Compósitos

Compósitos – Materiais e tecnologia avançam em resistência

Antonio Carlos Santomauro
21 de dezembro de 2018
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    Na opinião do diretor da Novapol, a dificuldade de reaproveitamento das resinas termofixas inseridas em compósitos, caso do poliéster, deve ser analisada considerando-se que esses produtos têm vida útil longa (que reduz os impactos ambientais). Além disso, pode-se triturar os compósitos e reaproveitá-los como cargas, e há empresas pesquisando a biodigestão dos termofixos por microorganismos. “Cerca de 80% das resinas fabricadas pela Novapol hoje usam PET que é proveniente de garrafas recicladas”, acrescenta Blyde.

    Segundo ele, em seus dez anos de presença do Brasil, o grupo Orbis aqui investiu R$ 60 milhões (sem contar a própria aquisição da Novapol). Parte importante desses recursos foi alocada em um upgrade da planta de resinas e no mercado de SMC, além do ingresso no mercado de gel coats, no qual há uma joint venture com a empresa inglesa Scott Bader.

    Plástico Moderno, Unidade de produção de SMC da Novapol/Orbis no Brasil

    Unidade de produção de SMC da Novapol/Orbis no Brasil

    Aplicações exigentes – Gel coats aparecem também no portfólio da PolyntReichhold, empresa que entre outros produtos fornece para o mercado de compósitos diversas versões de resinas poliéster e epóxi. E setores como indústria automotiva e de transporte, construção civil, setor náutico, hoje utilizam intensivamente esses géis, relata Cristian Campos, assistente técnico da PolyntReichhold. “Gel coats são formulados para proporcionar características específicas de acabamento superficial aos compósitos, conforme as necessidades de resistência a intempéries, brilho, retenção de cor, lixamento, entre outras”, detalha Campos.

    A PolyntReichhold disponibiliza até um produto – denominado Patchaid – capaz de melhorar as propriedades de aplicação dos sprays para remendos de gel coats. “Essa melhora decorre do afinamento do gel coat, minimizando a rugosidade, acelerando a cura e reduzindo as saliências da superfície na qual ele será aplicado”, destaca Campos.

    Os aditivos, ele observa, são fundamentais para a evolução da tecnologia dos compósitos. Inúmeros deles – umectantes, dispersantes, antiespumantes, de dispersão, de reologia líquida, redutor de emissão de estireno, por exemplo – hoje permitem desenvolver resinas com características muito específicas, como maior resistência química e mecânica, alta elongação, elevada HDT (temperatura de distorção térmica), entre várias outras.

    Plástico Moderno, Feltran: espuma de PU forma postes resistentes aos tufões

    Feltran: espuma de PU forma postes resistentes aos tufões

    Ou, então, com os reduzidos índices reduzidos de contração de uma resina específica para fabricação de moldes que a PolyntReichhold inseriu em sua linha de resinas de poliéster insaturado Polylite. “Essa resina tem contração inferior a 0,3%, que reduz o print trhough (marcação das fibras), e as distorções na superfície, com rapidez na confecção”, ressalta o profissional da empresa.

    A linha de espuma elastômero microcelular integral e rígida de poliuretano de marca Elastolit é o principal ativo da Basf no mercado de compósitos. Recentemente, na Coreia do Sul, essa linha foi aplicada no desenvolvimento de postes de transmissão de eletricidade capazes de suportar condições climáticas bastante agressivas. “São postes extremamente leves e robustos, além de flexíveis, resistentes até mesmo a tufões”, destaca Murilo Feltran, gerente de marketing de Materiais de Performance da Basf.

    Para indústria automobilística, a Basf recentemente forneceu soluções Elastolit para a concha autossustentável do banco traseiro de um veículo elétrico da marca BMW. “Esse componente integra diversas funções, como porta-copos e bandeja de armazenamento – diminuindo o trabalho de montagem e o peso – e pela primeira vez em um veículo de produção em série combinou fibras de carbono com matriz de poliuretano”, destaca Feltran. “Apesar da espessura de parede de apenas 1,4 mm, as propriedades especiais desse material permitiram atender aos rígidos requisitos de segurança do Grupo BMW”, acrescenta.



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