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Chem-Trend investe para suprir demanda regional

Plastico Moderno
21 de novembro de 2018
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    Plástico Moderno, Chem-Trend investe para suprir demanda regional

    A fabricante de especialidades químicas voltadas para aumento de desempenho industrial Chem-Trend (integrante do Grupo Freudenberg) nos segmentos de plásticos, pneus, borracha, poliuretanos, compósitos, madeira e fundição colhe os frutos do investimento de R$ 60 milhões na construção da fábrica nova de Valinhos-SP, inaugurada em 2016. A unidade de produção permitiu acelerar os trabalhos de nacionalização de portfólio e formular produtos mais adequados aos clientes locais.

    A Chem-Trend iniciou suas operações no Brasil em 1986, com uma fábrica na mesma cidade paulista, mas que operava com grande participação de produtos importados. “Com o avanço dos produtos elaborados com base em água, hoje com 70% do portfólio, contar com produção local se tornou fundamental”, comentou Miguel Psillakis, vice-presidente executivo de marketing e tecnologia da companhia. Além disso, ele explicou que as demandas variam muito de um país para outro, acompanhando preferências dos consumidores finais, qualidade e estado da arte dos equipamentos de produção e custos, exigindo adaptações.

    Plástico Moderno, Psillakis: produtos melhoram desempenho na transformação

    Psillakis: produtos melhoram desempenho na transformação

    Com a fábrica de Valinhos, a unidade brasileira fabrica quase 95% de tudo o que vende no país e na região. “Mas 45% desse percentual depende da importação de algum insumo que não é oferecido pela indústria química local”, afirmou Paulo José Noce, vice-presidente e gerente-geral da Chem-Trend Hemisfério Sul e gerente-geral da SurTec do Brasil (empresa do Grupo Freudenberg especializada em galvanoplastia, que compartilha a infraestrutura da fábrica com a Chem-Trend). Isso inclui tipos específicos de glicóis, óleos e ceras.

    Fora o aumento da capacidade produtiva, a nova fábrica incorporou avanços tecnológicos em reação e emulsificação contínuas, proporcionando aumentos expressivos de competitividade em relação às antigas bateladas. O carro-chefe do portfólio são os desmoldantes, insumos que podem melhorar o desempenho produtivo dos clientes e seu perfil ambiental. Produtos antigos usavam solventes orgânicos, com risco mais elevado de segurança e saúde ocupacional. “Um desmoldante precisa formar um filme muito bem ancorado sobre o molde e deve ser inerte às reações químicas superficiais, do contrário viraria uma cola e seria impossível retirar o material de lá”, explicou Psillakis. Ou seja, o insumo facilita e acelera o processamento e também protege os moldes, cujo custo é caríssimo.

    Isso exige manter um contínuo processo de pesquisa e desenvolvimento de novas moléculas e formulações, apoiada por uma rede própria de laboratórios espalhada por vários países (a empresa atua em cinco regiões geográficas, atendendo a sete indústrias consumidoras), com a coordenação de uma estrutura corporativa de P&D. Os desenvolvimentos são conduzidos por equipes formadas com especialistas de vários países, atuando em rede, permitindo identificar variações úteis para cada local. “Investimos perto de 4,5% do faturamento em P&D e nosso portfólio é totalmente renovado a cada cinco anos”, comentou Psillakis. A companhia também mantém intercâmbio com universidades e institutos de pesquisas. “Com universidades, o trabalho precisa ser bem planejado porque o pessoal da academia sempre quer publicar os resultados, mas isso nem sempre é interessante para nós, por envolver informações que gostaríamos de manter confidenciais”, afirmou.

    O setor automobilístico é o maior cliente da Chem-Trend em todo o mundo. Considerando suprimentos para montadoras e para manutenção de pós-venda, esse setor absorve 70% das suas vendas no Brasil. Isso inclui fornecimentos para a transformação de metais, de poliuretano (espumas e rígidos), compósitos e peças feitas de materiais plásticos diversos. “Não fazemos apenas desmoldantes, os termoplásticos, por exemplo, deles quase não precisam, mas consomem nossos agentes de purga, lubrificantes de moldes e bicos injetores, limpadores líquidos, primers e clear coats”, comentou Noce.

    A ideia principal da companhia é oferecer soluções aos seus clientes para que eles consigam melhorar sua eficiência produtiva, reduzindo tempo de produção, perdas e o consumo de energia no processo, bem como minimizar os eventuais impactos ambientais. “O desmoldante contribui para o acabamento de peças moldadas, como pneus, painéis de madeira, fundidos metálicos ou pás de geradores eólicos”, salientou Psillakis. A companhia conta com 1.500 desmoldantes em seu portfólio global.

    Além de preferir os desenvolvimentos com base em água, a Chem-Trend também envida esforços para usar mais ingredientes de origem natural renovável. “Observamos os riscos e a sustentabilidade das matérias-primas, o modo de produção e quais os benefícios que a inovação pode levar para os clientes”, salientou.



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    Um Comentário


    1. Euripedes ullysses de souza

      boa tarde .resido na regiao do triangulo mineiro . estou aprocura dr ums industroa de produtos reciclados .para gazer uma parceria nad regioes.triangulo mineiro . nororoeste de minas slto paranaiba.ja atuo nestas regioes desde 1980 fics meu contato.34 99284.9952 tim watzspp.



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