Embalagens

Co-extrusão – uso da tecnologia avança a passos largos e a tendência é dobrar nos próximos anos

Domingos Zaparolli
12 de fevereiro de 2007
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    Nanotecnologia – Uma polêmica entre os transformadores se dá em relação ao impacto da nanotecnologia sobre o processo de co-extrusão. Uma tese defendida por alguns competidores do mercado é de que o desenvolvimento da nanotecnologia permitirá a produção de polímeros com várias propriedades diferentes e em grandes volumes, dispensando a co-extrusão.

    Segundo esse raciocínio, a co-extrusão seria uma tecnologia de transição, que se tornará obsoleta rapidamente. Com isso, a compra de equipamentos de co-extrusão poderia se tornar um investimento arriscado. “É como montar sua estratégia comercial para o CD, quando o mercado vai migrar para o MP3”, dispara um especialista que prefere não se identificar.

    Plástico Moderno, Co-extrusão - uso da tecnologia avança a passos largos e a tendência é dobrar nos próximos anos

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    Mas essa não é a opinião que prevalece entre os entrevistados. Há os que admitem a tese, mas acreditam que a nanotecnologia ainda está longe de ser uma alternativa prática, portanto, os investimentos em co-extrusão se justificam, uma vez que há tempo suficiente para os investimentos darem o retorno esperado. Por outro lado, há os que acreditam que os polímeros à base de nanotecnologia serão, na verdade, mais um ingrediente da co-extrusão. Como o assunto é polêmico, vale a pena acompanhar as diversas argumentações.

    Mani, da Abief, diz que todas as tecnologias são de transição. Mas que ainda haverá algum tempo até o domínio definitivo dos avanços da nanotecnologia, apesar dos estudos estarem bem adiantados. “Mas, sem dúvida, com a nanotecnologia teremos produtos mais eficientes e com melhores características em termos de conservação, proteção e diminuição no peso das embalagens”, afirma o executivo.

    Taís Sozo Marcon, da MaxiQuim, segue a mesma linha. Para ela, a nanotecnologia ainda está em fase embrionária e, numa primeira fase, as aplicações do novo material serão para a substituição de resinas mais técnicas, como as utilizadas pelo mercado automotivo. Quando chegar ao mercado de embalagens, será para os segmentos de alto desempenho (barreira à gordura, vedação completa, por exemplo). A nanotecnologia e a co-extrusão devem coexistir.

    Antonio Xavier, gerente de desenvolvimento de produtos da Braskem, diz que, “até onde podemos vislumbrar em alguns segmentos, a aplicação da nanotecnologia pode até substituir a co-extrusão.  Mas na maioria dos casos, a nanotecnologia traz uma complementação de funções para os filmes co-extrudados.

    Citando como exemplo a propriedade de barreira, percebemos que essa tecnologia vai ampliar os horizontes para filmes co-extrudados com materiais poliolefínicos”.

    Rafael Navarro, da Petroquímica Triunfo, e Ana Decot, da Dixie-Toga, têm opiniões similares. Eles acreditam que as resinas à base de nanotecnologia serão um componente a mais da co-extrusão. E como deverão ser resinas caras, será justamente o sistema de co-extrusão que vai viabilizar sua aplicação.

    Já Marcos Hatum, da Zaraplast, mostra-se bastante pragmático. “Não dá para montar estratégia sobre hipóteses, somente quando os produtos com a nanotecnologia estiverem disponíveis comercialmente é que poderemos analisar a questão. Não dá para ficar parado, esperando a inovação, você pode comprometer o presente em nome de um futuro incerto”, diz o executivo.

    Plástico Moderno, Co-extrusão - uso da tecnologia avança a passos largos e a tendência é dobrar nos próximos anos



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