Cargas e Aditivos: Insumos capazes de reduzir custos

Avanço da reciclagem pede insumos capazes de reduzir custos e melhorar desempenho

Os portfólios dos fornecedores de aditivos e cargas se diversificam a cada dia e incorporam produtos capazes de atender a demandas mais e mais específicas.

Nesse esforço, buscam satisfazer objetivos tradicionais, entre eles redução de custos, incremento de produtividade e proteção adicional para determinadas aplicações, além de outros mais recentes, em especial, a busca por produtos que aprimorem a sustentabilidade dos clientes.

Vertente fundamental desse conceito da sustentabilidade, a reciclagem mecânica das resinas se tornou um dos focos prioritários de fornecedores de aditivos.

É o caso da Evonik, que anuncia soluções para a otimização e a melhoria da qualidade do reciclado, destinadas às diferentes fases desse processo.

A começar pela lavagem, para a qual oferece antiespumantes, umectantes, removedores de tintas e etiquetas.

Aditivos: Insumos capazes de reduzir custos e melhorar desempenho ©QD Foto: iStockPhoto
Mattos: silanos e siloxanos geram melhorias nos reciclados

“Temos também um aditivo que, utilizado antes da secagem, permite reduzir o teor de água dos plásticos, resultando em um processo de secagem mais curto e com menor consumo energético”, ressalta Gabriel Mattos, executivo de contas para a linha de negócios Interface & Performance da empresa.

Para a peletização dos reciclados, o rol de soluções da Evonik inclui o Tego Sorb, que remove o mau odor “de forma irreversível”, reagindo quimicamente com as moléculas causadoras do problema.

E a empresa, complementa Mattos, utiliza seu know how e sua tecnologia em siloxanos organo-modificados para desenvolver compatibilizantes que elevam a qualidade de produtos reciclados com diferentes resinas; dois deles, já estão disponíveis: um para compatibilizar PP em PE, o outro para PE em PP, ou PA em poliolefinas.

“A estrutura organo-modificada permite que polímeros reciclados misturados tenham propriedades de molde melhoradas, maior rendimento e até maior qualidade superficial dos produtos acabados”, ressalta.

A reciclagem é uma das três categorias nas quais estão hoje agrupados os aditivos da Evonik.

Outra dessas categorias é composta pelos masterbatches altamente concentrados; e a terceira, dos auxiliares de processo, foi recentemente enriquecida com o lançamento de dois produtos livres de halogênio para filmes polieolefínicos, um para PE, outro para PP, posicionados como alternativas ao PPA (poliftalamida) de elastômero baseado em flúor.

“Semelhantes ao PPA convencional, eles aprimoram a capacidade de processamento dos filmes, mas também atuam como melhoradores de deslizamento”, enfatiza Mattos.

E a Byk, relata Jose Brandão, gerente regional de aditivos para plásticos da empresa na América Latina, integrou novos produtos à linha Byk-Max, de soluções para otimizar o processamento, dispersão, propriedades mecânicas do material e estabilização térmica, que conta agora com itens capazes de conferir, sem halogênio, características antichama a aplicações de PP, além de argilas para incrementar barreira a solventes em poliamidas, e argilas mistas para melhoria de propriedades mecânicas e redução de peso de compostos de PP com talco.

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Brandão: substituir talco por argila reduz peso das peças

“Em uma aplicação de PP com talco a substituição de 5% do talco por argila resulta em redução de peso de aproximadamente 8%”, compara Brandão.

Em sua linha Scona, composta por promotores de adesão, compatibilizantes e agentes de acoplamento e modificadores de impacto, a Byk incluiu produtos para evitar o empenamento de peças pigmentadas, e aditivos para modificar impacto e viscosidade de poliamidas.

Essas linhas Scona e Byk-Max, ressalta Brandão, estão hoje entre as solicitadas à operação brasileira da Byk. “Nesse grupo está também a linha Recyclobik, com formulações para melhorar a qualidade de reciclados”, ressalta.

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    Cargas e aditivos: Outros lançamentos

    Na distribuidora Brenntag, uma das novidades no portfólio é a linha de modificadores de impacto de base SEBS (copolímeros de bloco estirênico) produzida pela Kraton e comercializada com a marca CirKular+.

    Esses modificadores, explica Rafael Bringel, do suporte técnico de campo da Brenntag na América Latina, são copolímeros em bloco de estireno, que por terem uma fração rígida, além de conferir alta resistência ao impacto, mantêm as características de flexão e resistência à tração, e desempenham a dupla função de modificadores de impacto e compatibilizantes.

    Bringel qualifica esses aditivos como um “divisor de águas” no processo da reciclagem, e relata que a linha é hoje objeto de boa demanda; o mesmo acontece com produtos como retardantes de chamas e antioxidantes, sendo esses últimos agora empregados em maior escala.

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    Bringel: demanda firme ajuda a manter previsões otimistas

    “Antes vistos como aditivos de processo, os antioxidantes estão sendo utilizados também em aplicações finais, como autopeças, mangueiras, caixas de baterias”, diz.

    “E recicladores, que quase não consumiam antioxidantes, começam a adicioná-los em suas formulações, para gerar uma resina reciclada com maior performance”, acrescenta o profissional da Brenntag, que disponibiliza ainda absorvedores de UV, plastificantes ftalatos e não-ftalatos, antiestáticos, antimicrobianos, entre outros aditivos.

    Na Colorfix os lançamentos mesclam aditivos de processos e de sustentabilidade. Na primeira dessas duas categorias encaixa-se o Meltfix, para aumento de fluidez em PP sem o uso de peróxidos.

    “Geralmente aditivos para fluidez usam peróxidos que, porém, provocam um processo de oxidação das cadeias poliméricas, sendo muitas vezes necessário o uso de outros aditivos para frear a oxidação, e trazer maior estabilidade.

    A ausência do peróxido torna o processo muito mais estável”, ressalta Francielo Fardo, diretor da empresa.

    Mas a Colorfix fortalece também sua linha Revora, de aditivos e masterbatches focados na demanda por sustentabilidade: recentemente, ela recebeu o Revora Bio HP, cujo objetivo é aproximar o uso do PLA ao das poliolefinas.

    Com aplicação de 10% desse aditivo, informa a empresa, o PLA supera o PP nos quesitos de tensão, alongamento e resistência a impacto em índices superiores a 30%, permitindo a aplicação dessa biorresina em processos de sopro e filmes, entre outros.

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    Fardo: fluidez garantida sem incorporar peróxidos

    “Não há o uso do PLA nestes segmentos por ser uma resina originalmente muito rígida; com o Revora Bio HP, isso se torna possível”, explica Fardo.

    Por sua vez, a Arkema está introduzindo no mercado brasileiro um aditivo de sua linha PEBAX (copolímero de poliéter com poliamida), que confere característica antiestática permanente a peças feitas com diversas resinas: poliamidas, ABS, PC/ABS, PS, HIPS, PE, PP, POM, entre outras.

    “No exterior ele já é bastante utilizado em equipamentos médicos e odontológicos, componentes de eletrodomésticos, produtos para atmosferas explosivas, entre outras aplicações”, relata Fábio Paganini, gerente de vendas e desenvolvimento de plásticos de engenharia.

    Outra novidade no portfólio da Arkema refere-se às nanocargas Graphistrengh, de carbono em forma tubular multi wall (vários tubos, um dentro do outro).

    Estudos, diz Paganini, mostram que esse formato proporciona maior interação com a matriz polimérica e maior resistência mecânica e à abrasão, mantendo as características de flexibilidade das borrachas.

    Assim como o negro de fumo, essas nanocargas conduzem eletricidade – em menores proporções – e podem ser utilizadas como pigmentos pretos, porém em quantidades até cem vezes menores.

    Aditivos: Insumos capazes de reduzir custos e melhorar desempenho ©QD Foto: iStockPhoto
    Paganini: PEBAX cria efeito antiestático permanente

    “Mas o principal diferencial que destacamos nessa linha é a possibilidade de oferecer maior resistência mecânica e à abrasão em aplicações como componentes aeronáuticos e componentes industriais, por exemplo, em compósitos para óleo e gás”, afirma Paganini.

    Ele cita como aditivo da Arkema bastante demandado o Kynar Flex, auxiliar de fluxo fluorado para produção de filmes de poliolefinas.

    “Ele tem tempo de condicionamento reduzido, cerca de 50%, comparado aos aditivos da geração anterior”, destaca o profissional da empresa.

    Segmentos em alta

    A Bandeirante Brazmo reforçou seu portfólio com dois aditivos: resinas hidrocarbônicas e extensores de silicato de alumínio.

    As resinas hidrocarbônicas, explica Simone Braga Saraiva, coordenadora de especialidades técnicas da empresa, conferem maior resistência e brilho às aplicações de BOPP, além de reduzir o consumo de energia no processamento.

    Os extensores permitem reduzir a quantidade de pigmentos em poliolefinas.

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    Simone: extensores reduzem o consumo de pigmentos

    “Temos um extensor, o VB White, que possibilita aos fabricantes de masterbatches reduzir em até 50% a quantidade de dióxido de titânio, sem prejuízo da cor”, afirma Simone.

    Vem crescendo, ela observa, a demanda por esses produtos, especialmente na indústria de embalagens.

    “Mas no Nordeste, principalmente, temos sentido maior demanda também para movelaria em PP e PE”, complementa a profissional da Bandeirante Brazmo, que entre outros produtos distribui pigmentos e negro de fumo.

    Brandão também relata expansão da demanda por aditivos da Byk, especialmente por dispersantes de alta performance para pigmentos orgânicos e agentes reológicos para masterbatches, ao lado de antichamas não-halogenados para PP e argilas para aumento de barreira contra umidade e gases em embalagens.

    Entre os principais demandantes dessas soluções, lista as aplicações relacionadas à sustentabilidade e à economia circular – como o uso de resinas recicladas – e a produção de embalagens.

    Ele avalia como “razoável” o desempenho da operação brasileira da Byk no decorrer deste ano.

    “Poderia ter sido melhor, mas ainda encontramos problemas no fornecimento de matérias-primas e logística para nossos aditivos, que são produzidos na Europa e nos Estados Unidos. Tivéssemos maior oferta, haveria demanda por ela”, ressalta Brandão.

    Na Brenntag, a demanda atualmente é mais forte nos segmentos dos antioxidantes e dos modificadores de impacto/compatibilizantes.

    E Bringel fala em “cenário otimista” quando avalia tal demanda no decorrer deste ano, especialmente pelo desempenho dos mercados de embalagens, construção civil e reciclagem.

    Estabilizantes UV do tipo HALS e absorvedores UV, bem como plastificantes para PVC, entre outros, são itens do portfólio da empresa que dispõem de um mercado já maduro, ressalta Bringel, que vê “enorme potencial” na linha de retardantes de chamas, mais recentemente integrados a esse portfólio.

    “Destacamos para o mercado de filmes os agentes flexibilizantes, fosqueantes ou matting, que trazem um diferencial interessante com efeitos de redução de brilho e característica de toque suave”, complementa.

    Percepção de benefícios

    Mesmo os fabricantes de produtos de baixo valor unitário, cujos custos são mais impactados pela adição de qualquer componente nas formulações, caso das embalagens de produtos de consumo massivo, olham cada dia mais favoravelmente para os aditivos, relata Paganini, da Arkema.

    “Eles percebem que auxiliares de fluxo, por exemplo, podem agregar alguns centavos ao custo de cada produto, mas ao diminuir perdas e consumo de energia, geram um retorno total bastante interessante”, argumenta.

    Fardo, da Colorfix, relata “demanda crescente” pelos componentes de sua linha Revora, tanto aqueles destinados a otimizar processos, quanto os produtos que melhoram o aproveitamento e a qualidade de materiais pós-consumo.

    “Sendo a sustentabilidade uma demanda cada vez maior dos consumidores, aditivos com foco em processos e produtos sustentáveis têm sido a maior preocupação de nossos clientes”, ressalta o profissional da Colorfix, cujo portfólio de aditivos inclui antioxidantes, antibacterianos e antivirais, extensores de cadeia, modificadores de impacto, entre vários outros itens (além de masterbatches).

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    Cargas e aditivos: PVC

    Nome consolidado no segmento dos plastificantes e aditivos para compostos de PVC flexível, a BBC diversificou seu portfólio, no qual há agora também produtos para aplicações em compostos rígidos, como estabilizante à base de cálcio e zinco, auxiliares de fluxo, modificadores de impacto, polietileno clorado (CPE), também um modificador de impacto, e antioxidantes.

    “O mercado do PVC rígido também utiliza óleo de soja epoxidado, que atua na formulação como coestabilizante térmico”, observa José Antonio Ramos da Silva, diretor da BBC, referindo-se a um produto utilizado em ampla escala como plastificante em flexíveis (e um dos carros-chefes de sua empresa).

    Silva vê o mercado para esses produtos atualmente “estável, com um pequeno avanço em segmentos da construção civil, como esquadrias, nos quais o PVC substitui madeira e outros materiais, e PVC rígido expandido, utilizado em rodapés, decks, portas e pisos vinílicos”.

    Considerado, porém, como um todo, o mercado da construção civil – responsável por cerca de dois terços do consumo dessa resina –, relativamente ao ano passado, refreou sua demanda por aditivos para PVC, observa Valdemir Fantacussi, diretor-técnico da Baerlocher.

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    Fantacussi: procura é maior por formulações de aditivos

    “Mas já há sinais de retomada do crescimento desse mercado”, ressalta.

    A maior parte das vendas da Baerlocher é realizada nesse mercado dos aditivos para PVC, principalmente, com seus aditivos one pack, nos quais há composições variáveis de ingredientes como estabilizantes térmicos, lubrificantes e antioxidantes, entre outros.

    Mas a empresa também vende individualmente os aditivos para PVC e para poliolefinas, como auxiliares de fluxo e modificadores de impacto, entre outros.

    “Auxiliares de fluxo adicionais podem ser interessantes para aplicações com maiores percentuais de cargas, enquanto o modificador de impacto é útil para dutos enterrados sob pavimentos com tráfego mais intenso, ou em janelas”, ressalta Fantacussi.

    E cresce bastante, ele informa, a demanda por uma linha da Baerlocher que não tem como foco o PVC: os estearatos, utilizados como dispersantes de pigmentos por fabricantes de masterbatches.

    “Até ampliamos em cerca de 30% nossa capacidade de produção dessa linha”, diz Fantacussi, destacando que alguns desses estearatos dispõem de registro Reach, necessário para exportações com destino à Europa.

    Cargas

    Redução de custos segue sendo componente fundamental na análise relacionada à possibilidade de uso de aditivos minerais (ou cargas, segundo a denominação mais tradicional).

    Mas eles são a cada dia buscados – e em opções mais tecnológicas – também por suas funcionalidades, observa Rafael Ramalli da Silva, gerente técnico da Imerys.

    Mesmo os tradicionais carbonatos de cálcio são crescentemente adquiridos em versões mais elaboradas, finas e até ultrafinas, que proporcionam ganhos significativos no conjunto do processo e do produto.

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    Silva: cargas oferecem novas funcionalidades para plásticos

    “Algumas apresentações de carbonato de cálcio têm uma ação que mitiga o problema de bloqueio, comum em filmes, especialmente de PE”, exemplifica.

    “Já os carbonatos revestidos proporcionam, em aplicações de poliolefinas e PVC, melhor acabamento e melhores características mecânicas, pois o tratamento superficial com ácidos graxos age como um compatibilizante que permite melhor incorporação”, acrescenta.

    A wollastonita, prossegue Silva, pode substituir em compósitos determinados percentuais de fibra de vidro, material mais caro, com vantagens como melhor aspecto superficial e reologia mais fluida, que facilita o processamento nas linhas de injeção.

    “E a mica, usual em tintas, começa a ser utilizada também em plásticos, pois é um excelente reforço a impacto e a módulo de flexão, muito interessante para peças mais técnicas de PP e plásticos de engenharia”, complementa o profissional da Imerys, cujo portfólio inclui, além de diversas apresentações de carbonatos, da wollastonita e da mica, também talcos e caulim, entre outros aditivos minerais.

    A Minérios Ouro Branco lançou, na mais recente edição da Abrafati, realizada em junho, sua linha Gold, que se vale de minerais para agregar diversas funcionalidades a peças plásticas, masterbatches e tintas.

    Uma delas, a melhoria do desempenho na dispersão de dióxido de titânio; mas na versão Gold White, por exemplo, ela melhora também a alvura e a luminosidade em masterbatches brancos e no revestimento de fios e cabos de PVC, ressalta Elder Santana de Araújo, gerente de comércio exterior e comercial da empresa.

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    Araújo: opções para melhorar cor e propriedades dielétricas

    “Já o Gold Opacity modifica a rigidez, conferindo maior resistência ao impacto e elevando a resistência mecânica em temperaturas mais elevadas, na faixa entre 80 a 100ºC”, acrescenta.

    Na nova linha, complementa Araújo, há ainda versões como Gold Maxcoating e Gold Coating, que em aplicações de PVC flexível contêm melhor possíveis vazamentos de eletricidade e calor, relativamente a outros minerais utilizados com essa função, e Gold Croma, que torna mais viva a cor em masterbatches brancos e em revestimentos de cabos de PVC, conferindo ainda melhores propriedades dielétricas, relativamente às cargas minerais hoje mais utilizadas em PVC plastificado, como silicato de magnésio e caulim calcinado.

    A Ouro Branco, destaca Araújo, disponibiliza também produtos como barita e sílica precipitada, além de carbonato de cálcio e caulim, entre outros itens usualmente utilizados como cargas.

    “Vem crescendo a busca por nossos produtos na indústria do plástico, eles atendem a uma demanda que combina busca por desempenho com redução de custos”, ressalta.

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