Máquinas e Equipamentos

Câmaras Quentes – Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços

Jose Paulo Sant Anna
25 de setembro de 2009
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    Kaiser faz outra afirmação surpreendente. De acordo com seus cálculos, em alguns casos, as ferramentas desprovidas de câmaras quentes saem mais caras do que as equipadas com o componente. “O custo de um molde com câmara quente só é maior quando comparado ao com  canal frio previsto na linha de fechamento das cavidades (injeção lateral ao produto). O custo é normalmente menor do que os convencionais, em torno de 15% a 20%, quando estes têm placas flutuantes de canais (injeção no topo do produto)”, afirma.

    Novidades – A Polimold nasceu como fabricante de porta-moldes, mercado em que é líder no país, e fabrica câmaras há dezessete anos, em suas plantas industriais localizadas em São Bernardo do Campo-SP e na cidade do México. A empresa oferece ao mercado uma família bastante ampla e diversificada, com várias opções de manifolds padronizados. “Trabalhamos com custos reduzidos e processos otimizados”, diz Silva.

    Plástico, Cleber Silva, gerente de desenvolvimento e marketing da Polimold, Câmaras Quentes - Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços

    Silva aposta na adoção de processos otimizados

    Ao todo, a empresa oferece quatro famílias de buchas quentes para as mais diversificadas aplicações. A linha Polifast é formada por produtos para injeção de materiais commodities e pequenos volumes de plástico. “Promovem excelente vestígio e são indicadas principalmente para moldes com alta produtividade, nos quais acabamento, repetibilidade e alta velocidade dos ciclos são fatores imprescindíveis”, explica Agenor Gualberto, gerente de produtos.

    A série Policosmetic conta com buchas para operações de maiores volumes de injeção e materiais commodities. “Ela possibilita baixa transferência de calor, excelente estabilidade térmica e baixa dissipação de calor para as placas do molde e do produto”, diz Gualberto. A Polimax é voltada para projetos nos quais se usam poliolefinas e plásticos de engenharia. A linha Polivalve é formada por sistemas valvulados para diversas aplicações e por conjuntos dotados de cilindros, dispositivos de acionamento e elementos de travamento, entre outros itens.

    “Estamos introduzindo no mercado um novo cilindro de atuação para sistemas valvulados, de menor tamanho e mesmo poder de atuação. Esse novo modelo possui menos usinagem, o que o torna mais acessível, além de facilitar o processo de manutenção e reparo e de exigir menor tempo de montagem e desmontagem”, garante Gualberto.

    Nacionalização – De origem canadense, a Husky foi criada há quinze anos e seu negócio original era o de produzir células completas de equipamentos para transformação de embalagens de PET. Com o passar do tempo, diversificou sua linha, se especializando também na produção de câmaras quentes. A empresa conta com duas fábricas na China, além de plantas industriais nos Estados Unidos, em Luxemburgo e no Brasil. Ao todo, mantém 44 escritórios em todo o mundo, onde são atendidos pedidos de cerca de cem países.

    “Em sistemas de câmaras quentes, nós cobrimos praticamente todos os segmentos do mercado”, revela Paulo Brasileiro, gerente de área da Husky. No Brasil, a fábrica foi inaugurada em 1999 no município de Jundiaí-SP. No início, todas as câmaras quentes vendidas no mercado nacional eram importadas. No final de 2004, começou o processo de nacionalização dos manifolds, 100% nacionais desde 2006.

    De acordo com Brasileiro, as vendas por aqui sobem todos os anos. “A partir de 2002, o crescimento foi acelerado, chegamos a praticamente dobrar o volume de vendas de um ano para o outro”, diz. Os bons resultados permanecem, apesar da redução do volume de moldes produzidos no Brasil por causa da crise e da concorrência dos importados. “A Husky projeta crescimento em 2009. Nossos principais clientes operam em mercados de moldes duráveis e de maior demanda tecnológica e não foram tão afetados pela economia”, justifica. Para o gerente, o crescimento da empresa merece ser ressaltado, pois o mercado de ferramentas passa por momentos de retração. Uma das características da Husky, diz Brasileiro, é a de avaliar de forma individual todos os projetos de câmaras quentes. “Mesmo para o sistema mais simples de injeção de resinas de uso geral, empregamos práticas de engenharia como análises de fluxo e análises térmicas, o que nos diferencia da concorrência. Todo projeto é avaliado em vários níveis, de modo que garanta resultado positivo desde o primeiro teste e constância durante toda a vida da ferramenta”, informa.

    O gerente também ressalta alguns produtos oferecidos com características



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