Compósitos

Compósitos – Demanda aquecida põe setor na rota da sustentabilidade

Renata Pachione
15 de agosto de 2010
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    Plástico Moderno, Compósitos - Demanda aquecida põe setor na rota da sustentabilidade

    RTM light reduz desperdício

    Em 2009, a infusão e o RTM eram responsáveis por 27% e 11%, respectivamente, dos processos empregados na indústria do compósito. A evolução do mercado está longe de alcançar os patamares idealizados, no entanto, tem galgado seu espaço de forma gradual. Entre as tendências anunciadas, Lima aponta que a fabricação de barcos e de pás eólicas está migrando, de maneira significativa, para o molde fechado. “No ramo de automóveis, nem existe mais o processo aberto, só entre os ônibus, temos mais dificuldade de ir para o molde fechado”, afirma. Não por acaso, um lançamento recente da maior fornecedora globalde resinas de poliéster insaturado, a Reichhold, é a Polylite 413-573, resina para fabricação de pás eólicas por infusão.

    Quando se trata de lançamentos, a Composites Brasil, por sua vez, divulga um peróxido de MEK, com o diferencial de contar com um selo que o autoriza a ser usado no setor alimentício. “É um produto ideal para catalisar resinas utilizadas na fabricação de caixas-d’água, painéis frigoríficos etc.”, explica Orro. Os principais produtos da empresa são as resinas de poliéster insaturado, gelcoat e peróxidos, além de equipamentos para RTM light e acessórios para a fabricação de moldes, entre outros. “Temos no Brasil quase todo o pacote de produtos que a Plaquimet possui na Argentina, e outros estão sendo implantados ao longo deste ano”, avisa Orro. A ideia é produzir gelcoat em fábrica brasileira em curto prazo.

    As principais inovações das fabricantes, no entanto, estão guardadas a sete chaves, à espera da principal feira desse mercado: a Feiplar Composites & Feipur, marcada para ser realizada no Expo Center Norte, em São Paulo, de 10 a 12 de novembro. Na ocasião, o setor pretende confirmar o seu vigor e mostrar-se apto para oferecer soluções de qualidade e, sobretudo, menos agressivas ao ambiente.

    Fabricante de reforços adota práticas ecológicas

    Líder mundial em reforços de fibra de vidro, a Owens Corning, de Rio Claro-SP, tem intimidade com as práticas sustentáveis. Há algum tempo, a companhia se insere nesse contexto, tanto no desenvolvimento de formulações de fibra de vidro livre de flúor e boro (esse é o caso do Advantex, lançado em 1997) como na adoção de conceitos ambientalmente aceitos. Não por acaso, a empresa participa do Programa Nacional Abmaco de Reciclagem, projeto com a proposta de criar uma solução para os resíduos termofixos, promovendo sua reintrodução no próprio sistema produtivo. “A exigência da utilização de materiais recicláveis será imperativa num futuro próximo”, afirma Ricardo Grizzo, gerente-geral – América do Sul da Owens Corning.

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    Fibra de vidro domina o mercado

    Outra proposta da companhia dá conta de incentivar o uso dos refugos de compósitos de forma positiva, pois no Brasil, em geral, esse material vai direto para os aterros. Segundo Grizzo, a ideia é moê-lo e utilizá-lo como enchimento de outros sistemas. “Também pode ser enviado para fornos de cimento e agregado na mistura. Além disso, tem o valor do combustível no forno de cimento”, acrescenta.

    A fibra de vidro é considerada praticamente sinônimo de reforço no mercado brasileiro de compósito. “A fibra natural é restrita ao meio acadêmico, quase 100% do setor usa fibra de vidro”, atesta Edoardo Daelli, diretor-comercial da Royal Polímeros. Mas, apesar de contar com produção incipiente, existem alternativas naturais ganhando espaço nos projetos industriais, de acordo com Gilmar Lima, presidente da Associação Brasileira de Materiais Compósitos (Abmaco).

    Lima cita algumas aplicações adotadas pelo mercado automobilístico, como os revestimentos de polipropileno (PP) com algodão, utilizados nos carros da VW, Voyage e Bora; fibra têxtil com PP e farinha de madeira reciclada, incorporadas aos Peugeot 207 e Citroën Picasso, e PP e juta, dos modelos Ford KA e Renault Clio, entre outros exemplos similares.

    Coincidência ou não, a Owens Corning apresentou recentemente um novo conceito de termoplástico de alto desempenho, o Twintex, um “prepreg” (forma intermediária de compósito, feito pela impregnação de reforço com resina antes da moldagem). Trata-se de uma mistura homogênea de filamentos de vidro com filamentos de PP. “A resina ou matriz do compósito já está dentro do produto”, explica Grizzo. Essa tecnologia consiste em um termoplástico reforçado com fibra de vidro longa, que pode ser utilizado em placas ou na fabricação de produtos termoformados ou prensados a quente.



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