Embalagens

Clientes exigem opções sustentáveis – Embalagens

Antonio Carlos Santomauro
1 de maio de 2018
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    Plástico Moderno, Clientes exigem opções sustentáveis - Embalagens

    Resinas recicladas ou provenientes de fontes renováveis – como o PE de cana-de-açúcar da Braskem – ampliam seu espaço no mercado dos produtos de beleza, no qual a associação à sustentabilidade ambiental constitui valor relevante.

    Esse movimento é puxado por empresas do porte da Natura, que divulga a aplicação tanto de PE verde quanto de resinas recicladas nas embalagens de vários dos seus produtos.

    Outras grandes marcas de cosméticos – casos de O Boticário e L’Occitane – já utilizam basicamente PE verde em suas embalagens, lembra Yassuda, da C-Pack.

    “Agora estamos trabalhando em projetos com PE verde para duas marcas líderes desse mercado e também desenvolvemos bisnagas com resinas recicladas”, acrescenta Yassuda.

    Os laboratórios farmacêuticos já se valem de plásticos oriundos de fontes renováveis: “Desenvolvemos uma linha de embalagens com resinas fabricadas a partir da cana-de-açúcar”, conta Iatallese, da Gerresheimer.

    No Brasil, no mercado farmacêutico ainda não vigora nenhuma norma específica para a produção de embalagens, nem há necessidade de registro das empresas que as fabricam na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

    Mas os laboratórios precisam provar que seus medicamentos mantêm, pelos períodos pré-estabelecidos, as características de qualidade e eficácia determinadas por essa agência governamental, e obviamente exigem de seus fornecedores embalagens aptas a atender tais exigências.

    Para atender a essa demanda, conta Calixto, do Sindusfarma, as empresas produtoras dessas embalagens buscam atualmente seguir as especificações farmacopeicas, que entre outros itens definem quantidades máximas de liberação de partículas extraíveis e lixiviáveis dos polímeros.

    “Mas futuramente deve ser discutida a necessidade de regulamentação das embalagens de fármacos: as normas brasileiras para produção de medicamentos já são muito rígidas, e se tornam cada dia mais abrangentes”, ele prevê.

    Poucas embalagens de medicamentos, destaca Calixto, podem ser destinadas à reciclagem, por enquanto restrita basicamente às embalagens secundárias, como cartuchos e bulas.

    “As demais precisam de uma avaliação criteriosa, pois podem estar impregnadas com medicamentos”, ressalta o diretor do Sindusfarma



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