Chapas e Perfis

Compostos alcançam desempenho desejado para cada aplicação – PVC

Antonio Carlos Santomauro
11 de janeiro de 2019
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    Vipflex é a marca com a qual a PVC Sul comercializa seus compostos de PVC expandido microcelular. O seu portfólio também inclui compostos com PVC compacto, nas modalidades cristal, naturais e nitrílicos. “O PVC compacto é um produto de uso mais estabelecido e muito difundido. Aparece nos calçados full plastic, em solados, em tiras de sandálias, enfeites, laminados para a produção de acessórios, como bolsas e cintos”, detalha Mônica.

    Opções aos ftalatos – Desempenho e custos, obviamente, norteiam a demanda por ingredientes para compostos de PVC. Mas ela hoje está associada também à preocupação com a saúde e o meio ambiente, que reduz o apelo dos plastificantes da linha dos ftalatos, alvos de restrições em diversas aplicações e em mercados, como a Europa.

    Plastificantes flálicos, especialmente o DOP (dioctil ftalato), ainda são usados em escala massiva no Brasil e em escala mundial. Mas mesmo por aqui eles parecem perder competitividade: “Especialmente para aplicação em produtos que serão exportados, cresce a demanda por plastificantes isentos de ftalatos”, relata Mônica, da PVC Sul.

    Plástico Moderno, Laminados sintéticos revestem o interior dos automóveis

    Laminados sintéticos revestem o interior dos automóveis

    Colocados há algum tempo como opções aos ftálicos, os plastificantes poliméricos esbarravam na barreira do custo, que acabou por favorecer à alternativa dos plastificantes feitos de óleos vegetais epoxidados, que a Inbra fornece em duas variações. Uma delas, com a marca Drapex, composta por óleos de soja e de linhaça epoxidados (geralmente são associados a outros plastificantes, reduzindo suas concentrações). A outra, na forma de ésteres de óleos vegetais epoxidados, pode substituir integralmente os ftálicos, sendo comercializados com a marca Inbraflex.

    Os plastificantes Inbraflex, compara Teodoro Canossa Filho, gerente comercial da Inbra, têm custo entre 8% e 10% inferior ao dos concorrentes ftálicos. E, excetuando-se os compostos destinados a fios e cabos – nos quais eles reduzem a resistividade dielétrica –, seu desempenho é semelhante ao dos ftálicos. “Não há exsudação, a perda de massa é menor, usa-se quantidade 3% menor para obter a mesma dureza Shore A, o produto tem densidade menor e maior resistência ao intemperismo”, detalha Canossa.

    Também isentos de ftalatos, os plastificantes poliméricos constituem o foco da atual estratégia para o mercado brasileiro de PVC da Hallstar, multinacional de origem norte-americana que no final de 2015 adquiriu a Fortinbrás, com sede em Jaguariúna-SP. Mais que plastificantes, esses produtos, destaca Silvana Lolatto, gerente de vendas de modificadores de polímeros da Hallstar na América do Sul, são “modificadores para PVC”, pois desempenham outras funções, além da plastificação. “Eles ajudam a melhorar a impressão e a adesão, fusão rápida, resistência à migração e extração, ao fogging”, detalha.

    São, porém, produtos mais focados em nichos que demandam desempenhos muito específicos, por exemplo, os laminados sintéticos para assentos de automóveis. “Também apostamos no mercado de fios e cabos para empresas que querem conferir maior durabilidade a seus produtos, na produção de esteiras para transporte de produtos alimentícios, na indústria calçadista, especialmente nos produtos que precisam suportar temperaturas diferenciadas, como as botas para frigoríficos”, acrescenta Silvana.

    Há plastificantes poliméricos também na linha de PVC da Lanxess, composta por mais de quarenta tipos de plastificantes, tanto monoméricos quanto poliméricos; alguns, com aprovação da FDA e da Anvisa, e portanto aptos ao contato direto com alimentos. E todos são isentos de ftalatos. “Estudos comprovam a necessidade de restrição do uso de ftalatos, mas ainda carecemos de uma medida regulatória que abranja as diversas aplicações desses produtos”, argumenta Soraya Jericó, gerente de vendas de aditivos da Lanxess. “Apesar de haver alternativas, por questões de custos, no Brasil ainda se usa muito plastificante com ftalatos”, acrescenta.



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