Chillers – Moldes embutem a preocupação com questões sustentáveis

A ideia de conciliar sustentabilidade à produção industrial conquistou definitivamente o setor de periféricos.

 

Para cada caso, uma solução – Hidrocoolers

Bem mais sustentáveis em relação às torres de resfriamento convencionais, que promovem as trocas térmicas por evaporação de grandes volumes de água, os hidrocoolers fabricados pela Apema e com aplicações na área de refrigeração de fluidos de sistemas hidráulicos, como injetoras, também oferecem ganhos de eficiência.

Isentos do consumo de água, os hidrocoolers não exigem tratamentos de água e nem paradas obrigatórias para manutenção dos trocadores de calor das injetoras, apresentando ainda a vantagem de atender às disposições da ISO 14000.

Além disso, a empresa se dedica à produção de componentes para as unidades de água gelada, como condensadores de fluidos refrigerantes para sistemas denominados casco-tubos e sistemas de placas brasadas. A empresa tem acompanhado a evolução das unidades de água gelada no setor plástico, pois sua utilização propicia maior qualidade aos manufaturados e contribui para a produtividade.

O diretor comercial James José Angelini explica que a gama de condensadores da Apema se estende aos condensadores resfriados a água e a ar. “Os condensadores resfriados a água operam com temperaturas de condensação menores, prolongando a vida útil dos compressores, mas, por outro lado, apresentam a desvantagem do custo de manutenção, quando operam com água de resfriamento em circuitos abertos (torres de resfriamento), mas quando se utiliza água de resfriamento em circuito fechado esta desvantagem inexiste”, explicou.

Os condensadores do tipo casco e tubo, segundo ele, são normalmente utilizados quando são adotadas torres de resfriamento como meio de resfriar a água de condensação. “Como a água circula pelo lado dos tubos, os cabeçotes removíveis permitem a desmontagem e a limpeza interna dos tubos.”

Já os condensadores do tipo placas brasadas são recomendados, segundo Angelini, quando o resfriamento de água é feito por um sistema fechado, como o hidrocooler. “Como a água em circuito fechado não tem contato com o meio externo, ela sempre estará limpa e não provocará a perda de troca térmica e nem o entupimento do trocador”, considerou.

“Porém, como os trocadores de placas brasadas não permitem a desmontagem e a limpeza, não são recomendados para operar com torres, pois a lama arrastada para dentro do equipamento diminui a troca térmica, podendo provocar até o entupimento do trocador”, alertou o especialista.

Já os equipamentos resfriados a ar representam uma alternativa, quando não houver água de resfriamento disponível nas instalações. “A grande vantagem dos sistemas resfriados a ar está no custo baixo de manutenção.

Esses equipamentos, porém, operam com temperaturas de condensação mais altas, diminuindo, assim, a vida útil dos compressores. Por operarem teoricamente com água gelada e esta circular em circuito fechado, sem impurezas, os dois tipos de evaporadores, casco e tubos da linha VKW e as placas brasadas da linha K, fabricados pela Apema, poderão ser utilizados, mas, para capacidades até 50 TR, os evaporadores a placas brasadas apresentam custos menores”, explicou o diretor Angelini.

Microplacas

Trocadores de calor com tecnologia de placas brasadas

As tecnologias na área de trocadores de calor também têm contribuído para a evolução de periféricos, principalmente chillers e unidades de água gelada.

Especializada na produção de vários itens direcionados às aplicações no mercado industrial, como conversores de frequência, soft starters, instrumentação e controles industriais, além de uma completa linha de compressores e controles para o mercado de refrigeração, a Danfoss produz trocadores de calor com tecnologia de placas brasadas.

Divulgação
Natália Macedo – Danfoss

“O trocador a placas pode ser até 87% menor e mais leve que um casco-tubo e, com isso, o periférico poderá ser mais compacto e mais leve, ocupando menor área (65% menor), e trocando a mesma quantidade de calor”, destacou Natália Macedo, engenheira de vendas da Danfoss do Brasil.

Outro aspecto importante é que, por comportar volume interno até 80% menor que um casco-tubo, propiciará menor consumo de fluido refrigerante, estando especificado o uso de fluido ecológico.

A Danfoss, além de fornecer para seus clientes nesse setor, em geral fabricantes de chillers, os trocadores de calor convencionais a placas brasadas do tipo espinha de peixe, também oferece com exclusividade ao mercado os trocadores de calor do tipo microplacas, com design interno diferenciado, para torná-lo ainda mais eficiente.

“Esse novo trocador é uma exclusividade da Danfoss. Lançado globalmente em 2011, ele só começou a ser comercializado no Brasil a partir de julho deste ano”, destacou Natália.

Em comparação com o trocador brasado convencional, o microplacas, de acordo com Natália, apresenta melhor performance, sendo, em média, 32% mais leve, e consumindo 21% menos fluido refrigerante.

A grande preocupação no uso de fluidos refrigerantes é contar com a adesão de fabricantes em torno da ideia de optar pelo uso de materiais que representem menor risco ao meio ambiente.

“Atualmente, as empresas estão buscando uma alternativa ao uso do R22, uma vez que é um gás que agride a camada de ozônio e tem um alto potencial de aquecimento global, enquanto o R-410A tem sido o refrigerante mais utilizado em unidades de água gelada em substituição ao R22, pois não agride a camada de ozônio”, informou Natália.

Divulgação
Trocador de calor, Danfoss com tecnologia de placas brasadas

 

No caso do trocador a microplacas da Danfoss, o equipamento está apto a operar com os atuais refrigerantes ecológicos, como o R-410A, o R-407C, o R-134a, entre outros.

Além disso, por comportar carga refrigerante menor do que os demais, o novo equipamento está contribuindo para também diminuir a carga de aquecimento global.

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