Câmaras quentes – Vantagens como economia de matéria-prima, redução dos ciclos e melhora da qualidade das peças esquentam as vendas

Plástico Moderno, Alexandre Fix, presidente da brasileira Polimold, Câmaras quentes - Vantagens como economia de matéria-prima, redução dos ciclos e melhora da qualidade das peças esquentam as vendas
Fix: clientes sabem calcular o retorno do investimento

Um mercado com elevada temperatura. Não existem dados oficiais, mas os principais fornecedores de câmaras quentes para moldes de injeção garantem nos últimos anos um crescimento em índices bem maiores aos da evolução da economia. A cada dia, ferramenteiros, transformadores e, em alguns casos, empresas dos mais variados segmentos que verticalizam a produção de peças plásticas incorporam o componente em seus moldes, deixando para trás o uso da tecnologia das câmaras frias. De acordo com representantes dessas companhias, não faltam motivos para os resultados positivos. O fator fundamental vem da parte mais “sensível” do “corpo” do homem de negócios: o bolso. É unânime a opinião de que as câmaras proporcionam a melhora do desempenho dos moldes e retorno compensador para os transformadores. A multiplicação de fornecedores nos últimos anos também tem ajudado na expansão do mercado. A concorrência estimulou a queda de preços e, em conseqüência, a popularização do uso.

Alexandre Fix, presidente da brasileira Polimold, empresa líder do mercado nacional de câmaras quentes, não esconde o entusiasmo com o amadurecimento dos clientes ocorrido nos últimos tempos. Com as informações de mercado coletadas junto à sua equipe de vendas, formada por trinta profissionais atuantes em vasta área do país, ele garante que a procura não cresce apenas entre os fabricantes de moldes sofisticados, onde a presença das câmaras quentes se tornou imprescindível. De acordo com o dirigente, a demanda também evolui entre os interessados em fabricar ferramentas com exigência tecnológica não tão rigorosa. “Ao contrário de há alguns anos, hoje os clientes sempre pretendem instalar câmaras quentes. Eles sabem calcular o retorno que elas proporcionam na produção das mais distintas peças”, avalia.

Plástico Moderno, Milton Tadeu Loguércio, diretor- comercial da Fator, Câmaras quentes - Vantagens como economia de matéria-prima, redução dos ciclos e melhora da qualidade das peças esquentam as vendas
Loguércio: antes o uso era restrito a moldes sofisticados

Para Fix, a venda só não se efetiva quando o orçamento calculado para a construção do molde é insuficiente ou se a peça a ser produzida terá pequenas tiragens. “O preço das câmaras quentes no Brasil se tornou competitivo nos últimos anos, não pesa tanto se considerarmos o montante necessário para se construir uma ferramenta”, comenta.

Milton Tadeu Loguércio, diretor- comercial da Fator, outra companhia nacional com participação de destaque nesse mercado, tem opinião similar. Para ele, hoje é muito mais fácil convencer o cliente da necessidade de investir na compra de uma câmara quente. “No passado, as vendas de câmaras eram restritas aos segmentos de tecnologia de ponta, caso das montadoras. Atualmente, praticamente todos conhecem as vantagens que elas proporcionam”, resume.

Apesar do momento favorável, alguns fornecedores ressaltam que o índice de utilização das câmaras quentes no Brasil ainda não é o mesmo do atingido pelos países com tecnologia mais avançada. “Nos Estados Unidos e na Europa, praticamente não existem mais moldes a funcionar sem câmara quente”, informa Evandro Cazzaro, diretor da multinacional Husky, uma das empresas do ramo que participam com destaque do mercado nacional. Por aqui, diz o executivo, como o mercado de ferramentarias é muito pulverizado, ainda existem resistências em investir na tecnologia.

Essa resistência, para os pessimistas, pode ser desanimadora. Mas para os fornecedores, tem seu lado positivo. Indica que a evolução das vendas verificada nos últimos anos ainda apresenta ótimo potencial de crescimento, à medida que a técnica continue a ser divulgada. O desafio é arregaçar as mangas e disseminar cada vez mais a conscientização das vantagens da tecnologia entre ferramenteiros e transformadores.

Vantagens – Em algumas aplicações, as câmaras quentes são consideradas indispensáveis para o bom funcionamento dos moldes. Entre elas, pode ser citada a fabricação de moldes com várias cavidades, caso das tampas para embalagens. São peças com design simples, mas que por exigirem dimensões precisas e serem feitas em linhas de elevada produção utilizam sofisticadas ferramentas.

Plástico Moderno, Evandro Cazzaro, diretor da multinacional Husky, Câmaras quentes - Vantagens como economia de matéria-prima, redução dos ciclos e melhora da qualidade das peças esquentam as vendas
Cazzaro: Brasil ainda não usa câmaras quentes como no exterior

Ainda no ramo das embalagens, encontra-se outra aplicação que necessita de elevada tecnologia, a de produção de potes. Também produzidos em larga escala, os potes apresentam como dificuldade extra o fato de serem dotados com paredes finas. Não por acaso, indústrias alimentícias e de cosméticos, por exemplo, se encontram entre as que mais incentivam os transformadores a adotar a tecnologia. O caso de peças técnicas com design complexo, que precisam contar com boa aparência e/ou precisão dimensional muito rigorosa, é outro exemplo onde as câmaras quentes são indispensáveis. Isso as tornam bastante procuradas por fornecedores de autopeças, empresas de eletroeletrônicos, entre outros.

Para qualquer peça a ser fabricada, no entanto, as câmaras quentes apresentam vantagens. Com elas, são eliminados os galhos gerados nas operações de injeção feitas nos moldes frios. Com o preço do petróleo batendo recordes sucessivos, essa medida representa sensível economia de matéria-prima, em especial nos casos em que o peso do galho, por aspectos técnicos, chega a superar o das peças. “A pressão por economia de matéria-prima e as pressões ambientais têm aumentado muito, fatos que por si só justificam o uso de câmaras quentes”, afirma Michael Rollmann, gerente-geral da multinacional fabricante de câmaras quentes Incoe.

Ney Kaiser, diretor de engenharia da Delkron, companhia brasileira relacionada entre as pioneiras quando o assunto é a fabricação de câmaras quentes no país, acrescenta que a ausência de galhos elimina a necessidade de reciclar materiais já transformados. Caso um transformador só utilize moldes equipados com o acessório, não precisará investir na compra de moinhos. Vale ressaltar que, conforme a peça a ser fabricada e a matéria-prima utilizada, os galhos não podem ser moídos e o desperdício de resinas se torna ainda mais significativo.

Outra vantagem é apontada como de grande importância: “Com as câmaras quentes, os ciclos se tornam mais curtos. Resulta em menor uso das máquinas injetoras onde as peças são fabricadas”, comenta Agenor Gualberto, gerente de produtos da Polimold. De acordo com os especialistas, nos casos mais agudos, os galhos podem representar de 50% a 60% do tempo dos ciclos. Além de poupar e elevar a produtividade dos equipamentos, essa particularidade proporciona aos transformadores economia de energia, insumo cujo preço vem se tornando cada vez mais “salgado”.

Plástico Moderno, Câmaras quentes - Vantagens como economia de matéria-prima, redução dos ciclos e melhora da qualidade das peças esquentam as vendas
Ferramenta dotada com câmara quente produzida pela Husky

Caso a caso – Os fabricantes de câmaras quentes contam com cardápios de opções bem completos. Mesmo assim, na hora de selecionar um modelo, cada caso é um caso. Quesitos como design das peças a ser injetadas, número de cavidades, volume de produção e características das injetoras onde a operação será efetuada, precisam ser avaliados com cuidado em cada projeto. Essa necessidade faz com que todos os fornecedores ofereçam acompanhamento completo, passo a passo, para os clientes fabricantes dos moldes.

Para a maioria dos fornecedores, a assistência prestada aos clientes inclui a realização de testes feitos a partir do uso dos softwares de CAE (Computer Aided Engineering), tecnologia ainda pouco aproveitada no Brasil. Esses softwares permitem a simulação virtual do preenchimento dos moldes em computadores. Dessa forma, muitos problemas no passado encarados durante a realização dos tryouts podem ser enfrentados no mundo virtual, o que economiza tempo, reduz o estresse dos envolvidos nos testes e privilegia a qualidade final da peça a ser injetada.

Entre as câmaras quentes oferecidas ao mercado, as mais sofisticadas são as dotadas com bicos de injeção controlados por válvulas pneumáticas ou hidráulicas. Esses sistemas são indicados, em especial, para a fabricação de peças cujos moldes são preenchidos a partir de mais de um ponto de injeção. Eles permitem a fluência “inteligente” do material de modo a evitar problemas como linhas de emenda ou pontos com menor resistência mecânica. São indicados para, por exemplo, a transformação de peças de grande porte, como painéis de automóveis e pára-choques.

“A procura pelos sistemas valvulados tem crescido bastante, apesar de no Brasil ainda ser pouco utilizado”, avalia Gualberto. Isso ocorre apesar do recurso acrescentar, em média, 40% ao valor das câmaras quentes normais. O gerente da Polimold lembra que o benefício vai além da qualidade final obtida nas peças e apresenta uma vantagem para lá de atraente para os transformadores. “Os sistemas valvulados permitem o projeto de moldes que podem ser instalados em máquinas injetoras com menor força de fechamento”, explica.

Made in Brazil – “Enfrentar a concorrência das multinacionais fabricantes de câmaras quentes presentes no país é difícil. Mas é muito mais difícil para uma empresa brasileira exportar câmaras quentes para os países de origem dessas multinacionais, e estamos conseguindo fazer isso”, orgulha-se Fix. Além do mercado latino-americano, onde os clientes mais significativos estão presentes na Argentina e México, a Polimold tem vendido os componentes para vários países europeus, Estados Unidos e China. A companhia nasceu como fabricante de porta-moldes, mercado no qual também é líder no país. Ela fabrica as câmaras há 17 anos e possui plantas industriais localizadas em São Bernardo do Campo-SP e na cidade do México, além de escritório de representação comercial na Alemanha. Também conta com equipes de assistência técnica espalhadas mundo afora.

Fix ressalta a conquista do mercado externo como prova da excelência das câmaras quentes da empresa. “Utilizamos tecnologia totalmente desenvolvida por nós, contamos com equipamentos de informática com imagens em três dimensões para desenvolver o projeto e máquinas de usinagem de última geração, que trabalham em ambientes controlados”, orgulha-se. Os componentes das câmaras são quase todos produzidos aqui, com exceção das resistências, importadas da Alemanha.

Na opinião do dirigente, a valorização do real tem atrapalhado as vendas para o exterior, embora alguns artifícios compensem um pouco as dificuldades. Uma delas, tem sido a importação de aço que, com o atual cenário cambial, chega ao Brasil com preço competitivo. Em valor, as exportações representam cerca de 20% do faturamento da companhia com a venda de câmaras quentes. Além dos bons resultados obtidos no exterior, o presidente da Polimold comemora o momento favorável vivido no mercado nacional. Ele lembra que, há uns quinze anos, somente os grandes transformadores usavam câmaras quentes, ainda assim com parcimônia. “Hoje, tanto para os médios como para os grandes é um procedimento normal e mesmo os pequenos já nos procuram”, revela.

Uma das conseqüências desse aquecimento nas vendas tem sido o aprendizado dos clientes a lidar com o equipamento. “Mesmo assim, notamos ainda a falta de mão-de-obra qualificada”, ressalta. Para compensar a deficiência, a empresa promete assistência total aos clientes. “Temos uma equipe que dá apoio ao cliente desde o início do projeto até a fabricação da peça com a qualidade desejada”, garante Gualberto. Um dos recursos oferecidos é a simulação do preenchimento do molde. “Adquirimos softwares da Moldflow para realizar essa operação”, informa.

Plástico Moderno, Robson Gonçalves, engenheiro de aplicações da Husky, Câmaras quentes - Vantagens como economia de matéria-prima, redução dos ciclos e melhora da qualidade das peças esquentam as vendas
Gonçalves: câmaras quentes da Husky são projetadas caso a caso

Nos últimos anos, o crescimento da venda de câmaras quentes pela Polimold tem superado a casa de 20% ao ano. Ao todo, por mês, ela produz em torno de oitenta conjuntos. Somada a esse número a venda de bicos quentes, componentes indicados para moldes com uma cavidade, o total sobe para 120. Para atender o mercado, a empresa conta com um catálogo formado por seis famílias de modelos, que podem equipar ferramentas voltadas para peças de um grama a 22 kg. “A partir dessa família, desenvolvemos projetos customizados”, revela Gualberto.

Desse total, pelo menos um conjunto por mês vem equipado com sistema valvulado. “Somos mais procurados por companhias de fora do que pelas nacionais”, informa o gerente. Fix destaca o sucesso de um dispositivo projetado pela empresa para a produção de pára-choques de automóveis que foi exposto no estande da Polimold na feira K, da Alemanha. “O mesmo dispositivo que mostramos lá também foi exibido com sucesso em feiras nos Estados Unidos, Japão, Holanda, Canadá e na Brasilplast”, afirma o presidente da empresa.

Pronta para encomendas – A Fator, outra companhia nacional especializada em câmaras quentes, inaugurada em 1990, espera um ano muito bom. Os números de janeiro não deixam dúvidas em relação à expectativa otimista. “Quando comparadas com janeiro do ano passado, as vendas cresceram 40%”, diz Loguércio. O número supera em larga escala a média de crescimento que a empresa apresentou no biênio 2005/2006, que ficou na casa dos 7% ao ano. “Em 2007, nossas vendas ficaram no mesmo patamar do ano anterior”, conta.

Segundo o diretor-comercial, atualmente está muito mais fácil convencer os clientes sobre a necessidade do uso das câmaras quentes. “Todo mundo conhece o retorno que elas dão, além da melhoria que proporcionam à qualidade das peças”, revela. Por isso, ele não se espanta com o crescimento verificado em janeiro e diz que sua empresa está preparada para atender a um número crescente de encomendas durante 2008.

Loguércio destaca que a companhia desenvolve os projetos caso a caso, a partir das características de cada um. “Não posso engessar meus clientes”, afirma. A assistência vai desde o projeto, desenvolvido com o auxílio de softwares Moldflow, até a produção a contento das peças. “Temos atendido projetos bem diversificados, encomendados por empresas de segmentos econômicos bem variados, como os de embalagens, brinquedos, setor automobilístico e outros”, diz.

Em média, a Fator produz cerca de 30 conjuntos por mês. “O nosso índice de nacionalização é superior a 75%, importamos apenas resistências e microprocessadores”, revela. Das encomendas, em torno de 20% são equipados com válvulas hidráulicas ou pneumáticas. “Para nós, fabricar sistemas valvulados é muito vantajoso, representa um acréscimo de 30% no valor agregado do sistema”, afirma.

Nacionalização – A Husky é uma multinacional canadense. Ela foi criada há 15 anos e seu negócio original era o de produzir células completas de equipamentos para transformação de embalagens de PET. Com o passar do tempo, diversificou sua linha, se especializando também na produção de câmaras quentes. A empresa conta com duas fábricas na China, além de plantas industriais nos Estados Unidos, em Luxemburgo e no Brasil. Ao todo, mantém 44 escritórios em todo o mundo, onde são atendidos pedidos de cerca de cem países.

No Brasil, a fábrica foi inaugurada em 1999 no município de Jundiaí-SP. No início, todas as câmaras quentes vendidas no mercado nacional eram importadas. No final de 2004, teve início um processo de nacionalização. A partir de 2006, 100% dos manifolds – nome dado às placas centrais das câmaras quentes, apontados como o “coração” do conjunto – passaram a ser projetados e fabricados por aqui. Apenas alguns componentes continuam a ser importados.

“Os manifolds que produzimos aqui têm exatamente a mesma tecnologia dos produzidos lá fora, a Husky DAMA (Design Anywhere Manufacturing)”, garante Cazzaro. A preocupação em se manter o nível de qualidade dos componentes feitos pela companhia no exterior foi uma das causas da demora da nacionalização. “Antes, pegávamos os dados fornecidos pelos clientes e enviávamos para nossos engenheiros lá fora, para que fossem desenvolvidos os projetos. Para realizar os projetos por aqui, contratamos uma equipe de designers, que para se habilitar treinou dois anos no Brasil e fez estágio de três meses nos Estados Unidos”, conta.

A Husky atua junto ao mercado de tecnologia sofisticada. “Os fabricantes de moldes para tampas e embalagens correspondem a 60% de nossas vendas. Os demais clientes pertencem ao segmento de peças técnicas, caso das empresas de autopeças e produtos médicos”, diz Cazzaro. Hoje, a companhia já vendeu 590 câmaras quentes com manifolds feitos no Brasil. Juntando com os importados comercializados anteriormente, esse número chega a mil. “Nos últimos três anos, estamos crescendo a um ritmo de 50% ao ano”, revela. As câmaras quentes respondem por 35% do faturamento da empresa. Os 65% restantes são oriundos das vendas de equipamentos para transformação do PET.

Plástico Moderno, Michael Rollmann, gerente-geral da multinacional fabricante de câmaras quentes Incoe, Câmaras quentes - Vantagens como economia de matéria-prima, redução dos ciclos e melhora da qualidade das peças esquentam as vendas
Rollmann: pressões ambientais ajudam as vendas dos fornecedores

Para atender ao mercado, a Husky conta com duas famílias de produtos. Uma é formada pelos modelos da série Pronto, indicados para aplicações mais convencionais e que trazem uma série de parâmetros preestabelecidos. A outra família não conta com qualquer padronização, é totalmente customizada. Qualquer que seja a venda, no entanto, há um desenvolvimento de projeto específico. “Não temos produtos de prateleira, oferecemos câmaras quentes desenvolvidas para atender às necessidades de plastificação dos clientes”, revela Robson Gonçalves, engenheiro de aplicações da Husky.

O técnico destaca a importância do especialista na hora de se desenvolver o projeto. Ele ressalta que se trata de um serviço muito técnico, cheio de particularidades, “Para cada aplicação, interpelamos os clientes com um questionário técnico bastante completo, para nos certificarmos de todas as condições da operação”, resume. A assistência é prestada durante todas as etapas de construção da ferramenta e a empresa também conta com softwares Moldflow para a realização de simulações de preenchimento.

Suporte global – Fundada nos Estados Unidos em 1958, e hoje com atuação em países situados nos quatro cantos do planeta, a Incoe conta desde 1997 com uma fábrica de câmaras quentes instalada em Itatiba-SP, onde produz uma completa linha de produtos, do projeto até a usinagem das peças. As exceções são alguns componentes, como resistências, termopares e acionamentos dos sistemas valvulados, importados da matriz norte-americana ou da Alemanha.

De acordo com Rollmann, a característica marcante da Incoe é fornecer total suporte aos clientes, a partir do know-how que a companhia desenvolveu ao longo dos anos em todos os países onde atua. “O nosso comprometimento é evidente em todas as áreas,do projeto de engenharia, passando pela instalação e suporte na ferramentaria e no tryout do molde, chegando até a operação e manutenção”, afirma o gerente. Ele destaca que os componentes padrões utilizados estão à disposição dos clientes para entrega imediata. “Garantimos peças de reposição e assistência técnica em nossos sistemas também no caso de moldes importados, mesmo dos que vêm da Ásia”, explica.

Plástico Moderno, Ney Kaiser, diretor de engenharia da Delkron, Câmaras quentes - Vantagens como economia de matéria-prima, redução dos ciclos e melhora da qualidade das peças esquentam as vendas
Kaiser: novos projetos estão começando a ser efetivados

Da mesma forma que os profissionais representantes das demais empresas do setor, Rollmann se mostra muito satisfeito com o desempenho das vendas nos últimos anos. “Em 2007, repetimos os bons resultados obtidos em 2006, com um crescimento em torno de 20%”, informa. “Para 2008, estamos otimistas. Esperamos um aumento significativo nos negócios, muitos projetos novos, ainda não iniciados em 2007, tendem a sair das gavetas”, revela. A expectativa se baseia no crescimento da indústria e na estabilidade econômica. “Esperamos muitos lançamentos de produtos, o que deve gerar a necessidade de novos moldes”, resume.

Pioneira – A Delkron, empresa instalada em Mairiporã (SP), se proclama a primeira a fabricar câmaras quentes no Brasil. “Desde que nascemos, há 20 anos, divulgamos as vantagens da utilização de câmaras quentes”, informa Ney Kaiser. Não se trata de uma companhia de grande porte. Mas, de acordo com seu diretor de engenharia, conta com uma linha completa de produtos, capaz de atender aos projetos mais diferenciados.

O último lançamento da empresa é o sistema dotado com monitoramento da pressão de injeção e temperatura da resina dentro de cada cavidade do molde. “Com o equipamento, é possível monitorar em tempo real as curvas de pressão e temperatura intracavitária versus tempo”, explica. A tecnologia permite uma série de vantagens ao transformador, como a redução do peso das peças e controle de resistência mecânica e de deformações.

Kaiser diz que o atual momento das vendas está muito positivo e atribui o resultado ao bom desempenho da economia. “Existe uma demanda reprimida de projetos novos, que agora começam a ser efetivados”, analisa. Para ele, a utilização de câmaras quentes no Brasil ainda está muito vinculada a produtos injetados em grandes quantidades, como embalagens, utilidades domésticas e eletroeletrônicos.

Apesar do otimismo, segundo Kaiser, o quadro poderia ser ainda melhor. “Ainda existem muitas empresas que utilizam pouco ou não utilizam as câmaras quentes”, afirma. O principal motivo desse cenário seria o desconhecimento e/ou a dificuldade que os ferramenteiros têm na hora de selecionar o conjunto mais adequado ao seu ferramental. Repetindo o discurso dos concorrentes,destaca a importância da assistência técnica oferecida aos clientes, o que permite a correta definição de todos os parâmetros do projeto.

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Usuários comprovam as palavras dos fornecedores. As vantagens oferecidas pelas câmaras quentes proporcionam o retorno rápido dos investimentos necessários para adquiri-las. Uma empresa que atesta a afirmação é a Jaguar, transformadora há 28 anos no mercado. Com fábrica em Jaguariúna-SP, ela conta com 31 injetoras, 650 funcionários e processa uma tonelada de plástico por mês. A Jaguar opera em três segmentos distintos: o de utilidades domésticas, onde atua com marca própria, o de baldes industriais e o de embalagens e tampas para terceiros. Ela conta com 250 moldes ativos, a maioria fabricada na ferramentaria da própria empresa. “Há cinco anos, todos são equipados com câmaras quentes”, revela José Felício Baldasso, diretor-industrial.A Indeplast, no mercado desde 1977, tem a mesma filosofia. Especializada na fabricação de

embalagens, a companhia atua nos campos de injeção, sopro e de flexíveis e conta com 750 funcionários. Com matriz em Diadema-SP e fábrica também em Pirassununga-SP, a empresa trabalha com 40 injetoras. Ao todo, utiliza 150 moldes ativos, dos quais 90% foram fabricados em ferramentaria própria. “Há anos que todos os nossos moldes novos contam com câmaras quentes. Atualmente, elas equipam 99% das ferramentas que utilizamos”, informa Luiz Cortês, diretor- operacional. Os motivos pela preferência são os mesmos indicados pelos fabricantes dos sistemas. “Com as câmaras não há geração de galhos, não há retrabalho e nem a necessidade de moagem. A câmara quente melhora a qualidade do produto e, na maioria das vezes, reduz os ciclos, em especial no caso da injeção de tampas”, resume Baldasso. Cortês assina embaixo.

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