Notícias

24 de agosto de 2017

Com aquisições, Tigre completa linha de produtos para água

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página

    A Tigre, bastante conhecida como fabricante de tubos e conexões, quer modificar a percepção pela qual é vista pelo mercado. Está investindo para ser uma empresa identificada como fabricante de produtos e soluções voltados para a condução e tratamento de água. Para justificar essa intenção, a empresa investiu em duas aquisições.

    No final do ano passado, passou a ter o controle acionário da Fabrimar, tradicional fabricante nacional de metais sanitários. A outra compra foi a da BRWS, empresa iniciante voltada para oferecer soluções inovadoras de eficiência hídrica. Essa aquisição aumentará a oferta de serviços da empresa em duas vertentes, a venda e locação de projetos para tratamento de águas e efluentes de empresas e condomínios, e a reutilização da água. Os dois negócios foram autorizados pelo Cade no início do ano.

    Para Otto von Sothen, diretor presidente da Tigre, a entrada da empresa no mercado de metais sanitários faz todo o sentido. “Muitos nos perguntavam o que estávamos esperando”, explica. Ele também considera positiva a entrada no segmento de tratamento e reutilização de água, negócio de grande potencial. Não dá para negar a importância que a água ganha a cada dia como elemento vital para o cotidiano das pessoas e da indústria.

    A Tigre se declara a maior transformadora de plásticos da América Latina. Ela opera em toda a América do Sul, com exceção da Venezuela, e produz algo em torno de 7 mil toneladas de plástico por ano, das quais 5 mil em plantas industriais instaladas no Brasil. Essa tonelagem deve crescer com as aquisições realizadas. Vários componentes da indústria de metais sanitários são feitos de plástico e várias soluções com a matéria-prima devem ser adotadas na área de saneamento e tratamento de efluentes.

    O diretor presidente tem perspectiva de recuperação do mercado nacional. “O ano de 2017 começou bem, janeiro e fevereiro foram muito bons, mas em abril os resultados não foram tão bons. Perto do ano passado, quando só colecionamos notícias ruins, ter algumas notícias boas já é muito positivo”. O resto do ano, caso o confuso quadro político não atrapalhe, pode trazer notícias boas. “Nossa meta é crescer 4% em volume de produção e 9% em receita”.

    Nos primeiros meses do ano, o segmento de varejo para a construção civil estava apresentando resultados razoáveis, os equipamentos para irrigação e as caixas d’água estavam com procura muito boa. A Tigre tem uma parceria com a norte-americana ADS, voltada para oferecer tubos e conexões para infraestrutura pública e industrial. “Esse segmento vai mal, por motivos óbvios. Mas tem bom potencial, acreditamos que se houver a privatização de projetos de saneamento as encomendas devem crescer”.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *