientes necessários a sua produção. Assim, a PVC Sul, por exemplo, realizará este ano um montante de negócios similar ao de 2017. “Mas minhas perspectivas para 2019 são otimistas, até ouço falar de clientes projetando a compra de máquinas, algo importante para a expansão dos negócios com PVC microcelular, que exige máquinas de injeção rotativa”, observa Mônica.

    Penido, da Karina, também visualiza um cenário mais favorável em 2019, mas projeta para este ano um volume de negócios ligeiramente inferior ao de 2017. “Temos, porém, a vantagem da diversificação: cerca de 30% de nossos negócios atualmente são feitos com poliolefinas, por exemplo, em compostos para rotomoldagem”, destaca.



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