Commodities – Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira

As notícias foram positivas e os ânimos estiveram otimistas nos estandes dos produtores de commodities petroquímicas durante a Brasilplast. Pontilhados pela moderação, pois os crescimentos da economia brasileira e do consumo de resinas não têm sido memoráveis, os comentários fazem crer que os atores do mercado com bom desempenho manterão a situação, e quem resmungou demais, por causa do dólar, juros e PIB, acabou descobrindo a ginga certa para ao menos se qualificar a crescer.

Os sucessivos recordes da indústria automotiva, a manutenção das liberações de verbas governamentais para saneamento básico e construção civil e o aquecimento de certos segmentos consumidores de embalagens plásticas foram alguns dos fatores responsáveis pelo bom humor. Outra prova do momento positivo foi o anúncio de novas capacidades produtivas no parque nacional de polímeros, demonstrando confiança no potencial do País para os próximos anos. Mantidos esses rumos, muitos prometem novas ampliações para o período entre 2010 e 2013.

Plástico Moderno, José Sarmento, diretor-presidente da BU (business unit, ou unidade de negócios) de aplicações de engenharia da filial brasileira, Commodities - Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira
Sarmento: investir para acompanhar OEMs…

A Borealis, produtora de compostos de polipropileno, investirá 6,6 milhões de euros em mais uma linha de produção na fábrica de Itatiba-SP, a ser partida em meados de 2008.

Mais moderna que as existentes, dará maior flexibilidade à extrusão de PP reforçado com fibra de vidro, em resposta à eleição do Brasil como base de exportação de algumas plataformas de carros mundiais por muitas OEMs, explica José Sarmento, diretor-presidente da BU (business unit, ou unidade de negócios) de aplicações de engenharia da filial brasileira. Os fornecedores da indústria automotiva não produzem mais apenas nos Estados Unidos e na Europa, e para acompanhar esse movimento direcionado a mercados emergentes da América Latina, leste da Europa e oriente da Ásia, empresas fornecedoras de resinas para aplicações automotivas também estão expandindo suas fábricas nesses locais.

Plástico Moderno, Commodities - Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira
…e prosseguir com substituição de concorrentes pelo PP reforçado
Plástico Moderno, Corso Uzielli, diretor-superintendente da unidade brasileira, Commodities - Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira
Uzielli confirma bons sinais do setor automotivo

A capacidade instalada da Borealis no Brasil já era relevante, e precisava ser aproveitada para não perder um bonde com estimados 4,2 bilhões de euros que as principais montadoras conduzirão juntas na região da América Latina, basicamente no Brasil, até 2010. “É um reforço grande, uma mensagem muito forte para o mercado que as OEMs sentem a capacidade desses mercados para se expandir”, afirmou Sarmento. A capacidade adicional da Borealis brasileira será de 11 mil t/ano, totalizando 60 mil t/ano – 36 mil em Itatiba e 24 mil em Triunfo-RS.

Esse aumento deve suprir o mercado regional por três anos, mas se a evolução da indústria automobilística se mantiver, as condições para desgargalamentos podem se estabelecer novamente. E não se pode esquecer dos produtos do segmento de linha branca, os outros consumidores importantes dos compostos que a Borealis fabrica.

Um pouco apertada pelas dificuldades em conseguir espaço na feira após a separação da Polibrasil, e refletindo uma marca ainda não completamente estabelecida no País, a Basell, uma das maiores petroquímicas do mundo em produção de PE, PP e compostos de poliolefinas, também confirmou os bons sinais do crescimento da indústria automotiva no Brasil. Na opinião de Corso Uzielli, diretor-superintendente da unidade brasileira, é positivo o aumento das vendas domésticas. Além do mais, a produção nacional de automóveis cresceu 5,6% nos quatro primeiros meses de 2007, uma taxa considerada razoável por ele.

Plástico Moderno, Fernanda Schuck, da área de planejamento comercial e marketing, Commodities - Perspectiva de cenário positivo nos próximos anos embala conversas nos estandes da feira
Fernanda: fábrica garante fonte de matéria-prima

Mantidos o humor da economia, os juros em queda, e os prazos de financiamento para os consumidores finais mais longos, que já atingem até 72 meses, o cenário é de bonança para as cadeias ligadas à indústria automotiva nos próximos anos.

Por volta da metade de 2008, também deverá ser concluída a nova fábrica de etilbenzeno da Innova, que reforçou sua identidade como parte da Petrobrás no encontro desse ano.

Terminadas as obras no pólo petroquímico de Triunfo, 540 mil t/ano garantirão a disponibilidade de matéria-prima para manter a fábrica de monômero de estireno, apta a produzir 250 mil t/ano, rodando a plena carga. Embora a empresa viesse quebrando recordes de nível de ocupação, não podia atingir 100%, pois precisava importar parte da matéria-prima da Argentina, explica Fernanda Schuck, da área de planejamento comercial e marketing. Além de eliminar as preocupações com o fornecimento de etilbenzeno, a Innova se prepara para uma possível duplicação da planta de monômero de estireno. É outra prova de confiança no mercado regional, uma vez que cerca de 40% da capacidade instalada de PS no Brasil é vendida no exterior. Em volumes, o mercado nacional esteve aquecido no ano passado, nas palavras de Fernanda, e mantém o calor em 2007.

No pólo petroquímico de Capuava, na grande São Paulo, o aperto de espaço e fornecimento de matérias-primas não impediu que a Polietilenos, do grupo Unipar, enfatizasse em seu estande a nova capacidade que começa a rodar no fim de 2008. Com ela, a empresa passa de 130 mil t/ano de polietilenos de baixa densidade e EVA, para 330 mil t/ano, porém com a habilidade para produzir PEAD e PELBD. A nova instalação conta com tecnologia loop slurry da Chevron Phillips, e será suprida por gases de refinaria da PQU e nafta, em proporções próximas a dois terços e um terço. Segundo Raul Carlos de Almeida, gerente de marketing e exportação da Polietilenos, os novos produtos irão complementar a linha de grades para embalagens flexíveis com alta claridade, resistência mecânica, e processabilidade. A tecnologia escolhida resulta em polímeros do tipo easy flow, com distribuição de tamanho de cadeia mais ampla que PEs produzidos por catálise Ziegler-Natta, e é líder no mercado de PEAD nos EUA para aplicações em filmes de alto peso molecular, sopro e tubulações.

Inovação tecnológica – Há algum tempo, os expositores de feiras de negócios sabem que o principal mérito desses eventos é a boa medida que eles oferecem do humor do mercado. Não soam muito convincentes os anúncios de vendas realizados durante o encontro, pois, de fato, o mais comum é que as transações apenas se sacramentem durante a exposição, após meses de testes e negociações, ou se iniciem, após uma primeira conversa mais informal. Vendas que começam e terminam na mesma semana, só para clientes antigos. O bate-papo e as especulações são quem realmente interessa. Nesses tempos de movimentos no tabuleiro da petroquímica, muito se comentou sobre a possibilidade de novas mudanças nos donos de fábricas de commodities, além da última grande aquisição do mercado nacional – a compra do grupo Ipiranga por Braskem, Petrobrás e Oxiteno.

O outro propalado pilar das feiras são as novidades tecnológicas. Nesse quesito, as principais produtoras de commodities apresentaram diversos novos grades, contribuindo com a missão de atualização técnica que uma fração crescente dos visitantes pressupõe. O tom foi o mesmo de outros encontros importantes da indústria mundial do plástico, que não tem fôlego para avanços revolucionários a cada três ou quatro anos. Como resultado, os produtores de resinas termoplásticas presentes na Brasilplast apresentaram produtos que geram reduções de custos para os clientes, não no preço por quilo de resina, mas em maior produtividade. Outra vertente foram plásticos com melhores propriedades mecânicas e qualidade na aplicação final, mas que não exigem mudanças significativas de processo.
Com uma gama de novos grades condizentes com o tamanho e a diversidade de seu portfólio, a Braskem apresentou diversos polímeros com o perfil citado. No PVC, os compósitos com fibras naturais, principal destaque da última edição (que ainda não são competitivos perante o baixo preço da madeira no Brasil), deram lugar ao tema processabilidade. O mais importante lançamento, segundo Antonio Rodolfo Jr., gerente de produtos e serviços em PVC, foi a resina Norvic S80SA, “sem similar na América Latina”, de elevado peso molecular e valor K 80. O polímero tem propriedades mecânicas, físico-químicas e elétricas adequadas para produtos especiais. A Braskem fabrica resinas com valor K entre 57 e 71, e para atingir um patamar tão alto, o novo produto precisou de porosidade ampliada em comparação às tradicionais para se manter processável. Mais poroso, ele absorve maior quantidade de plastificante, de modo que o aumento nas propriedades mecânicas é possível sem modificações de processo. A resina foi desenvolvida “do zero, com tecnologia 100% Braskem”, orgulha-se Rodolfo, desde a receita de polimerização, a escolha dos aditivos e a seqüência de formulação. As aplicações incluem cabos elétricos especiais, laminados de alto desempenho, filmes de espessuras menores ou aquelas que demandam resistência elétrica ou química.

A ênfase à evolução em processabilidade se notou em outro lançamento recente destacado na feira, o PVC Norvic, SP 767 Processa+. Nesse caso, a porosidade do plástico foi aumentada sem redução excessiva da produtividade na extrusão, conseguida com uma temperatura de gelificação inferior. Para o cliente, o fato se traduz em menor consumo de energia para um mesmo volume extrudado, em comparação a polímeros anteriores. A outra parte dos lançamentos em PVC se direcionou aos segmentos com demanda por propriedades diferenciadas, para os quais foram apresentadas as resinas Norvic P70HAF, adequadas ao uso em espalmagem de laminados, combinando alto valor K e viscosidade à elevada processabilidade; a P75LAT, com superiores transparência e brilho, para laminados, pisos, pastas, etiquetas, brinquedos e papéis de parede, e a CS49/15VA, com solubilidade em grande variedade de solventes, para a produção de adesivos, tintas e vernizes.

No portfólio de polipropilenos, a empresa apresentou novidades que Adílson da Silva, gerente de engenharia e aplicação em PP, não considera apenas pequenas evoluções de linhas anteriores. Para comprovar suas palavras, ele citou fronteiras a serem superadas no mercado de não-tecidos em termos de processabilidade, desempenho nas novas máquinas, mais rápidas, e na maciez do produto final. A resposta ao desafio foi o PP H 125, que gera menos voláteis no processamento, e inferior tempo de parada, além de fios mais finos, com melhor sensação ao toque. A poliolefina é produzida com nova tecnologia no reator de polimerização, que permitiu acertar as características estruturais da macromolécula para suportar o esforço imposto por equipamentos mais produtivos sem a degradação do material. “Esse tipo de mercado pede uma homogeneidade maior de distribuição de tamanho das cadeias, e o controle deve ser mais apurado”, afirmou Silva. Para o gerente, o mercado de ráfia é igualmente desafiador para novos desenvolvimentos, dado seu longo estabelecimento. A proposta para expandir os limites foi o H 503 HS, com produtividade na extrusão 20% superior, ganho de tenacidade entre 15% e 20%, e uma sacaria mais resistente e leve. O grade está posicionado em um segmento de maior valor agregado, e o produto anterior a ele não será descontinuado, pois Silva imagina que o H 503 HS entrará em novos projetos com necessidades específicas de peso.

O destaque para PPs com propriedades especiais predominou na exposição da Braskem. Para aplicações em que a transferência de sabor é crítica, a empresa mostrou o RP 145, um copolímero random de alta fluidez para injeção de recipientes transparentes. As aplicações sugeridas são utilidades domésticas e potes para envasamento a quente com demanda por elevado controle organoléptico. O desenvolvimento desse material procurou evitar que o polímero trouxesse consigo características e componentes capazes de alterar o sabor ou o odor de alimentos já na saída do reator. O RP 145 tem alta fluidez, e comparado com a solução atual que a Braskem oferece para potes de requeijão, permite ganho de 10% na produtividade. Para a termoformagem, o H 616 incorpora aditivos para controle da eletricidade estática que influenciam a aparência da embalagem na gôndola, pois reduzem a deposição de poeira. Alguns transformadores realizavam a aditivação em suas fábricas, mas Silva afirma que além do ganho com a eliminação da etapa, a homogeneidade do produto modificado na planta de polimerização é melhor. Ao segmento de baldes industriais, cuja demanda é crescente, foi reservado o CP 284R, com processamento simples e robustez em propriedades mecânicas, e, no de filmes, o lançamento foi o RP 344, um copolímero randômico destinado a embalagens flexíveis com transparência e brilho elevados, além de temperaturas de selagem inferiores às usuais. As propriedades do RP 344, aliás, foram importantes para a estratégia de, em posse de um portfólio integrado por diferentes graus de diversos polímeros, utilizar o existente para a criação do novo.

PP e PE co-extrudados – A Braskem e a Ciola, produtora de máquinas de transformação, lançaram conjuntamente na feira o conceito de co-extrusão tubular de filme em três camadas de PP e PE. A estrutura contém uma camada de RP 344 (70%) com duas do Flexus 7200, o PE metalocênico da petroquímica brasileira. O último possui propriedades de selagem excelentes, e o filme combina essas propriedades com as destacadas características ópticas do PP. A resina de base metalocênica foi decisiva para o desenvolvimento, tendo sido a única, apesar das diversas tentativas com PEs convencionais, a compatibilizar eficientemente PP e PE.
Para a clientela da segunda poliolefina, o conceito martelado foi o das soluções Braskem, pois principalmente depois da integração com a antiga Politeno, a gigante nacional passou a oferecer “um portfólio completíssimo”, na análise de Patrick Teyssonneyre, gerente de engenharia de aplicação em PE. A promoção na feira, as palestras e as discussões com clientes abordaram essa variedade de resinas. São possíveis muitas combinações, e embora, na maioria, as misturas dos produtos sejam triviais, há casos com alguma sofisticação tecnológica, não só de produto, mas também de máquina, como no caso da parceria com a Ciola.

Em sintonia com o que se viu nos estandes de produtores de máquinas de corte e solda, o gerente comentou o aquecimento do setor de embalagens de fundo redondo para produtos congelados. Há players tradicionais do segmento de frigoríficos aumentando suas capacidades, além de empresas que normalmente não atuam no negócio se voltando a ele. O PELBD LL 7901 S atende a máquinas mais velozes, como as expostas na feira, e permite aumentar a quantidade de batidas por minuto. Comparado a um commodity bastante comum, como um PE linear de base buteno, o novo plástico possui maior resistência mecânica, com destaque para o balanço entre rigidez e resistência ao impacto. São características importantes para embalagens de alimentos congelados, uma vez que a rigidez influi na etapa de corte e solda, e a resistência ao impacto é necessária para proteger a embalagem das pontas de asas e extremidades de ossos, caso do frango, principal aplicação.

O brilho do polímero também é superior, e reflete um fato curioso. O consumidor final, que compra o produto congelado, não dá muita atenção ao brilho, mas aos frigoríficos, ele parece se importar. A resina é produzida com tecnologia Spherilene, a única, de acordo com Teyssonneyre, capaz de gerar um quarterpolímero. Posto de outro modo, um PE com quatro comonômeros: eteno, propeno, buteno e hexeno. Predomina, na composição final, a fração de PE; há outra grande de PP, e frações menores de polibuteno e polihexeno, cada uma responsável por propriedades diferentes. Na produção de filmes, é muito comum a solução com blendas, mas a aposta, nesse caso, é criar a alternativa na saída do reator. “O resultado é interessante, e a demanda pelo produto tem sido dentro da expectativa”, afirmou o gerente.

A Braskem não destacou lançamentos em PEBD, muito importante na indústria dos filmes, mas que tem sido empregado em misturas com outras resinas, e desempenhado papel coadjuvante no mercado, ofuscado pelo principal companheiro de misturas, o PELBD. A empresa possui desenvolvimentos no portfólio de baixa densidade, mas para segmentos específicos, ainda muito dependentes do material, como revestimentos sobre papel ou alumínio. Teyssonneyre acredita em espaço para novidades em aplicações industriais, pois o PEBD costuma ter opacidade bastante elevada e alta viscosidade, e há demanda por transparência e brilho. Também seriam interessantes modificações na reologia do polímero, a fim de adaptá-lo a máquinas planas cast de maior velocidade. Nos segmentos de PEs de alta e média densidade, a Braskem reforçou a oferta de grades com o BS 600, um PEAD bimodal para frascos de produtos químicos e agroquímicos; resinas de média densidade para rotomoldagem, e soluções para filmes esticáveis (stretch).

A Suzano Petroquímica, a outra grande que restou na produção nacional de PP, também caprichou no quesito novidades tecnológicas, e os lançamentos têm, em conjunto, potencial de consumo estimado em 70 mil t/ano. Com toda a cadeia mundial do plástico falando das maravilhas da nanotecnologia, um dos destaques da empresa foi o anúncio de uma especialidade nanotecnológica em PP para os eletrodomésticos da linha branca. Ao contrário do que tem sido mais comum entre os produtores de termoplásticos, que têm se concentrado no desenvolvimento de plásticos aditivados com nanopartículas de argila, a Suzano optou pela prata. As cerâmicas, explica Cláudio Marcondes, gerente de serviços técnicos, requerem desenvolvimentos complexos. O acerto da argila ideal, do agente químico que possibilita sua ligação ao plástico, e o do processo de incorporação à matriz polimérica são grandes, perante um aumento de propriedades mecânicas que raramente supera 50%. A extrusora necessária para a esfoliação da argila e sua união à resina é especial, mas, no caso da prata, a empresa já possuía a máquina adequada, não tão sofisticada, e a escolha pelo metal se mostrou mais interessante.
Nos compósitos com nanopartículas de prata, a funcionalidade almejada é a capacidade bactericida. O fornecedor do material nanoparticulado é estrangeiro, mas Marcondes acredita que será encontrado um parceiro local. O desenvolvimento mostrou outras possibilidades, e o gerente afirma que polímeros aditivados com outras nanopartículas serão lançados em pouco tempo. Um deles já foi apresentado na feira: como desdobramento da pesquisa com prata, a Suzano desenvolveu um PP para o mercado têxtil, com aplicação em fibras e fios para produção em colchões.

Os visitantes também conheceram um PP na cor verde, para a produção de tubos de condução de água quente, em substituição ao cobre; uma especialidade para tubos off-shore, capazes de atingir profundidades de até 2 km, suportando 90º C (o próximo desafio nesse tipo de aplicação são águas mais profundas, a 4 km da superfície); um copolímero heterofásico para a injeção de pára-choques; um grade de alta rigidez para injeção de móveis e peças técnicas, como tanques e cestos de máquinas de lavar roupas, além de dois tipos com alta fluidez e propriedades organolépticas, para injeção de peças de paredes finas (potes de sorvete e margarina e outras utilidades domésticas).

And the winner is… – Essa amplidão de aplicações, como se viu nos lançamentos da Suzano, reflete uma liderança proclamada pelos produtores de PP e seus compostos no tocante à versatilidade e diversidade de uso. Todos eles reforçam que o material tem mantido a dianteira na ampliação dos limites das propriedades mecânicas. E, no caso dos fornecedores da indústria automobilística, o fato foi usado para tentar desfazer a impressão de que o PP estaria ligado a aplicações menos sofisticadas, ou de que seu desempenho seria muito inferior ao de plásticos de engenharia concorrentes.

Para Corso Uzielli, da Basell, a versatilidade dos compostos de PP permite criar materiais para atingir diversas propriedades. Sendo mais barato que os plásticos de engenharia, a tendência é de sempre haver uma oportunidade para os compostos em novas aplicações. No Brasil, os automóveis possuem em média cerca de 40 kg do plástico por carro, mas na Europa, esse número é muito maior.

No estande da Borealis, a tática para criar a imagem que a produtora julga adequada foi a de apresentar aplicações sofisticadas e inovadoras, antes impensáveis para compostos de poliolefinas. Uma delas foi o conjunto de peças do entorno interior do fender automotivo, que inclui não apenas essa peça, mas outras, não visíveis, que dão suporte a partes externas. A evolução está no conjunto todo em PP, pois o normal é a substituição pelo plástico em apenas uma das aplicações, e não em todas as partes do conceito. “A flexibilidade do PP é muito maior do que tem sido a convicção do mercado”, disse José Sarmento, da Borealis. Daniel Bahls, líder para clientes-chave da área de marketing e desenvolvimento em indústria automotiva, destacou front ends antes feitos de metal ou poliamida, além de suportes de pedaleira. Mesmo nas peças mais comuns de interior, pretas e com alguma textura, houve evolução na resistência ao risco, um dos antigos pontos fracos dos compostos de PP.

[toggle_simple title=”Aportes aquecem construção e saneamento” width=”Width of toggle box”]

O clima de grande otimismo entre os atores da cadeia de PVC destoou da moderação da maior parte dos expositores e visitantes dessa Brasilplast. Além do crescimento da demanda registrado no último ano, o segmento comemora diversas notícias positivas com impacto direto nos segmentos de construção civil e saneamento básico, importantes mercados consumidores da resina.

O gerente comercial para PVC da Solvay Indupa do Brasil, Gibran João Tarantino, confirmou a animação que toma conta dos fornecedores e clientes, principalmente os ligados à produção de tubos e perfis de PVC. O momento é de expansão do parque fabril ligado à cadeia de resina vinílica e de credo em crescimento sustentado nos próximos anos, como não se via desde meados dos anos 90.

As boas notícias? A oferta de crédito para aquisição da casa própria está em crescimento. O volume de crédito mobiliário com recursos da poupança deve chegar próximo a R$ 12 bilhões em 2007, quase o dobro do disponível em 2006.

Depois de 20 anos de discussão, o Senado aprovou, ainda que tardiamente, o projeto de lei que cria o marco regulatório para o saneamento básico, que acarretará menores juros no financiamento de projetos. O Governo ainda destinará cerca de R$ 3 bilhões em recursos do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) e do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para obras de saneamento, e o aporte de recursos em empresas do setor de construção civil listadas na Bovespa até agora, de R$ 4 bilhões, é 51% maior que o de 2006. E, só a Caixa Econômica, oferecerá R$ 450 milhões em crédito com recursos do FGTS, em 2007.

Somadas ao potencial de crescimento represado em saneamento e construção no Brasil e na região da América Latina, e aos recursos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), que ainda não tiveram impacto sobre o setor, o cenário para a cadeia de PVC é promissor nos próximos anos.

[/toggle_simple] [toggle_simple title=”Riopol lança PELBD de catálise metalocênica fácil de processar” width=”Width of toggle box”]

Caçula das petroquímicas nacionais – completou, em abril, um ano de operações comerciais –, a RioPolímeros reuniu a imprensa durante a Brasilplast para anunciar o lançamento de um produto inovador: o Metapol, linha de polietileno linear de baixa densidade fabricado com a última geração de catalisadores metalocênicos da Univation, catalisadores da família EZP (easy processing). “O easy processing é único na América Latina e o grande diferencial dos produtos da concorrência é a facilidade de processamento da resina sem a necessidade de mistura”, destacou o novo diretor-superintendente Eduardo Karrer.

Segundo ele, a resina tem características ópticas superiores e melhor processabilidade em comparação com o PE linear convencional, além de grande estabilidade no processamento.O polímero confere alta claridade, brilhoe transparência, além de melhor soldabilidade – sinônimo de maior produtividade no empacotamento automático.A princípio, a Riopol planeja produzir dois grades: o MF-18006 S3, direcionado à área de empacotamento automático de sólidos e líquidos; e o MF-28006, para o mercado de filmes termoencolhíveis (shrink).

Além das vantagens nas propriedades ópticas, mecânicas e de  soldabilidade, o MF-18006 S3 pode ser usado 100% puro (sem blendas) e dispensa a necessidade de aditivo antibloqueio, mesmo em situações críticas de uso, enquanto o MF-28006 dispensa o uso de PEAD na formulação.

Com a recente mudança na direção da empresa, além de Karrer, a Riopol contratou Marco Antonio Quirino, como novo diretor-comercial, e promoveu Marcus Temke, ex-gerente geral de produção, a  diretor industrial e consolidou a estrutura da nova gestão da companhia.
Maria Aparecida de Sino Reto

[/toggle_simple] [toggle_simple title=”Dow foca lançamentos no transformador local” width=”Width of toggle box”]

Diferentes segmentos de mercado podem se beneficiar dos diversos lançamentos promovidos pela Dow. A empresa anunciou novos desenvolvimentos e soluções para o mercado. A conhecida família de resinas de polietileno linear de baixa densidade com comonômero octeno ganhou o novo grade Dowlex
5085B, como opção a mais ao mercado de embalagens flexíveis e de laminação.
O novo produto, explica o gerente de pesquisa e desenvolvimento de plásticos, Carlos Eduardo Costa, apresenta menor teor de géis, sinônimo de melhor processamento e qualidade do filme, e maior produtividade.

“A resina confere maior brilho e transparência”, assegura.Outra novidade atende em especial a fabricação de embalagens que exigem maior rigidez associada a
propriedades ópticas e mecânicas, como resistência à perfuração e ao rasgo, informou o gerente. “Aumenta a densidade, mas não perde a transparência nem as propriedades mecânicas.” O produto é indicado para filmes termoencolhíveis e em co-extrusão.Segundo o gerente, esses grades não são globais, são produtos que visam sobretudo o mercado brasileiro, embora atendam a toda a América Latina. “Foram desenvolvidos para atender às necessidades dos clientes brasileiros.” O mercado de tubos foi privilegiado com três lançamentos: o Continuum 2490 BK, um polietileno bimodal; o Amplify GR 320, um polímero funcional; e o polietileno de média densidade Dow 8818 YL.

O primeiro é classificado como PE 100, indicado para rede de tubulações com maior pressão de operação, e se destina ao mercado de água e tubulações industriais. “A resina confere maior resistência à pressão e temperatura, e passa por testes chamados de curvas de regressão, que mostram como a resina se comporta em cinqüenta anos” explicou a gerente de pesquisa e desenvolvimento na América Latina, Cristina Serrat. Segundo o gerente de desenvolvimento de mercado de polipropileno, plásticos de engenharia e tubos, Eide F. Garcia, a resina confere alta resistência à propagação de fissuras lentas, maior vida útil da rede e menor necessidade de manutenção.O Dow 8818 YL consiste num polietileno de média densidade amarelo, classificado como um PE 80, com resistência à tensão de circunferência acima de 8Mpa e vida útil superior a cinqüenta anos.
Na opinião de Garcia, a resistência à corrosão, provocada por solos úmidos e salinos, constitui outra vantagem da resina. “O diferencial deste produto é a isenção de cádmio na formulação”, compara.

O terceiro lançamento para tubos, o Amplify GR 320 é um polímero funcional, um adesivo de polietileno, que permite temperatura de operação do tubo superior em relação aos grades antecessores. “A Dow é a única produtora no Mercosul”, diz Garcia.O produto garante maior adesão aos sistemas de revestimento de proteção de tubos de aço, apresenta menor absorção de água, em comparação aos adesivos convencionais, e ótima força mecânica quando submetido a baixa e alta temperaturas. Graças a essas características, o Amplify
GR 320 é indicado para o revestimento de tubos de gás ou petróleo. Segundo Cristina, a Dow oferece para esse segmento de tubos um pacote com resina epóxi, o adesivo e o polietileno: uma tricamada de proteção anticorrosiva e mecânica. O campo das geomembranas também se beneficiou com lançamentos. Mercado em expansão no País, a Dow apostou no desenvolvimento de um produto especial para as geomembranas que necessitam de espessura superior a 1 mm e fabricadas por extrusão tubular.

Trata-se da resina Dow MDPE 6895, um polietileno de média densidade caracterizado por excelente processabilidade associada à alta resistência química. “É a primeira resina do mercado brasileiro que foi desenhada especificamente para aplicação em geomembranas”, informou o gerente de produto para PEAD/PEMD, Eliezer Maldonado. A resina, porém, é produzida na fábrica Argentina de Bahía Blanca. Segundo ele, o produto não requer mistura com outras resinas para atender aos requisitos de resistência química das geomembranas.                                         Maria Aparecida de Sino Reto

[/toggle_simple]

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios