Compósitos – Programas do governo ajudam a elevar a demanda do setor

Demanda impulsionada pelo avanço da energia eólica, dos agronegócios e outros mercados

Mais desenvolvimentos – Em linha com o avanço dos compósitos em novas aplicações

A Reichhold informa dispor de soluções específicas para as novas necessidades de mercado, com ênfase no campo promissor da energia eólica.

“A Reichhold é líder global no fornecimento de resinas poliéster para a fabricação de pás para geradores eólicos”, afirma Lucci.

As novidades incluem resinas consideradas por Lucci de elevado desempenho no uso final e ótima processabilidade em aplicações elétricas e de infraestrutura, como as utilizadas para a produção de cruzetas, no processo de pultrusão, e as usadas na confecção dos próprios postes, pelo processo de filament winding.

Além dos benefícios técnicos, ele ressalta vantagens ambientais, redução do peso das peças e de refugos nas obras.

A Ashland oferece igualmente os seus préstimos aos empreendedores.

“Há seis anos, em parceria com a Petrofisa, por meio de sua controlada Ecofibra, demos início ao processo que culminou na criação de resinas ortoftálicas especiais para a fabricação de postes, bem como de éster-vinílicas para as cruzetas”, afirma Oliveira.

Com respeito ao segmento de energia eólica, ele lembra que a produção brasileira das pás hoje utiliza resinas epóxi. “Os nossos produtos, resinas poliéster e éster-vinílicas, são empregados em outros componentes dos aerogeradores, como as nacelles.”

Lançamento recente da Reichhold, a nova resina poliéster insaturada Polylite 10822 se destina ao processo de pultrusão na fabricação de perfis com elevadas propriedades estruturais, resistência ao impacto e alto brilho, para uso em diversas aplicações, tais como cruzetas de postes, escadas, batentes de portas, cabos de ferramentas etc.

“Sua alta reatividade permite um puxamento rápido com excelente ciclo de produtividade; sua baixa viscosidade facilita a umectação dos reforços e possibilita maior admissão de cargas minerais quando requisitadas”, explica Lucci.

Ainda para o segmento de perfis pultrudados, ele menciona uma resina de poliéster insaturada híbrida (Dion 31023), desenhada para suprir às exigentes características FST (fire, smoke, toxicity – fogo, fumaça e toxicidade). Especialmente desenhada para aplicações que demandam alto teor de carga, o produto apresenta propriedades otimizadas de retardância à chama e baixa emissão de fumaça com densidade óptica melhorada.

O gerente ainda destaca: alto HDT, elevada resistência química, média reatividade e ultrabaixa viscosidade. “Quando propriamente formulado com alumina tri-hidratada, este sistema excede aos requerimentos Classe 1 da ASTM-E84 para resistência ao fogo sem o uso de halogênios”, ensina.

Ele recomenda o produto para aplicações em plataformas marítimas e estruturas com isolamento elétrico, guarda-corpo, grades para piso, bandejamento, calhas e escadas.

Lucci ressalta o fato de a Reichhold ter sido a primeira a ofertar no país resina para o processo de infusão a vácuo. Resultado de uma evolução tecnológica, o grade atual disponível (Polylite 32385) ficou mais robusto, e ganhou características físico-químicas e de aplicação melhores.

O gerente ressalta a baixa contração do produto e a excelente impregnação das fibras de vidro, sinônimo de ótimo acabamento superficial. Ainda destaca a grande fluidez durante o processamento, por conta da sua baixa viscosidade, sem comprometer o teor de sólidos do polímero, otimizando o ciclo de moldagem.

Indicado nos processos de injeção por transferência de resina (RTM), prensagem a frio ou moldagem a vácuo, o poliéster insaturado Polylite 10224 HP é totalmente polimerizável, rígido, pré-acelerado e de baixa viscosidade. Segundo Lucci, o produto confere excelente acabamento superficial e um ambiente de trabalho menos exposto a emissões de solventes.

Entre suas características, destaca-se o rápido ciclo de cura à temperatura ambiente e a baixa exotermia. “Além disso, a baixa viscosidade permite a adição de cargas minerais, como carbonato de cálcio natural na proporção de até 50% e confere à peça moldada uma excelente estabilidade dimensional”, garante.

O elenco ainda inclui um aprimoramento de resina poliéster tereftálica, a Polylite PD3535, otimizada para os processos de laminação manual, com pistola, hoop-chop ou enrolamento helicoidal (filament winding). Lucci atribui ao produto “propriedades excepcionais, resultado da combinação de excelentes matérias-primas e esmerado controle do processo de fabricação”.

Entre essas características ele menciona alongamento de ruptura acima de 3,5%, HDT superior a 80oC, aprovação para uso em contato com alimentos e água, e ainda, excelente resistência a ácidos. Ele assegura que

tal conjunto de propriedades só perde para as resinas éster vinílicas, de alto custo. Sem falsa modéstia, afirma: “Esta resina tereftálica atende, como nenhum outro poliéster insaturado, a todas as exigências da indústria de saneamento.”

Divulgação
Lucci anuncia o desenvolvimento de um gelcoat livre de voláteis

Uma nova linha de gelcoats com menor emissão de voláteis durante a aplicação pelo processo de spray-up e com maior resistência ao amarelecimento completa o menu principal exibido pelo gerente. Essa nova família responde a uma reivindicação antiga da indústria de compósitos: a redução da emissão de estireno na atmosfera, sem comprometer as propriedades de aplicação e desempenho.

Segundo Lucci, os novos produtos atendem a esses requisitos. Ele afirma que esse gelcoat confere 30% de redução na emissão de estireno e de outros voláteis durante a aplicação (fácil e por diferentes equipamentos) e a cura. Bom nivelamento, filme isento de porosidade, com boa resistência à água e ao intemperismo são algumas de suas outras características.

É recomendado para peças que ficarão expostas à água e a produtos químicos pouco agressivos, como barcos, banheiras e piscinas.

Luta pelo setor – A Almaco entregou ao governo federal o Programa Investindo no Brasil

A Almaco entregou ao governo federal o Programa Investindo no Brasil, pleiteando isonomia tributária e acesso a linhas de crédito governamentais. A iniciativa tem por objetivo aumentar a competitividade do setor de compósitos e dar condições para que as empresas realizem seus planos de investimento.

“Quanto mais competitiva for a indústria de compósitos, mais condições o governo terá de cumprir as suas metas de infraestrutura”, justifica Lima, que defende o mesmo regime especial de tributação que incide sobre as demais matérias-primas com as quais os compósitos concorrem nas indústrias de construção civil, saneamento, distribuição de energia elétrica, geração de energia eólica e automotiva.

O presidente da entidade ainda pede a revisão das alíquotas do PIS, Pasep e Cofins incidentes sobre o fornecimento e a distribuição de energia elétrica e gás natural usados como insumos para a fabricação dos compósitos, e a criação de mecanismos que facilitem o acesso a linhas de crédito governamentais, assim como acontece com outros setores.

No ano passado, as empresas associadas à Almaco produziram 210 mil toneladas de compósitos, com um faturamento de R$ 2,852 bilhões.

 

 

Página anterior 1 2 3 4

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios