Plástico

Combinação de materiais amplia oportunidades em aplicações sofisticadas

Jose Paulo Sant Anna
30 de maio de 2018
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    Plástico Moderno, Polietileno tem vários grades para atender aos fabricantes de embalagens

    Polietileno tem vários grades para atender aos fabricantes de embalagens

    O mercado brasileiro de embalagens flexíveis movimenta R$ 20 bilhões por ano. Poderia ser maior, a crise econômica vivida pelo País nos últimos anos tem atrapalhado seu desempenho. Mesmo assim, é muito atraente. De olho nesse filão bilionário, grandes grupos fabricantes de matérias-primas oferecem formulações inovadoras, com as quais podem ser obtidos resultados a cada dia mais funcionais.

    Além de novos materiais para filmes ou placas termoformadas monocamadas, as fornecedoras de materiais se mostram preocupadas com a grande tendência verificada no campo das embalagens flexíveis mais sofisticadas, a do uso cada vez maior de soluções multicamadas. São usadas, conforme a necessidade, combinações formadas por matérias-primas como poliamidas, poliestireno, polietileno, polipropileno, EVOH e outros.

    Alvaro Azanha, engenheiro com 27 anos de experiência no desenvolvimento de embalagens para alimentos, proprietário da consultoria How to Pack, lembra que há grande pressão da sociedade por produtos mais saudáveis, em especial os oferecidos pela indústria alimentícia, um dos principais clientes desse nicho da indústria do plástico. “Os consumidores cobram por índices menores de gordura, açúcar e conservantes, reduções que afetam a durabilidade dos produtos”.

    Também tem crescido a procura por soluções mais práticas, caso, por exemplo, dos pratos comercializados prontos nos pontos de venda, cujas embalagens os conservem por maior período e aguentem serem aquecidos em fornos de micro-ondas ou em fornos de fogões convencionais. Sem falar no apelo ecológico, é constante a cobrança por embalagens mais leves e, quando possível, fabricadas com materiais biodegradáveis.

    Para atender tal demanda, a evolução da qualidade das embalagens flexíveis se torna indispensável. “Elas precisam se mostrar mais ativas, ganhar importância na conservação de carnes, verduras e outros alimentos”. Em outras palavras, necessitam possuir características diferenciadas, como maior resistência mecânica, ter funções antimicrobiais, permitir barreira a oxigênio e outros gases e por aí afora. Para cada tipo de produto final é necessária uma solução.

    Polietileno e polipropileno – A brasileira Braskem afirma investir de maneira constante para atender as demandas do mercado. A estratégia vale para as duas matérias primas principais de seu portfólio, o polietileno e o polipropileno. A empresa oferece resinas indicadas para atender da produção de embalagens leves a outras que proporcionem durabilidade aos produtos, as que sejam sustentáveis ou as com excelente apelo visual para impressão e comunicação do produto no ponto de venda, entre outros atributos. Outra preocupação é a de desenvolver soluções voltadas para a sustentabilidade, caso da linha I’m Green, formada por grades de polietileno obtidos do etanol, uma fonte renovável.

    No campo do polietileno, a Braskem aposta em seu portfólio de grades metalocênicos. Com constantes investimentos, tem ampliado as famílias Proxess e Flexus, disponibilizando alternativas em soluções para embalagens e filmes especiais. Um dos nichos que a empresa procura atingir é o das estruturas multicamadas, onde se se destacam os filmes de polietilenos para laminação e/ou coextrusão.

    Uma das novidades, a ser disponibilizada ainda em 2018, é o Proxess1509XP, material voltado para proporcionar melhor desempenho em selagem, resistência ao rasgo e processabilidade com relação custo/benefício compensadora. Entre os produtos já no mercado, o destaque vai para o Flexus9212XP. De acordo com informações da empresa, o produto proporciona a produção de embalagens sustentáveis, recicláveis, resistentes, funcionais e de excelente apelo mercadológico. Além disso, promove alto rendimento no envase automático e coeficiente de fricção estável, possibilitando altas velocidades no empacotamento e menor número de paradas de máquina. Utilizado em embalagens secundárias, a Braskem apresenta o Flexus3600, indicado para o segmento de stretch film.

    No campo do PP, a Braskem destaca a resina PF320, destinada à produção de filme biorientado pelo processo stenter. A empresa afirma que ele traz vantagens comprovadas de qualidade e maior índice de continuidade operacional, o que se traduz em produtividade e maior disponibilidade de máquina. Essa resina proporciona também melhor perfil de espessura do filme, comparado com o gerado com as resinas tradicionais, atingindo valores melhores em regularidade na espessura e possibilitando operar a máquina mais fria, na qual propriedades mecânicas superiores podem ser facilmente atingidas. A PF320 apresenta considerável redução no consumo de energia em todo o processo produtivo de filme BOPP.

    Ainda para o segmento de filmes biorientados, a Braskem trabalha no desenvolvimento de um terpolímero que possibilite atingir menor temperatura de selagem com maior retenção de tratamento superficial. Essa resina está programada para ser lançada em 2019.

    Plástico Moderno, Ultramid C37LC dispensa adição de poliamida amorfa

    Ultramid C37LC dispensa adição de poliamida amorfa



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