Máquinas e Equipamentos

Câmaras Quentes – Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços

Jose Paulo Sant Anna
25 de setembro de 2009
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    peculiares. São os casos dos sistemas de vedação de bicos com mola, voltados para permitir a operação da câmara quente em faixa ampla de temperaturas sem risco de vazamentos de plásticos. Também são exaltadas as resistências, com características de alto desempenho e durabilidade, os componentes resistentes ao desgaste e corrosão e os sistemas valvulados para múltiplas cavidades back to back. “A Husky oferece a solução mais arrojada quando se deseja stack molds com bicos valvulados”, garante.

    Em busca da eficiência – Fundada em 1958 nos Estados Unidos, a Incoe se encontra no Brasil desde 1997, quando passou a contar com equipes especializadas locais e instalou uma fábrica de componentes em Itatiba-SP. “Com vendas e escritórios de suporte técnico situados na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, somos comprometidos em dar suporte aos nossos clientes em nível global”, assegura o gerente-geral Michael Rollmann.

    Para o executivo, no mercado extremamente competitivo de hoje, os transformadores têm de procurar melhor eficiência e redução de custos. Esse é o segredo da evolução desse nicho de mercado. “Os sistemas de câmara quente fornecem consideráveis vantagens em termos de redução de ciclos de produção e gastos com matéria-prima”, resume. Uma das características da empresa, de acordo com Rollmann, é a de manter componentes-padrão estocados, prontos para a entrega nos mais diversos pontos do território nacional. “Nossa plataforma global de produtos assegura a reposição dos componentes em todos os continentes, sempre de acordo com nossos estilos, padrões dimensionais e de qualidade”, afirma.

    A linha de câmaras quentes da Incoe comercializada no Brasil é bastante completa. É formada, entre outros, por sistemas convencionais, mais indicados para aplicações de menor valor agregado cujo objetivo principal é a eliminação dos canais frios. Também conta com sistemas valvulados, para aplicações como peças com elevado rigor visual, em que não são permitidas as presenças de emendas frias, ou elevada precisão, resultante do melhor controle do processo e redução da tensão exercida sobre o material.

    Os sistemas pneumáticos fornecidos têm alimentação de ar por meio de furações, com entradas de ar dos cilindros na fase superior. Os hidráulicos são fornecidos com tubulação dobrada, para facilitar a montagem no molde e elevar a robustez do sistema. As passagens dos tubos são previstas em projeto, para reduzir o tempo de instalação. A empresa também fornece as placas onde são montadas as câmaras quentes (hot halves), resistências blindadas com dois filamentos separados em cada resistência de bico (twin heater) e uma série de outros itens especiais.

    Estoque – Há alguns anos, o porta-molde era o carro-chefe das vendas da Tecnoserv. A crescente procura por câmaras quentes vem alterando esse perfil. “Há uns cinco ou oito anos, as câmaras quentes respondiam por algo em torno de 8% de nosso faturamento. Hoje, elas representam 40%”, revela Teixeira.

    Para o dirigente, a demanda atual das câmaras se estende para equipar ampla variação de moldes, de resinas commodities a plásticos de engenharia, para peças voltadas aos mais diversos segmentos industriais, como os de embalagens, medicina, utensílios domésticos, industrial, automobilístico, de eletroeletrônicos e outros. “Elas se popularizaram, os principais transformadores estão conscientes do retorno rápido proporcionado pelas câmaras”, justifica.

    Um dos segredos da Tecnoserv tem sido o de investir bastante em peças de reposição. “Temos estoques para pronta entrega de vários componentes, em especial de resistências voltadas para câmaras dos mais diversos fabricantes”, revela. Teixeira adverte: para se atingir ganhos expressivos, os usuários devem estar bem treinados para lidar com as câmaras. “A má regulagem da máquina pode por tudo a perder”, avalia. Por isso, ele aposta no treinamento como forma de se alcançar os resultados esperados. “No caso da câmara quente, as ações de pós-venda são muito importantes”, resume.

    Sem crise – A Delkron, criada há 22 anos e instalada em Mairiporã-SP, tem se beneficiado com o desenvolvimento desse nicho de mercado. “Nós temos crescido de forma constante”, diz Kaiser. Neste ano, com exceção do primeiro trimestre, quando foi afetada pela crise, a empresa tem apresentado resultados muito positivos. “Desde abril estamos crescendo 50% em relação ao mesmo período do ano passado”, revela o diretor de engenharia.

    Um dos motivos dos bons resultados tem sido o lançamento recente de um equipamento fruto de mais de dez anos de pesquisas e testes de produção. Trata-se do sistema de câmara quente Delkron série “E”, todo fabricado de aço inox e com a parte elétrica encapsulada, o que resulta em vida útil muito longa. “O sistema é praticamente isento de qualquer desgaste e da necessidade de ajustes ou manutenções após a instalação”, informa.

    O equipamento da Delkron vem composto com acessórios como sensores de temperatura e de pressão intracavitários, que possibilitam a leitura e o registro gráfico da moldagem, cavidade por cavidade. De acordo com o diretor, além da vida útil superior e isenta de manutenção, o controle do processo de injeção permite a visualização e registro de problemas na moldagem da peça durante o ciclo de injeção. “Qualquer problema da injetora que interfira na moldagem também é identificado no painel de controle Delkron e registrado de forma gráfica precisa, com dados como hora, minuto e segundo e condições nas quais foram geradas as peças”, diz.

    Kaiser, diretor de engenharia da Delkron, fala sobre a possibilidade oferecida pelos equipamentos valvulados Delkron de movimentos simultâneos de dosagem de resina e abertura da máquina injetora, sem problemas de escorrimento de plástico entre as placas do molde que estão abertas. Essas propriedades, na visão do diretor, permitem melhor acabamento do ponto de entrada de resina na peça, menores índices de tensão e maior produtividade. “A dosagem de resina pode ocorrer em paralelo à abertura do molde, extração da peça e fechamento da máquina para o início do novo ciclo produtivo, o que resulta em ganho de tempo produtivo. Temos acompanhado casos em que o ciclo foi reduzido em até 25%”, informa.

     

    Periféricos engordam as vendas

    O mercado de câmaras quentes para moldes de injeção também é composto por uma série de itens periféricos, voltados para a supervisão das temperaturas da resina utilizadas ou outras funções. Trata-se de mais um mercado promissor para os fornecedores desses equipamentos.

    Uma das empresas a se aproveitar desse nicho é a Polimold. Entre os aparelhos oferecidos pela empresa, destaque para o

    Plástico, CÂMARAS   QUENTES - Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços

    Aparelho para controle de movimento das válvulas pneumáticas

    lançamento feito na última edição da Brasilplast, realizada em maio no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Trata-se de um aparelho para controle de movimento das válvulas pneumáticas presentes nos sistemas valvulados. Antes, a empresa comercializava aparelhos similares fornecidos por meio de terceiros. “Os novos modelos controlam os tempos de injeção em qualquer ferramenta, não só nas fabricadas com os nossos porta-moldes”, destaca Cleber Silva, gerente de desenvolvimento e marketing.

    A Husky também atua nesse mercado. “Desde 2008, a empresa monta no Brasil seus controladores de temperatura”, conta o gerente de área Paulo Brasileiro. Os modelos mais simples, de até doze zonas, são equipados com interface sensível ao toque, proteção elétrica nas duas fases, leitura de corrente e alocação do termopar à zona de controle via software. “São características raramente disponíveis para equipamentos do gênero”, garante o gerente. Os controladores também possuem placas de controle independentes e substituíveis no campo. “Essa característica é desejável para a simplicidade e rapidez de manutenção”, emenda.

    Controladores de temperatura também se encontram entre as atrações da Incoe. A empresa oferece um microprocessador com até 128 zonas de controle, com precisão em torno de 0,5 grau Celsius. Outro produto é um dispositivo para controle das injeções sequenciais, cuja abertura das válvulas se dá por tempo ou posição da rosca. A empresa também destaca seus acessórios para máquinas injetoras, como filtros homogeneizadores e bicos extensores.

     

     



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