Plástico

Extrusoras – Com o parque renovado, moldador adia projetos de expansão perante o baixo crescimento econômico

Jose Paulo Sant Anna
22 de novembro de 2012
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    O bom resultado se deve, em especial, à utilização de forros. “Os forros de plástico estão substituindo a madeira. Eles tornam a construção mais ágil, são imunes ao fogo e deixam os ambientes mais bonitos”, diz. A venda de máquinas para tubos também é importante, responde por 30% do faturamento. A empresa oferece unidades para a fabricação de tubos de PVC ou de polipropileno com até 600 milímetros de diâmetro.

    Outro aspecto favorável, na opinião de Branco Filho, encontra-se na melhora do humor em relação à crise econômica internacional. “Os empresários brasileiros, com esses rumores, colocam o pé no freio. Depois eles veem que a vida segue e voltam a investir.” O diretor lembra que a indústria de base é a primeira a sofrer com a falta de investimentos e a última a sentir os benefícios da retomada. Quando o mercado se aquece, outro fator preocupa. “Todos querem que eu entregue as máquinas logo, pensam que somos uma pastelaria”, reclama.

    De acordo com o executivo, as máquinas construídas no Brasil contam com tecnologia idêntica à das fabricadas na Itália. Como destaque dos equipamentos, ele cita o sistema multidrive, usado em modelos de dupla rosca contrarrotantes, acionados por dois ou quatro motores de baixa potência. “O sistema permite menor esforço sobre as engrenagens, aumenta a potência das roscas, permite maior produtividade e até 30% de economia de energia”, explica.

    Para a Feiplastic, a Bausano prepara o lançamento de um modelo voltado para a fabricação de telhas de PVC. “Visualizamos excelente potencial para esse mercado”, avalia. O otimismo cresce com as primeiras experiências do gênero realizadas no Brasil. “Um cálculo da Braskem fala sobre a necessidade de milhões de metros quadrados desse tipo de telha nos próximos anos”, revela.

    Aquém das expectativas – O ano não foi dos melhores para a Extrusão Brasil. No mercado desde 1996, ela é especializada em extrusoras de monorroscas, dupla roscas contrarrotantes e dupla roscas corrotantes para tubos rígidos e flexíveis, mangueiras, perfis rígidos e flexíveis e laminados, além de equipamentos para granulação e tingimento. Entre os mercados atendidos pela Extrusão Brasil, os mais ativos são os de perfis, como os forros de PVC usados na construção civil. Depois vêm os de tubos de PVC e laminados voltados para termoformagem, bastante usados nas empresas de embalagens para alimentos.

    Plástico, Com o parque renovado, moldador adia projetos de expansão perante o baixo crescimento econômico

    Com dupla rosca contrarrotante, a linha DR 67 é a mais procurada

    “Foi abaixo do esperado”, resume Leonardo Rocha Borges, diretor comercial. A expectativa era de comercializar entre catorze e vinte linhas completas, mas as encomendas devem ficar entre oito e dez linhas. A redução de juros ajudou. “O segundo semestre aqueceu, houve um número maior de consultas”, reconhece. A esperança é de melhora para o exercício de 2013.

    A Extrusão Brasil estuda lançar novos modelos, mas o cenário das vendas não permite estipular datas. “Estamos aguardando o reaquecimento da economia”, diz. Talvez alguma novidade venha a público por ocasião da realização da Feiplastic. Por enquanto, a empresa realiza alguns aperfeiçoamentos nas linhas existentes. “Promovemos mudança na parte estética na extrusora de dupla rosca modelo 6722”, revela. Nada importante para o desempenho da máquina, considerado pelo diretor como compatível com as exigências do mercado. Outras linhas passarão por uma remodelação de seu design nos próximos meses.

    Borges lembra que o mercado procura máquinas produtivas, automáticas e que causem poucos problemas de manutenção. O diretor destaca, como diferencial da empresa, a qualidade dos painéis de comando, fabricados pela Gefran ou pela ABB. “A linha DR 67, de dupla rosca contrarrotante, é a mais procurada”, ressalta. Muitos são os pedidos de equipamentos fabricados por encomenda, de acordo com as necessidades dos clientes.
    Pela metade – A insatisfação com os resultados obtidos com as vendas de máquinas não é exclusividade da maioria dos fabricantes nacionais. Os importadores também se queixam. É o caso da BY Engenharia, representante no Brasil desde 1999 da norte-americana Davis-Standard, gigante mundial do ramo. A fabricante de máquinas fornece modelos para todos os nichos de mercado.

    “Este ano ficou bem abaixo de nossas expectativas”, comenta Marco Antonio Gianese, diretor comercial. Ele lembra com saudades de 2010, um dos melhores anos da empresa. Em 2011 os resultados não foram tão bons, mas não decepcionaram muito. “Este ano as vendas caíram 50% em relação ao ano passado”, conta. Além do crescimento econômico no Brasil ter ficado aquém do estimado pelo mercado, um dos problemas enfrentados pela empresa tem sido a crescente concorrência de fabricantes europeus. O imposto de importação também atrapalha, especialmente nos casos de modelos com similar nacional.

    “Hoje em dia os clientes querem produtividades maiores e economia de energia elétrica”, explica. Essa demanda provoca situações inusitadas. “Em alguns casos, uma linha de equipamento novo é capaz de substituir duas ou três máquinas antigas, com economia de energia e mão de obra”, exemplifica.



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