Clientes da transformação confirmam previsões otimistas – Plásticos

Plástico Moderno, Clientes da transformação confirmam previsões otimistas - Plásticos

As expectativas para 2019 dos vários os segmentos da economia considerados como fortes usuários do plástico também são otimistas, todos os representantes ligados a diferentes mercados têm expectativa de retomada da economia. Os resultados apresentados pelos diferentes nichos de mercado tiveram forte influência no crescimento aproximado de 2% captado em 2018 pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). O setor automotivo foi o mais significativo nesse contexto, seguido pela indústria eletroeletrônica. Ambos apresentaram desempenho bastante positivo no ano passado. A construção civil se manteve em crise.

Plástico Moderno, Ioschpe: vendas de automóveis serão maiores no mercado local
Ioschpe: vendas de automóveis serão maiores no mercado local

Os responsáveis pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) têm ótima perspectiva. “Estimo que 2019 será mais um ano com crescimento das vendas de veículos no Brasil”, diz Dan Ioschpe, presidente. Para o dirigente, pode haver alguma dificuldade no caso das exportações, por conta das expectativas negativas com o mercado argentino.

O setor de autopeças apresentou faturamento nominal de R$ 98,8 bilhões no ano passado, com crescimento de 14,1%. Para 2019, a estimativa é de que os negócios alcancem a cifra de R$ 107,1 bilhões, com crescimento superior a 8%. Em 2018 o segmento exportou US$ 7,97 bilhões e para o próximo ano a estimativa é de se chegar aos US$ 8,15 bilhões, evolução de 2,3%. O desempenho gerou novas vagas. No ano passado, o setor empregou 174,5 mil trabalhadores (crescimento de 6%) e a expectativa para esse ano é que o número de trabalhadores aumente em torno de 5,5%.

A produção de veículos e o mercado de reposição dividem a atenção dos fabricantes de peças. Dessa forma, o desempenho da indústria automobilística apresenta forte impacto para o setor. “Para 2019, nossa expectativa é de mais um ano de crescimento, exceto nas exportações”, informa Antonio Megale, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Para Megale, a conjuntura macroeconômica indica fatos positivos, como aumento do PIB, redução da inflação e queda do dólar. A oferta de crédito em 2018 foi a maior desde 2011 e as perspectivas são boas. “Na soma de todos esses fatores ao otimismo com as reformas econômicas propostas pelo novo governo acreditamos em uma reação sequencial, que passa pela retomada da confiança tanto do consumidor quanto do investidor”.

A entidade estima aumento de 11,4% no licenciamento de autoveículos este ano. A expectativa é de comercializar 2,86 milhões de unidades. No caso das exportações, a projeção é de estabilidade, com 590 mil unidades negociadas com outros países. A produção deve chegar em 3,14 milhões de unidades, o que significa crescimento de 9%. As expectativas também são positivas no caso das vendas de ônibus e veículos agrícolas.

Construção e eletroeletrônicos – As perspectivas positivas existem, mas são mais moderadas para a indústria da construção civil, uma das que mais sofrem com a crise econômica do país. Informações prestadas pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) a partir de estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), dão conta que, caso o novo governo obtenha êxito na aprovação da reforma da previdência e de outras medidas rumo ao reequilíbrio das finanças públicas, o PIB nacional deve crescer 2,5%. Com isso, o PIB da construção voltará a se elevar pela primeira vez em cinco anos, com avanço de 1,3%.

A recuperação deve se concentrar no segundo semestre e a melhora deve ganhar força a partir de 2020. Por enquanto não há muito a comemorar. O setor fechou 2018 com queda em torno de 2,4%. A taxa é negativa, mas tem um lado bom. Considerando que o indicador havia acumulado queda de 25,8% nos quatro anos anteriores, o percentual do ano passado indica arrefecimento do ritmo da redução.

Para 2019, as empresas do setor eletroeletrônico projetam crescimento de 8% no faturamento, em relação a 2018. Esta projeção é compatível com a estimativa de crescimento do PIB de 2,5%. A produção do setor também deve crescer 7% em 2019. Os investimentos da indústria eletroeletrônica devem ter incremento de 11%, totalizando R$ 3 bilhões no próximo ano. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

“Aos poucos a economia vai se reativando e o ambiente parece demonstrar maior confiança dos empresários depois das instabilidades no período eleitoral”, afirma o presidente do Conselho da Abinee, Irineu Govêa. A estimativa da Abinee é de que o nível de emprego aumente para 240 mil trabalhadores em 2019, um acréscimo de 4 mil vagas. A utilização da capacidade instalada deve passar de 77% para 79%. São esperados resultados positivos tanto nas exportações (3%) quanto nas importações (9%).

Projeções indicam que o faturamento da indústria elétrica e eletrônica deve ter encerrado 2018 em R$ 146,1 bilhões, com crescimento de 7% em relação ao ano passado de 2017. A produção industrial teve aumento de 2% na comparação com 2017. Os investimentos cresceram 7%, fechando o ano com resultado próximo de R$ 2,7 bilhões, ante os R$ 2,5 bilhões verificados em 2017. A utilização da capacidade instalada do setor permaneceu estável em 77%. O número de empregados do setor, que era de 234,2 mil no final de 2017, cresceu para 236 mil trabalhadores, um incremento de 1,8 mil postos de trabalho.

“Este foi o segundo ano consecutivo de crescimento, o que demonstra que estamos em processo de recuperação, ainda que lenta”, diz o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato. Ele ressalta, no entanto, que a atividade produtiva ficou aquém das expectativas. Houve dificuldades com a volatilidade cambial, instabilidade dos mercados interno e externo, incertezas quanto às eleições e greve dos caminhoneiros.

Embalagens – A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens (Abre) não foge à regra, acredita que o ano será positivo. Como alterou a forma de como realiza a pesquisa voltada para medir o desempenho do setor, por enquanto não apresenta dados. “Somente em março teremos condições de apresentar os resultados do setor no ano passado e apresentar previsões para 2019. Não temos nenhum número para informar por enquanto”, explica Luciana Pellegrino, diretora executiva.

Alguns resultados fornecidos pela Abiplast ajudam a dar uma ideia do desempenho nesse nicho da transformação. Artigos de higiene pessoal e limpeza cresceram 1,2% e bebidas, +1,4%. O setor de alimentos, por sua vez, registrou queda de 3,9%.

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