Chillers – Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constante com questões sustentáveis

Plástico,Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Trocador de calor (da Danfoss) pode aliviar peso dos periféricos

A ideia de conciliar sustentabilidade à produção industrial conquistou definitivamente o setor de periféricos.

Diante dos altos custos de insumos básicos, as preocupações dos fabricantes em minimizar gastos e perdas com energia elétrica, consumo de água, e mesmo em poupar o meio ambiente, para evitar despesas em correções e tratamentos, tornaram-se obrigatórias para o aumento da produtividade e para manter a competitividade das empresas em patamar razoável para enfrentar concorrências provenientes de todos os lados.

Assim, soluções sustentáveis de resfriamento de processos surgem a cada dia, partindo dos projetos de engenharia dos novos equipamentos, que especificam modelos compactos, modulares, mais econômicos e de maior desempenho, e que ajudam a tornar a produção mais amiga do meio ambiente.

Em se tratando de chillers, a eficiência energética já se impôs praticamente sobre toda a gama de equipamentos, abrangendo modelos de grande porte e com alto potencial de resfriamento, que operam em faixas de potências desde 74,8 kW até 268 kW, e em capacidades desde 64.328 kcal/hora até 221.000 kcal/hora – os maiores da categoria –, e também modelos concebidos para menores capacidades de resfriamento – desde 18.146 kcal/hora até 96.320 kcal/hora, tomando-se por base itens disponíveis na Piovan do Brasil.

Os novos chillers das séries CA/W e CH/W são considerados periféricos diferenciados por propiciarem significativa redução no consumo de energia, em modelos com capacidade de resfriamento até 220 mil kcal/hora e versões a água e a ar. Os modelos da série CA/W podem operar em temperaturas ambientes até 42ºC, enquanto os modelos da série CH/W suportam até 40ºC. Com funcionamento silencioso, permitem partidas até com temperaturas de água elevadas e apresentam baixíssimo nível de ruído para as linhas com condensação a ar, em virtude da alta eficiência dos ventiladores.

Plástico, Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Modelo CA/W da Piovan suporta temperatura ambiente até 42ºC

“Os benefícios são inúmeros, a começar pela redução de consumo energético, da ordem de 20%, por contarem com compressores Scroll, e com evaporadores a placa, e também com válvulas de expansão eletrônica, que garantem estabilidade no circuito com baixa temperatura de condensação, além de possuir controle eletrônico por microprocessador, que assegura o gerenciamento preciso da temperatura de processo”, comentou o vice-presidente da Piovan do Brasil, Ricardo Prado.

Sem periférico é impensável – O diretor da Refriac, Leonardo Padeiro, é também contundente ao analisar os benefícios de periféricos, como chillers, unidades de água gelada e drycoolers: “O transformador que não utiliza esses equipamentos para produzir está fadado a ficar fora do mercado.” Isso porque a diferença não é somente visível na qualidade das peças fabricadas, mas também na produtividade e nos ganhos de ciclo, que podem alcançar até 50%.

“Em alguns casos, como na injeção de pré-formas, produzir sem o recurso de sistemas de água gelada é praticamente impossível, pois a produção estará sujeita a falhas e as pré-formas poderão ficar manchadas e com marcas de umidade, sendo reprovadas por qualquer controle de qualidade”, exemplificou o diretor.

Grandes variações de temperatura ocorrem em todas as regiões do país, e com diferenças que muitas vezes ultrapassam dez ou até quinze graus no transcorrer de algumas poucas horas. Ao estabilizar a temperatura de refrigeração do molde, o sistema de água gelada garante que não haverá variação de qualidade nas peças injetadas, sem que seja preciso fazer novas regulagens nas máquinas ao longo do dia.

Plástico, Leonardo Padeiro, diretor da Refriac, Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Padeiro recomenda controlar a qualidade da água utilizada

Segundo recomenda Padeiro, também é preciso controlar a qualidade da água que irá abastecer a unidade de água gelada, que deve ser tratada com aditivos anticorrosão, a fim de evitar incrustações nos canais dos moldes, que podem danificar essas unidades, e comprometer os moldes.

Especializada em soluções para resfriamento de moldes e de circuitos hidráulicos, a Refriac oferece ao mercado equipamentos para resfriar o circuito hidráulico de injetoras, e unidades compactas de refrigeração de água com sistema de condensação a ar para resfriar moldes, além de desumidificadores de ar para eliminar condensações nos moldes.

Compactos e de alto desempenho – Ricardo Prado também chama a atenção para as funcionalidades dos drycoolers, soluções sustentáveis de resfriamento em substituição às torres de refrigeração. Esses equipamentos permitem resfriar a água em circuitos fechados com vantagens, como manter constante a temperatura de processo e reduzir os custos com tratamentos químicos e com manutenções, impedindo a formação de incrustações em trocadores de calor, moldes e tubulações.

Plástico, Ricardo Prado, Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Prado aponta mais vantagens nos circuitos fechados de refrigeração

“A vantagem dos circuitos fechados para resfriamento em relação aos sistemas convencionais é que eles tornam possível manter a limpeza da água de processo, evitando contaminações, e permitem maior economia de água, sem perdas por evaporação, grande redução nos custos com tratamentos químicos e manutenção da temperatura de processo constante, por meio de controle eletrônico”, informou Prado.

Outro periférico que vem participando da lista dos equipamentos de grande valia na indústria do plástico por sua alta capacidade de resfriamento e por suas dimensões compactas, ocupando espaço de 0,5 m2, é o minichiller. Desenvolvido para refrigerar moldes, óleo hidráulico de injetoras, sopradoras, extrusoras etc., esses pequenos periféricos contam com capacidade de refrigeração ampliada para até 25 mil kcal/hora e estão sendo apresentados pela Piovan em duas versões, para operar com condensação a água e a ar. Na versão com condensação a ar, as capacidades de resfriamento vão de 2.550 kcal/hora até 15.526 kcal/hora. Na com condensação a água, de 2.550 kcal/hora até 25.510 kcal/hora.

“Os minichillers são um grande sucesso porque são muito compactos e foram projetados para alcançar altas performances, podendo trabalhar em conjunto com drycoolers nos processos de transformação e em outros que requeiram água gelada”, acrescentou Prado. Segundo ele, esses periféricos atendem os projetos de expansão das indústrias e de substituição de sistemas obsoletos, acompanhados pela equipe de engenharia de aplicação da empresa, que busca sempre as melhores soluções para os clientes sob o ponto de vista de economia energética e de controle de processo.

A preocupação com a produção e a sustentabilidade do planeta também se faz presente nos projetos de engenharia da Mecalor, que

Plástico, Marcelo Zimmaro, gerente de vendas, Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Zimmaro se diz pioneiro no uso do fluido ecológico R-410A

introduziu tempos atrás em sua linha standard de chillers o uso de fluido refrigerante ecológico R-410A. “Fomos pioneiros no uso desse fluido refrigerante em nossa linha de chillers”, declarou o gerente de vendas, Marcelo Zimmaro. 

Ele informa que os equipamentos foram aprimorados com inovações como condensadores do tipo microcanal, altamente eficientes para suportar temperaturas ambientes até 40ºC e garantir maior durabilidade aos componentes, além de evaporadores a placas brasadas de aço inoxidável, e compressores scroll com tecnologia digital para controle de capacidade de zero a cem por cento.

Chiller modular – Depois de lançar com grande sucesso o chiller modular para refrigeração de água, a ser utilizado em processos industriais de resfriamento de moldes de injeção e de sopro, bem como de resfriamento de água para controle da temperatura do óleo hidráulico de sistemas hidráulicos, a Mecalor colhe os resultados de mais uma inovação. “O nosso chiller modular não precisa de reservatório e é fabricado em módulo compacto que ocupa área de 1 m2, com capacidade para refrigerar 90.000 kcal/hora, e podendo atender a produções até 400 kg/hora de diversos materiais plastificados”, informou o gerente.

Projetado para o uso do fluido refrigerante R-410A, que não agride a camada de ozônio, o chiller modular permite a instalação de módulos adicionais, sem alterar as instalações hidráulicas que já são dimensionadas prevendo futuras expansões.

Por contar com compressor digital autoajustável, esse periférico também economiza energia, permitindo controlar e ajustar a capacidade de refrigeração. Uma evolução muito importante apresentada por esse periférico compacto e assinalada por Zimmaro é que o equipamento dispensa reservatório de água externo e possui bomba independente, alcançando temperatura máxima da água de condensação de 40ºC.

Fabricados em módulos compactos, tendo cada unidade capacidade para refrigerar até 90 mil kcal/hora, os novos chillers permitem aos usuários agregar um total de seis módulos ao sistema montado em estrutura de aço inoxidável, sem alterar as tubulações de água, ampliando, assim, a capacidade total de refrigeração para 540 mil kcal/hora numa única instalação, para poder atender às demandas de várias injetoras. Com o chiller modular, só é preciso ampliar o sistema com a instalação de módulos adicionais para aumentar a produção.

Entre os dispositivos mais avançados, o novo periférico traz compressor digital para controle da rotação do compressor, IHM touchscreen para facilitar as operações e as manutenções, além de ter sua construção especialmente dimensionada para operar com o refrigerante R-410A, considerado atualmente o mais amigável ao meio ambiente.

Os equipamentos da Mecalor contam com central eletrônica com display IHM, interligada a um CLP, aptos a executar todas as funções de controle, revezamento de compressores, proteção e sinalização de operações e de falhas, e que fornecem informações que podem ser acessadas por meio de sistemas remotos. A empresa fabrica unidades móveis de água gelada, chillers com condensação a água e a ar e minichillers, com tecnologias avançadas e capacidades de resfriamento de 3.000 kcal/hora até 5.000 kcal/hora. Mas, além do chiller modular ecológico da linha CHM e do drycooler modular, a empresa também destacou o estabilizador de temperatura ETZ.

As melhorias em prol da eficiência energética reduzem a necessidade de investimento em infraestrutura, aumentam a competitividade e diminuem as emissões de CO2 na atmosfera. Ou seja, a eficiência energética tem efeito multiplicador sobre o setor produtivo e industrial e, por isso, encontra muitos adeptos, como o vice-presidente da Piovan do Brasil: “A eficiência energética é uma ferramenta poderosa e eficaz para a redução de custos e para alcançarmos um futuro mais sustentável. Responsável por 30% de toda a energia utilizada globalmente, o setor industrial também responde por cerca de 40% das emissões globais de CO2 e, por isso, é tão importante oferecer soluções em periféricos altamente eficientes do ponto de vista energético, para não só aumentar a competitividade industrial, como também contribuir para o meio ambiente, reduzindo as emissões de carbono”, insiste Prado.

Com esses conceitos, a empresa vem destacando no mercado equipamentos capazes de reduzir as emissões de CO2. Um deles é o desumidificador de PET, denominado Genesys. Autorregulável, esse periférico permite aos transformadores reduzir o consumo energético na produção de transformados de PET, sejam pré-formas ou outros materiais.

“Só contando as máquinas Genesys instaladas até o momento, pudemos verificar que os novos sistemas proporcionaram uma economia da ordem de mais de 43.630 GW, o que equivale a uma redução de emissões de carbono de mais 21.414 kg por ano”, calculou o vice-presidente da Piovan do Brasil.

Em se tratando de chillers de alta performance, como os das linhas EcoSmart e PET Chiller, a economia proporcionada aos usuários, segundo comparou ele, é de mais de 60% no consumo de energia, comparativamente com as soluções convencionais em uso no mercado.

Com capacidade para acompanhar todas as variações de processo relacionadas com as necessidades de vazão e de pressão, promovendo autoajustes às condições requeridas pelas máquinas de transformação, tanto os desumidificadores Genesys como os chillers EcoSmart e PET Chiller são considerados periféricos de última geração e foram desenvolvidos para funcionamento contínuo.

“Ao se trabalhar com sistemas avançados como esses não há qualquer necessidade de intervenção de operadores. Assim, se um molde foi trocado, se a matéria-prima foi fornecida com mais ou menos umidade, se a temperatura do ambiente mudou, entre tantas outras variações que podem ocorrer, o sistema é capaz de ajustar automaticamente as vazões, capacidades, quantidades de ar etc.; e, ao final, otimizar o uso de energia”, explicou Prado.

Condição crítica – Especialmente concebido para processos com exigências extremamente críticas (como quando as variações de temperatura não podem ultrapassar sequer 1 grau C), o estabilizador de temperatura ETZ da Mecalor também atua como pressurizador (booster). O novo desenvolvimento partiu da observação de que nem sempre as redes de água gelada que atendem as linhas de injetoras e sopradoras se mostram perfeitamente adequadas para processos que exigem alta vazão, além de temperatura e pressão estáveis, ocasionando oscilações indesejáveis.

Isso costuma ocorrer em operações com moldes multicavidades ou nas injeções de ciclo rápido, nas quais a diferença entre a temperatura de entrada e de saída do molde deve ser inferior a 2ºC, e também quando estão em operação várias injetoras, correndo-se o risco de a última delas ficar sem água. Casos que serão solucionados, de acordo com os técnicos da Mecalor, pelo novo estabilizador, que evita o efeito dessas variações, propiciando o fornecimento de água gelada com alta vazão.

Drycooler em versão modular – “Estamos sempre pesquisando inovações tecnológicas que possam promover melhorias nos equipamentos e trazer benefícios para as indústrias que atuam no setor plástico e uma das mais recentes foi direcionada ao desenvolvimento de drycoolers modulares”, comentou Zimmaro.

Assim, o conceito de modularidade, que permite expansões futuras, também permeou as bases de desenvolvimento de um periférico para refrigeração de água, posicionado como um forte candidato a substituir as torres de resfriamento.

Na opinião de Zimmaro, o drycooler modular representa a solução perfeita para as indústrias enfrentarem o problema de escassez mundial de água e que pode afetar todos os processos que exigem a sua presença em estado limpo. Evita incrustações em trocadores de calor e também possibilita eliminar o despejo de água contaminada com os mais diversos produtos químicos, condutas de sustentabilidade que encontram receptividade cada vez maior por parte das empresas.

Plástico, Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Equipamento possui sistema inovador de umidificação e economiza 99% no uso de água

Concebido em módulos padronizados, cada qual com a capacidade de resfriamento de 100 kW, e com sistema inovador de umidificação, o novo drycooler promove 99% de economia no uso de água, podendo reunir, numa única linha, até dez módulos, somando capacidade total de resfriamento de 1.000 kW.

O drycooler modular resfria a água industrial por meio de trocador de calor aletado, operando em circuito fechado. Seu funcionamento prevê o escoamento da água no interior dos tubos, e o ar ambiente, impulsionado por ventiladores, remove e dissipa o calor.

Considerado um sistema diferenciado, esse periférico garante temperatura controlada em qualquer situação climática de água de 35ºC, no máximo, para resfriar o trocador de calor do óleo hidráulico da injetora ou da sopradora, em substituição às torres de resfriamento.

“É o único sistema com eficiência de umidificação do ar de 80% que baixa a temperatura do ar para promover o resfriamento da água de processo”, explicou Zimmaro. Entre outras características, o diretor destacou que o novo drycooler é construído com gabinete de aço inoxidável, possui ventiladores de alto desempenho com velocidade variável, sendo fornecido com bombas, reservatório e painel de comando, além de painel remoto com tela touch screen.

Outro diferencial, segundo Zimmaro, está na existência de dois ventiladores em cada módulo. “Para maior eficiência energética, utilizamos um sistema de controle de rotação eletronicamente comutável, ou seja, um ventilador de corrente contínua, eletronicamente comutável, que dispensa o uso de inversor de frequência e que autoajusta a rotação em função da necessidade de processo”, concluiu Zimmaro.

Unidade aprimorada – Equipados com CLP (Controlador Lógico Programável) e painel de comando que permite visualizar todas as informações sobre as operações, os chillers fabricados pela Friotec também contam com compressores e componentes de refrigeração e elétricos universais, que objetivam dotar os equipamentos de maior eficiência energética.

Encontrando os mais variados campos de aplicação na indústria plástica, as tecnologias da Friotec abrangem desde equipamentos para controle de aquecimento de moldes de injeção (por meio de termorreguladores) ou para resfriamento (utilizando unidades de água gelada), envolvendo ainda torres de resfriamento para circuitos fechados, ecodry e torres de resfriamento convencionais.

Para sopro de garrafas PET e de frascos em geral, a empresa também disponibiliza unidades de água gelada para os moldes e torres de resfriamento para o sistema hidráulico e para a base das roscas. Mas também os processos de extrusão, tanto de filmes tubulares quanto de filmes planos, beneficiam-se dos periféricos produzidos pela Friotec, por intermédio de sistemas de ar frio, IBC e também por meio de trocadores de calor e unidades de água gelada.

Plástico, Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Atuação da Friotec abrange uma diversidade de tecnologia

As aplicações dessa linha de periféricos para resfriamento de processos são vastas, mas o carro-chefe de vendas da empresa, segundo Ronald Razori, diretor de marketing da Friotec, é a unidade de água gelada para refrigeração de processos, principalmente envolvendo os moldes, com aplicações nas áreas de injeção, sopro e extrusão.

Disponíveis em várias opções de capacidade, desde 3.000 kcal/hora até 600.000 kcal/hora, e com precisão de controle de temperatura da água modulando em até +/-1ºC, e temperatura ajustável entre 5ºC e 25ºC, as unidades de água gelada fabricadas pela empresa contam com recursos avançados em tecnologia e são silenciosas, pois possuem sistema de ventilação com pás serrilhadas. “Por ser um dos itens mais requisitados de nossa linha de equipamentos, resolvemos focar maiores investimentos na unidade de água gelada”, afirma Razori.

Além de mais eficiente e econômica, a unidade de água gelada ganhou interface digital IHM, tela touchscreen para controle e supervisão de todo o processo, alcançando capacidade de 30 mil kcal/hora e sendo capaz de atender a produções horárias de 150 quilos, tomando por base materiais injetados.

As unidades de água gelada da Friotec, com capacidades desde 3.000 kcal/hora até 600.000 kcal/hora, destinam-se a diversos processos, como extrusão, para resfriar a água das banheiras que resfriam vários tipos de materiais, tais como perfis e canaletas; e sopro e injeção, para resfriar os moldes dos produtos injetados e soprados, como garrafas PET, frascos diversos, componentes automotivos e para eletrodomésticos.

De acordo com Razori, a linha de termorreguladores, composta de modelos com capacidades desde 3.000 kcal/hora até 48.000 kcal/hora,

Plástico, Ronald Razori, diretor de marketing da Friotec, Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Razori: os periféricos propiciam vários ganhos à transformação – Foto: Divulgação

também é bastante aplicada nos processos de termoformagem, enquanto os trocadores de calor água – ar, com capacidades desde 22.000 kcal/hora até 150.000 kcal/hora, são muito demandados nas extrusoras tubulares, que requerem o controle da temperatura do ar e sua desumidificação, proporcionando maior brilho, qualidade e espessura uniforme aos filmes.

“Em todos os processos, a utilização de periféricos proporciona ganhos de qualidade, seja quanto ao acabamento do material plastificado ou quanto ao brilho, contando-se ainda com ganhos na diminuição do ciclo, o que proporciona aumentos de produtividade”, destacou Razori.

Um bom exemplo de qualidade e de acabamento decorrentes da utilização de unidades de água gelada, segundo lembrou Razori, está na fabricação de molduras de monitores de computador e de televisores LCD, cujo brilho do material ocorre em razão da baixa temperatura da água fornecida pelo sistema de água gelada.

Razori ainda informa que a unidade de água gelada foi totalmente reformulada e hoje possui interface IHM com touchscreen, sendo possível monitorar e controlar todo o funcionamento da máquina na tela de LCD e com a possibilidade de ser um sistema remoto. Segundo informa, o equipamento oferece sistema de segurança WSM, que envia sinal de alerta para um telefone fixo ou móvel, caso seja detectada qualquer anomalia no funcionamento, e também conta com sistema Inverter, um dispositivo que ajusta a frequência do motor do compressor e, consequentemente, seu giro, executando as tarefas de acordo com a carga térmica, alcançando rapidamente a capacidade de refrigeração sem os picos de partida. Assim, permite economizar até 30% no consumo de energia.

Para cada caso, uma solução – Bem mais sustentáveis em relação às torres de resfriamento convencionais, que promovem as trocas térmicas por evaporação de grandes volumes de água, os hidrocoolers fabricados pela Apema e com aplicações na área de refrigeração de fluidos de sistemas hidráulicos, como injetoras, também oferecem ganhos de eficiência.

Isentos do consumo de água, os hidrocoolers não exigem tratamentos de água e nem paradas obrigatórias para manutenção dos trocadores de calor das injetoras, apresentando ainda a vantagem de atender às disposições da ISO 14000. Além disso, a empresa se dedica à produção de componentes para as unidades de água gelada, como condensadores de fluidos refrigerantes para sistemas denominados casco-tubos e sistemas de placas brasadas. A empresa tem acompanhado a evolução das unidades de água gelada no setor plástico, pois sua utilização propicia maior qualidade aos manufaturados e contribui para a produtividade.

O diretor comercial James José Angelini explica que a gama de condensadores da Apema se estende aos condensadores resfriados a água e a ar. “Os condensadores resfriados a água operam com temperaturas de condensação menores, prolongando a vida útil dos compressores, mas, por outro lado, apresentam a desvantagem do custo de manutenção, quando operam com água de resfriamento em circuitos abertos (torres de resfriamento), mas quando se utiliza água de resfriamento em circuito fechado esta desvantagem inexiste”, explicou.

Os condensadores do tipo casco e tubo, segundo ele, são normalmente utilizados quando são adotadas torres de resfriamento como meio de resfriar a água de condensação. “Como a água circula pelo lado dos tubos, os cabeçotes removíveis permitem a desmontagem e a limpeza interna dos tubos.”

Já os condensadores do tipo placas brasadas são recomendados, segundo Angelini, quando o resfriamento de água é feito por um sistema fechado, como o hidrocooler. “Como a água em circuito fechado não tem contato com o meio externo, ela sempre estará limpa e não provocará a perda de troca térmica e nem o entupimento do trocador”, considerou.

“Porém, como os trocadores de placas brasadas não permitem a desmontagem e a limpeza, não são recomendados para operar com torres, pois a lama arrastada para dentro do equipamento diminui a troca térmica, podendo provocar até o entupimento do trocador”, alertou o especialista.

Já os equipamentos resfriados a ar representam uma alternativa, quando não houver água de resfriamento disponível nas instalações. “A grande vantagem dos sistemas resfriados a ar está no custo baixo de manutenção. Esses equipamentos, porém, operam com temperaturas de condensação mais altas, diminuindo, assim, a vida útil dos compressores. Por operarem teoricamente com água gelada e esta circular em circuito fechado, sem impurezas, os dois tipos de evaporadores, casco e tubos da linha VKW e as placas brasadas da linha K, fabricados pela Apema, poderão ser utilizados, mas, para capacidades até 50 TR, os evaporadores a placas brasadas apresentam custos menores”, explicou o diretor Angelini.

Microplacas – As tecnologias na área de trocadores de calor também têm contribuído para a evolução de periféricos, principalmente chillers e unidades de água gelada. Especializada na produção de vários itens direcionados às aplicações no mercado industrial, como conversores de frequência, soft starters, instrumentação e controles industriais, além de uma completa linha de compressores e controles para o mercado de refrigeração, a Danfoss produz trocadores de calor com tecnologia de placas brasadas.

Plástico, Natália Macedo, engenheira de vendas da Danfoss do Brasil, Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Natália destaca novo trocador recém-lançado e exclusivo

“O trocador a placas pode ser até 87% menor e mais leve que um casco-tubo e, com isso, o periférico poderá ser mais compacto e mais leve, ocupando menor área (65% menor), e trocando a mesma quantidade de calor”, destacou Natália Macedo, engenheira de vendas da Danfoss do Brasil.

Outro aspecto importante é que, por comportar volume interno até 80% menor que um casco-tubo, propiciará menor consumo de fluido refrigerante, estando especificado o uso de fluido ecológico.

A Danfoss, além de fornecer para seus clientes nesse setor, em geral fabricantes de chillers, os trocadores de calor convencionais a placas brasadas do tipo espinha de peixe, também oferece com exclusividade ao mercado os trocadores de calor do tipo microplacas, com design interno diferenciado, para torná-lo ainda mais eficiente. “Esse novo trocador é uma exclusividade da Danfoss. Lançado globalmente em 2011, ele só começou a ser comercializado no Brasil a partir de julho deste ano”, destacou Natália.

Em comparação com o trocador brasado convencional, o microplacas, de acordo com Natália, apresenta melhor performance, sendo, em média, 32% mais leve, e consumindo 21% menos fluido refrigerante.

Plástico, Chillers - Novos modelos ofertados ao mercado embutem a preocupação constrante com questões sustentáveis
Trocador de calor, Danfoss com tecnologia de placas brasadas

A grande preocupação no uso de fluidos refrigerantes é contar com a adesão de fabricantes em torno da ideia de optar pelo uso de materiais que representem menor risco ao meio ambiente. “Atualmente, as empresas estão buscando uma alternativa ao uso do R22, uma vez que é um gás que agride a camada de ozônio e tem um alto potencial de aquecimento global, enquanto o R-410A tem sido o refrigerante mais utilizado em unidades de água gelada em substituição ao R22, pois não agride a camada de ozônio”, informou Natália.

No caso do trocador a microplacas da Danfoss, o equipamento está apto a operar com os atuais refrigerantes ecológicos, como o R-410A, o R-407C, o R-134a, entre outros. Além disso, por comportar carga refrigerante menor do que os demais, o novo equipamento está contribuindo para também diminuir a carga de aquecimento global.

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