Plástico

Cargas Minerais – Negócios em alta favorecem investimentos em produtos de maior valor agregado

Jose Paulo Sant Anna
11 de dezembro de 2010
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    Bartholi também destaca o aumento da preocupação dos clientes com o desempenho dos produtos oferecidos. “Antes esses produtos eram vistos como simples commodities, ao longo do tempo o mercado tem aumentado a cobrança por melhores características técnicas”, diz. O esforço da empresa também tem sido orientado nesse sentido. “Procuramos estar na vanguarda, temos laboratório preparado para trabalhar em parceria com os clientes, desenvolver soluções de acordo com as necessidades de cada um”, garante.

    Entre as novidades apresentadas recentemente se encontra o caulim calcinado, que confere propriedades dielétricas (isolantes) para os plásticos. O produto permite a redução do uso de óxido de titânio, substância cuja produção mundial enfrenta problemas de produtividade e ambientais. A empresa também lançou dois novos pigmentos, o de alumínio e o perolado. O de alumínio é indicado em especial para plásticos de engenharia e aproveitado pelas indústrias moveleiras e de automóveis. O perolado é indicado para todos os compostos plásticos e permite a produção de peças com cor que varia de acordo com o ângulo de visão do observador.

    Especialidades – A Imerys, multinacional de origem francesa, se autoproclama a maior produtora mundial de cargas minerais do mundo. A empresa oferece 29 tipos de especialidades para inúmeras aplicações, entre as quais muitas para o mercado do plástico. A empresa mantém fábrica no Brasil. Seu principal produto nacional é o carbonato de cálcio. “As vendas esse ano estão 25% acima do ano passado”, revela Victor Trevisani, gerente nacional de vendas. Os nacionais respondem por 75% de seus negócios. Os 25% restantes das vendas são de importados, em geral especiarias com elevado teor de tecnologia.

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    Para Trevisani, venda de importados está favorecida

    A sofisticação da procura por parte dos clientes faz com que a empresa tenha a esperança de alterar essa composição. “Os compradores estão procurando por cargas que proporcionem maior retorno e isso favorece a venda dos importados. Nossa meta é dividir o mercado por igual entre nacionais e importados”, conta. O executivo aponta o forte controle das dimensões das partículas como um dos diferenciais mais importantes. A empresa mantém, em todo o mundo, um time de 250 cientistas pesquisando novas fórmulas. Esse trabalho rende com frequência a chegada de novos produtos no mercado. Um deles é fabricado no Brasil. Trata-se de um carbonato de cálcio precipitado especialmente desenvolvido para a produção de forros de PVC. “Ele apresenta controle do tamanho de partículas, resistência à umidade e abrasividade e não aglomera. Os forros produzidos com o produto não apresentam desvios de cor, há um controle da alvura”, afirma.

    Outros lançamentos vêm de fora. Um deles é uma mica especial para plásticos de engenharia. “Indicada para a indústria automobilística, ela melhora o desempenho principalmente do polipropileno e pode substituir parcialmente a fibra de vidro”, revela. Outra novidade é um caulim extensor de titânio, indicado para poliolefinas e PVC. “Ele substitui até 10% do uso de dióxido de titânio.” Dois novos tipos de carbonatos de cálcio completam a lista de novidades. Um deles é voltado para os fabricantes de filmes respiráveis. Outro para tecidos e não-tecidos de polipropileno.



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