Chillers – Moldes embutem a preocupação com questões sustentáveis

A ideia de conciliar sustentabilidade à produção industrial conquistou definitivamente o setor de periféricos.

Diante dos altos custos de insumos básicos, as preocupações dos fabricantes em minimizar gastos e perdas com energia elétrica, consumo de água, e mesmo em poupar o meio ambiente, para evitar despesas em correções e tratamentos, tornaram-se obrigatórias para o aumento da produtividade e para manter a competitividade das empresas em patamar razoável para enfrentar concorrências provenientes de todos os lados.

Assim, soluções sustentáveis de resfriamento de processos surgem a cada dia, partindo dos projetos de engenharia dos novos equipamentos, que especificam modelos compactos, modulares, mais econômicos e de maior desempenho, e que ajudam a tornar a produção mais amiga do meio ambiente.

Em se tratando de chillers, a eficiência energética já se impôs praticamente sobre toda a gama de equipamentos, abrangendo modelos de grande porte e com alto potencial de resfriamento, que operam em faixas de potências desde 74,8 kW até 268 kW, e em capacidades desde 64.328 kcal/hora até 221.000 kcal/hora – os maiores da categoria –, e também modelos concebidos para menores capacidades de resfriamento – desde 18.146 kcal/hora até 96.320 kcal/hora, tomando-se por base itens disponíveis na Piovan do Brasil.

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Modelo CA/W da Piovan suporta temperatura ambiente até 42ºC

Os novos chillers das séries CA/W e CH/W são considerados periféricos diferenciados por propiciarem significativa redução no consumo de energia, em modelos com capacidade de resfriamento até 220 mil kcal/hora e versões a água e a ar.

Os modelos da série CA/W podem operar em temperaturas ambientes até 42ºC, enquanto os modelos da série CH/W suportam até 40ºC.

Com funcionamento silencioso, permitem partidas até com temperaturas de água elevadas e apresentam baixíssimo nível de ruído para as linhas com condensação a ar, em virtude da alta eficiência dos ventiladores.

“Os benefícios são inúmeros, a começar pela redução de consumo energético, da ordem de 20%, por contarem com compressores Scroll, e com evaporadores a placa, e também com válvulas de expansão eletrônica, que garantem

Estabilidade no circuito com baixa temperatura de condensação, além de possuir controle eletrônico por microprocessador, que assegura o gerenciamento preciso da temperatura de processo”, comentou o vice-presidente da Piovan do Brasil, Ricardo Prado.

Sem periférico é impensável – O diretor da Refriac, Leonardo Padeiro, é também contundente ao analisar os benefícios de periféricos, como chillers, unidades de água gelada e drycoolers: “O transformador que não utiliza esses equipamentos para produzir está fadado a ficar fora do mercado.”

Isso porque a diferença não é somente visível na qualidade das peças fabricadas, mas também na produtividade e nos ganhos de ciclo, que podem alcançar até 50%.

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Leonardo Padeiro – Refriac

“Em alguns casos, como na injeção de pré-formas, produzir sem o recurso de sistemas de água gelada é praticamente impossível, pois a produção estará sujeita a falhas e as pré-formas poderão ficar manchadas e com marcas de umidade, sendo reprovadas por qualquer controle de qualidade”, exemplificou o diretor.

Grandes variações de temperatura ocorrem em todas as regiões do país, e com diferenças que muitas vezes ultrapassam dez ou até quinze graus no transcorrer de algumas poucas horas. Ao estabilizar a temperatura de refrigeração do molde, o sistema de água gelada garante que não haverá variação de qualidade nas peças injetadas, sem que seja preciso fazer novas regulagens nas máquinas ao longo do dia.

Segundo recomenda Padeiro, também é preciso controlar a qualidade da água que irá abastecer a unidade de água gelada, que deve ser tratada com aditivos anti-corrosão, a fim de evitar incrustações nos canais dos moldes, que podem danificar essas unidades, e comprometer os moldes.

Especializada em soluções para resfriamento de moldes e de circuitos hidráulicos, a Refriac oferece ao mercado equipamentos para resfriar o circuito hidráulico de injetoras, e unidades compactas de refrigeração de água com sistema de condensação a ar para resfriar moldes, além de desumidificadores de ar para eliminar condensações nos moldes.

Compactos e de alto desempenho – Drycoolers

Ricardo Prado também chama a atenção para as funcionalidades dos drycoolers, soluções sustentáveis de resfriamento em substituição às torres de refrigeração.

Esses equipamentos permitem resfriar a água em circuitos fechados com vantagens, como manter constante a temperatura de processo e reduzir os custos com tratamentos químicos e com manutenções, impedindo a formação de incrustações em trocadores de calor, moldes e tubulações.

“A vantagem dos circuitos fechados para resfriamento em relação aos sistemas convencionais é que eles tornam possível manter a limpeza da água de processo, evitando contaminações, e permitem maior economia de água, sem perdas por evaporação, grande redução nos custos com tratamentos químicos e manutenção da temperatura de processo constante, por meio de controle eletrônico”, informou Prado.

Outro periférico que vem participando da lista dos equipamentos de grande valia na indústria do plástico por sua alta capacidade de resfriamento e por suas dimensões compactas, ocupando espaço de 0,5 m2, é o minichiller.

Desenvolvido para refrigerar moldes, óleo hidráulico de injetoras, sopradoras, extrusoras etc., esses pequenos periféricos contam com capacidade de refrigeração ampliada para até 25 mil kcal/hora e estão sendo apresentados pela Piovan em duas versões, para operar com condensação a água e a ar.

Na versão com condensação a ar, as capacidades de resfriamento vão de 2.550 kcal/hora até 15.526 kcal/hora. Na com condensação a água, de 2.550 kcal/hora até 25.510 kcal/hora.

Rose de Moraes
Piovan do Brasil, Ricardo Prado

“Os minichillers são um grande sucesso porque são muito compactos e foram projetados para alcançar altas performances, podendo trabalhar em conjunto com drycoolers nos processos de transformação e em outros que requeiram água gelada”,

acrescentou Ricardo Prado.

Segundo ele, esses periféricos atendem os projetos de expansão das indústrias e de substituição de sistemas obsoletos, acompanhados pela equipe de engenharia de aplicação da empresa, que busca sempre as melhores soluções para os clientes sob o ponto de vista de economia energética e de controle de processo.

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