Compósitos

Compósitos

Maria Aparecida de Sino Reto
26 de outubro de 2012
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    Desses esforços empreendidos nos laboratórios da Reichhold, nasceu uma linha completa de resinas “verdes”, que embutem em boa parte de sua composição química insumos de fontes renováveis ou recicláveis. Resinas com baixo teor de voláteis e até nenhum teor de voláteis mereceram disposição especial nos labores da empresa, que reivindica o posto de pioneira na tecnologia de 100% monomer free resins, ou nenhum teor de voláteis.

    São resinas já disponíveis no mercado, que incluem as éster vinílicas. O próximo passo anunciado por Lucci fica por conta de gelcoats do gênero, já em fase avançada de desenvolvimento. “Um grande trunfo ambiental.” Entre outras aplicações, as resinas “verdes” atualmente são usadas na fabricação de novas cabines e capôs para tratores do segmento agropecuário.

    Até para comprovar preocupação antiga com a boa saúde do meio ambiente, ele ressalta que há muitos anos a empresa adotou pigmentos isentos de metais pesados para compor suas formulações de pastas e gelcoats. Conta ponto a favor a ampla rede internacional à sua disposição: 20 unidades produtivas distribuídas em 13 países (Brasil inclusive), com cinco centros de pesquisa e desenvolvimento (um deles na fábrica de Mogi das Cruzes-SP). Assim, sobram opções ao transformador, servido por menu farto em resinas e gelcoats específicos para todos os processos de moldes fechados.

    A Ashland igualmente oferece amplo cardápio de resinas para todos os processos de moldagem fechada. “Disponibilizamos mais de 50

    Plástico, Rodrigo Oliveira, gerente de marketing e vendas da Ashland, Compósitos

    Oliveira disponibiliza mais de 50 formulações para moldes fechados

    formulações de resinas para esses processos, como RTM, SMC, BMC e infusão, tanto de base ortoftálica como tereftálica, isoftálica, acrílica e éster-vinílica”, declara Oliveira.

    E também fornece produtos de baixa emissão de estireno e resinas derivadas parcialmente de fontes renováveis e recicladas. Aliás, a Ashland reivindica o posto de primeira empresa da indústria global de compósitos a produzir polímeros que não têm sua origem exclusiva no petróleo. Sem relatar pormenores a respeito dessas fontes renováveis, Oliveira informa que a inicial foi a soja, ainda hoje presente nessa família de resinas (Envirez), mas compartilhada com outras matérias-primas renováveis. Disponíveis nos EUA há dez anos, no mercado brasileiro essas resinas já são adotadas principalmente por montadoras de veículos agrícolas.

    O portfólio da Ashland igualmente inclui gelcoat com baixa emissão, a propósito, uma das últimas novidades da empresa, introduzida no país neste ano. De acordo com o gerente, a linha Maxguard LE (de low emission) emite 50% menos estireno na atmosfera, em comparação com os gelcoats tradicionais.

    Nos EUA e Europa, diz Oliveira, os gelcoats Maxguard são referências em setores como o náutico e o sanitário, por assegurarem repetibilidade de cor e baixa emissão de estireno, além de possuírem elevados índices de resistência a intempéries, hidrólise, corrosão e abrasão. “No momento, estamos trabalhando no desenvolvimento de resinas sem estireno, ou seja, sem solventes”, revela.

    Outra novidade da Ashland lançada no mercado nacional neste ano foi a linha de adesivos estruturais Pliogrip, para colagem de peças de compósitos em diversos tipos de substratos. A fabricante garante vantagens estéticas e de desempenho em comparação aos sistemas tradicionais de fixação, como parafusos e rebites. Tem por endereço os setores automotivo, náutico e industrial.

    Mais desenvolvimentos – Em linha com o avanço dos compósitos em novas aplicações, a Reichhold informa dispor de soluções específicas para as novas necessidades de mercado, com ênfase no campo promissor da energia eólica. “A Reichhold é líder global no fornecimento de resinas poliéster para a fabricação de pás para geradores eólicos”, afirma Lucci. As novidades incluem resinas consideradas por Lucci de elevado desempenho no uso final e ótima processabilidade em aplicações elétricas e de infraestrutura, como as utilizadas para a produção de cruzetas, no processo de pultrusão, e as usadas na confecção dos próprios postes, pelo processo de filament winding. Além dos benefícios técnicos, ele ressalta vantagens ambientais, redução do peso das peças e de refugos nas obras.

    A Ashland oferece igualmente os seus préstimos aos empreendedores. “Há seis anos, em parceria com a Petrofisa, por meio de sua controlada Ecofibra, demos início ao processo que culminou na criação de resinas ortoftálicas especiais para a fabricação de postes, bem como de éster-vinílicas para as cruzetas”, afirma Oliveira. Com respeito ao segmento de energia eólica, ele lembra que a produção brasileira das pás hoje utiliza resinas epóxi. “Os nossos produtos, resinas poliéster e éster-vinílicas, são empregados em outros componentes dos aerogeradores, como as nacelles.”



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