Cana-de-açucar responde ao controle de déficit hídrico – Plasticultura

Redução da água não afeta a irrigação da cana-de-açúcar

O cultivo irrigado de cada variedade de cana-de-açúcar pode suportar um determinado nível de umidade compatível com a redução do consumo de água, na fase de maturação, sem perda de qualidade.

Foi o que revelou um estudo acadêmico, apresentado em 2015, pelo estudante Fernando da Silva Barbosa, da Esalq, orientado pelo professor Rubens Duarte Coelho.

Seu objetivo, além da conquista do título de Doutor em Engenharia de Sistemas Agrícolas, foi contribuir para a agregação de ganhos de produtividade e de competitividade ao setor sucroenergético, via cultivo irrigado por gotejamento de variedades específicas de cana no contexto da crise hídrica.

Em defesa da sua tese, Barbosa argumentou que “a irrigação é uma das alternativas para o aumento de produtividade, mas exige investimentos consideráveis”.

Acrescentou que, “a demanda por alimentos e a competição por recursos hídricos, em todo o mundo, são uma realidade que impulsiona o uso mais eficiente da água em todos os setores, principalmente na agricultura”.

Foram analisadas oito variedades de cana-de-açúcar irrigadas por gotejamento, em condições diferenciadas de umidade, buscando-se investigar tanto o rendimento da planta como a produtividade do uso da água, em ambiente controlado, levando-se em conta, inclusive, perdas por evaporação.

Os resultados da pesquisa confirmaram a hipótese levantada pelo pesquisador: “para cada variedade de cana-de-açúcar existe uma combinação mais adequada entre a lâmina de irrigação e a intensidade do déficit hídrico, na fase de maturação, de modo a maximizar a produtividade”.

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