Plástico

Extrusoras – Com o parque renovado, moldador adia projetos de expansão perante o baixo crescimento econômico

Jose Paulo Sant Anna
22 de novembro de 2012
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    A tecnologia avançada permite à empresa se tornar competitiva em nichos de mercado que exigem equipamentos sofisticados. Um deles é o de embalagens flexíveis. A BY também é bastante procurada para linhas completas de máquinas para produzir filmes termoencolhíveis, com gravações ou impressões em alto-relevo ou para materiais promocionais. Outros nichos interessantes são os de chapas para embalagens termoformadas, fios e cabos e tubos com grandes diâmetros.

    O ano no Brasil não foi dos melhores. Os bons resultados obtidos no país nos últimos anos, no entanto, não passam despercebidos pela empresa norte-americana. Prova disso é o desenvolvimento de um modelo específico para nosso mercado, a ser lançado na Feiplastic. Trata-se de uma extrusora para filmes com de dez a 150 mícrons de espessura e dois metros de largura. “As máquinas vendidas nos Estados Unidos são para filmes de três metros de largura, não muito compatíveis com a realidade brasileira”, explica.

    Mais ou menos – O ano não entusiasmou a alemã KraussMaffei, fabricante de máquinas para injeção e extrusão, entre outros equipamentos. A empresa conta com escritório próprio de representação no Brasil, de onde atende todo o mercado latino-americano. No campo da extrusão, atua nas áreas de tubos de PVC, polietileno e polipropileno.

    “2012 não foi dos melhores”, resume Bruno Mathias Sommer, gerente da divisão de extrusão para o continente latino-americano. Entre as decepções, o pequeno número de obras de infraestrutura, em especial as voltadas para o saneamento básico. Explica-se: a empresa fabrica máquinas para tubos de grandes diâmetros até 1.600 mm, bastante usados nessa aplicação. Um alento vem dos transformadores. “Antes eram os clientes grandes, hoje também os pequenos e médios estão cada vez mais interessados em investir em equipamentos sofisticados, com grande produtividade. Esta é nossa especialidade”, diz.

    O gerente não desanima. Para ele, em 2013, a procura por extrusoras estará mais aquecida. Nem por isso a KraussMaffei viverá dias tranquilos. Com a crise vivida na Europa, muitos concorrentes da empresa que até hoje não atuavam no mercado nacional passarão a competir por aqui. “Os fabricantes europeus estão de olho no Brasil. Temos um mercado já consolidado no país, mas vamos ter trabalho para nos mantermos em posição privilegiada”, analisa.

    A empresa prepara novidades. “No próximo ano teremos a Feiplastic e a K, na Alemanha”, lembra. Maiores informações sobre os lançamentos ainda não são divulgadas, mas alguns detalhes foram revelados pelo gerente. “Estamos revisando os cabeçotes usados para transformar PVC e PE, para melhorar o rendimento dos equipamentos.” No caso do mercado para perfis, uma novidade. A empresa, que só vendia as extrusoras, agora está trazendo para o Brasil linhas completas. Ele acredita no aumento do mercado de perfis para janelas. “Deve crescer com o uso da coextrusão utilizando reciclados”, justifica.

    Para poucos – A fabricante austríaca de linhas para extrusão SML é representada no Brasil pela Ematec desde 2000. Os equipamentos fornecidos são considerados muito sofisticados e têm preços um tanto “salgados”. “São equipamentos com ótima relação custo/benefício”, justifica Harold Weil, sócio da Ematec. As vendas têm sido crescentes desde 2010. “Temos atingido nossos objetivos”, afirma.

    Plástico, Com o parque renovado, moldador adia projetos de expansão perante o baixo crescimento econômico

    Sem zona de aquecimento, extrusora da SML reduz o consumo de energia elétrica

    Isso não significa um grande número de negócios fechados. Pelas características dos equipamentos, as possibilidades de vendas são restritas. “O meu ideal é vender de duas a três linhas por ano para clientes interessados em atingir elevadas produções”, diz. O processo de negociações é demorado. “São necessárias muitas conversas.” O pós-venda também exige cuidados. “Precisamos oferecer cursos de treinamento intensivo para os operadores e dar muita atenção aos clientes enquanto a máquina estiver em operação.”

    Weil fala sobre algumas características diferenciadas das extrusoras da SML. Um exemplo: o projeto permite redução do consumo de energia elétrica. “Nossas máquinas não têm zonas de aquecimento. As roscas são velozes e o aquecimento se dá pelo atrito”, explica. Outro aspecto diferencial é o sistema de acúmulo de material, voltado para permitir a alteração do produto a ser fabricado sem a paralisação da produção.

    Entre os mercados atendidos estão os de filmes de polietileno para embalagens industriais, empregados, por exemplo, para embrulhar caixas de produtos diversos em pallets usados para transporte. Também são oferecidos modelos para filmes CPP, concorrente mais econômico dos filmes de BOPP. “Os filmes de CPP são aproveitados em pacotes de macarrão, embalagens para balas, biscoitos, salgadinhos e outros produtos.”
    Outro nicho é o de  chapas de PET, utilizadasna termoformagem de alimentos e displays. A empresa também é forte no segmento de filmes higiênicos – filme de PE acoplado a não tecidos. Esse equipamento é dirigido à fabricação de fraldas e absorventes.



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