Câmaras Quentes – Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços

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Na gíria, a expressão “quebrar um galho” significa ajudar, resolver um problema. As câmaras quentes para moldes de injeção “quebram o galho” dos transformadores. Ou, em português literal, elas eliminam os galhos das peças injetadas. Com isso, diminuem o tempo dos ciclos e o volume de refugos. De quebra, apresentam uma série de outras vantagens. Segundo os fornecedores do componente, apresentam retorno bastante rápido do investimento.

Essas vantagens fizeram as câmaras quentes caírem no gosto dos usuários. Desde o início dos anos 90, quando os primeiros modelos do componente passaram a ser utilizados no Brasil, até hoje, o mercado se multiplicou de maneira impressionante. Há vinte anos, elas eram pouco conhecidas e custavam muito caro. O crescimento da procura permitiu maior escala de produção e a redução dos preços praticados pelos fornecedores. A queda do dólar verificada nos

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Câmaras da Polimold têm alto índice de nacionalização

últimos anos também favoreceu, pois a presença de peças importadas nas câmaras é significativa. Hoje não há molde novo, projetado para produzir lotes de peças numerosos ou com design técnico, em que a câmara não esteja presente. E elas também estão entrando nos moldes mais simples.

Existem várias empresas atuando como fornecedoras. São poucas as participantes com produtos quase 100% nacionais. Nesse time, a Polimold, marca bastante conhecida no mundo dos porta-moldes, e a Fator atuam com destaque. Vale ressaltar: quando as condições da economia ajudam, a Polimold exporta com sucesso suas câmaras para os Estados Unidos e países da Europa e Ásia. Outras empresas contam com índice de nacionalização menor, entre elas, poderosas multinacionais, como Husky e Incoe, que mantêm escritórios no Brasil. Ainda podem ser citadas Tecnoserv e Delkron, empresas nacionais presentes no ramo.

Também merece atenção o crescimento da procura de câmaras quentes dotadas com sistemas valvulados, nos quais o fluxo de preenchimento do material no molde é controlado por sistemas hidráulicos ou pneumáticos. Os sistemas valvulados são sofisticados e indicados para a fabricação de peças em moldes com mais de um ponto de injeção. Eles permitem a fluência “inteligente” do material dentro do molde e têm como finalidade evitar o surgimento de linhas de emenda, ou de pontos com menor resistência mecânica.

O desenvolvimento deste mercado nas duas últimas décadas não apaga os problemas proporcionados pela economia em cenário mais recente. A crise passou por momentos piores, hoje a indústria está em recuperação. Desde o último mês de outubro, no entanto, lançamentos de produtos dos mais diversos segmentos foram adiados. Moldes deixaram de ser fabricados, prejudicando a venda das câmaras, negócio diretamente ligado ao desempenho das ferramentarias.

Nacionais e importados – Para os fornecedores nacionais, um agravante: “Vivemos um momento singular. Com a crise forte vivida na Europa e nos Estados Unidos, e o Brasil se recuperando de forma mais rápida, empresas internacionais têm buscado novas oportunidades no mercado local. Elas estão agressivas e praticam preços mais baixos aqui do que em seus países de origem”, acusa Cleber Silva, gerente de desenvolvimento e marketing da Polimold. O argumento, lógico, não é reconhecido pelos representantes das multinacionais.

Plástico, Maurício Brunelli, gerente de vendas da Polimold, Câmaras Quentes - Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços
Brunelli: concorrência com importados é desleal

Maurício Brunelli, gerente de vendas da Polimold, projeta o pensamento para o segmento de moldes prontos. Ele lamenta a importação expressiva de ferramentas vindas da Ásia. “Dados oficiais revelam forte crescimento na importação nos últimos cinco anos. É um cenário lamentável para toda a cadeia produtiva de moldes e sua periferia, o qual ocasiona a perda de mão-de-obra qualificada, de receitas e proporciona o fechamento de ferramentarias, em especial as de pequeno e médio porte”, define. Os dois profissionais defendem a criação de regras de importação mais justas, nas quais os nacionais possam competir em condições de igualdade.

O índice de nacionalização das câmaras quentes oferecidas ao mercado varia caso a caso, de acordo com as características dos fabricantes. “Nós importamos apenas as resistências, todos os demais componentes das câmaras fazemos em casa”, informa Silva. Por outros componentes, o executivo quer dizer bicos quentes, ponteiras de bicos, placas nas quais as câmaras quentes são acondicionadas e outros itens.

O manifold, nome dado à placa central das câmaras quentes, apontado como o “coração” do conjunto, na maioria dos casos é usinado por aqui. Tanto aqueles com medidas padronizadas, fornecidos por algumas empresas, quanto os feitos por encomenda, para atender às necessidades especiais requeridas por determinadas peças. Um exemplo pode ser encontrado na Husky, empresa de origem canadense presente em mais de 40 países. Desde 2006 ela nacionaliza a produção de todos os manifolds vendidos no mercado nacional.

Situação semelhante ocorre com a Tecnoserv. “Faço o manifold. Outros componentes eu trago de fora, é a maneira de me manter competitivo”, revela o diretor técnico Wilson Teixeira. Ele justifica a atitude. “Antes eu fabricava os bicos quentes usados nas câmaras quentes, em torno de trezentas unidades por mês. Hoje eu compro os bicos de uma empresa da Nova Zelândia que produz 400 bicos por turno. É impossível competir em preços com eles”, informa.

Matemática – As vantagens oferecidas pelas câmaras quentes são bem conhecidas. Mas, quanto elas valem em termos de custo e benefício? Cada caso é um caso. Tudo depende do formato e da quantidade das peças a ser produzidas. Para os especialistas, em média, elas reduzem os tempos dos ciclos em torno de 30% a 60%. A inexistência dos galhos economiza matéria-prima e elimina as operações de reciclagem dos refugos. Cria condições ideais de fluidez da resina durante a operação de injeção, qualquer que seja o plástico utilizado.

Cases são apontados como exemplos desse retorno. Teixeira, da Tecnoserv, apresenta o exemplo fictício de um molde com 32 cavidades, voltado para a fabricação de tampinhas de garrafas PET e utilizado em regime full time. A peça tem peso de 2,1 g. Na ferramenta com câmara quente, o ciclo fica na casa dos 6,2 segundos. Na sem câmara, em 14 segundos. “O ganho por dia pelo aumento do volume de produção, levando-se em conta os preços praticados pelo mercado, fica na casa dos R$ 3.470,00”, calcula. O ganho mensal fica próximo dos R$ 69 mil. “A câmara custa em torno de R$ 70 mil. Nesse exemplo, em um mês ela se paga”, calcula.

Os lucros podem ser maiores. “Estamos desprezando o valor da matéria-prima economizada pela ausência de galhos e a redução do custo de operação de reciclagem desses galhos”, diz. Ele acrescenta outro fator importante: “Com a câmara,

Plástico, Ney Kaiser, diretor de engenharia da Delkron Câmaras Quentes - Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços
Kaiser: custo da peça cai 30%, com câmara quente

é possível trabalhar em injetoras com força de fechamento menor ou, se usarmos a mesma injetora, aplicamos pressões de fechamento de 20% a 30% menores, o que proporciona uma série de outras vantagens.” E ressalta: “Se a aplicação da peça permitir, nós podemos reduzir a largura da parede da tampinha, injetando peças com peso de 1,9 g, algo difícil de se obter em moldes comuns.”

Um outro exemplo, este real, é apontado por Ney Kaiser, diretor de engenharia da Delkron, pequena empresa nacional que se autointitula pioneira na fabricação de câmaras quentes no Brasil. Ele lembra o caso de um molde dedicado à fabricação de talheres com espessura fina, dotado com 24 cavidades. Sem a câmara, a massa do canal correspondia a 33% da massa total da injeção. O ciclo era de 19,5 segundos e a máquina utilizada tinha 300 toneladas de força de fechamento. “Após a implantação do conjunto de câmara quente, os ciclos caíram para 5,4 segundos. O mesmo molde obteve redução de 72% no tempo da operação. O mesmo conjunto molde + máquina passou a produzir cerca de três vezes mais peças”, diz Kaiser. Cálculos feitos pelo diretor apontam redução de 30% do custo da peça moldada. “O custo da hora máquina/peça foi reduzido em 72%. A energia

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Câmaras da Delkron garantem economia

despendida caiu 20%. Os custos de moagem e recuperação do material do canal deixaram de existir. A movimentação e o armazenamento de canais dentro da fábrica desapareceram, o que permitiu a liberação de áreas e pessoas para outras atividades”, ressalta.

O projeto contou com nova etapa. Em novos moldes, voltados para a fabricação de talheres, foi aumentada a quantidade de cavidades, medida facilitada com a utilização das câmaras quentes. “Com as câmaras, a resina chega às cavidades sem a perda de temperatura ocorrida nas ferramentas tradicionais. Fizemos moldes com 48 cavidades com uma superfície de fechamento e de 96 cavidades com duas superfícies, os chamados stack-molds”, explica. O ciclo de produção para moldes com 48 cavidades ficou na casa dos 5,5 segundos e para os de 96 cavidades, 6,7 segundos. “Houve incremento total da capacidade de produção da ordem de 11,6 vezes e redução de custos por peça moldada de 45%”, afirma.

Kaiser faz outra afirmação surpreendente. De acordo com seus cálculos, em alguns casos, as ferramentas desprovidas de câmaras quentes saem mais caras do que as equipadas com o componente. “O custo de um molde com câmara quente só é maior quando comparado ao com  canal frio previsto na linha de fechamento das cavidades (injeção lateral ao produto). O custo é normalmente menor do que os convencionais, em torno de 15% a 20%, quando estes têm placas flutuantes de canais (injeção no topo do produto)”, afirma.

Novidades – A Polimold nasceu como fabricante de porta-moldes, mercado em que é líder no país, e fabrica câmaras há dezessete anos, em suas plantas industriais localizadas em São Bernardo do Campo-SP e na cidade do México. A empresa oferece ao mercado uma família bastante ampla e diversificada, com várias opções de manifolds padronizados. “Trabalhamos com custos reduzidos e processos otimizados”, diz Silva.

Plástico, Cleber Silva, gerente de desenvolvimento e marketing da Polimold, Câmaras Quentes - Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços
Silva aposta na adoção de processos otimizados

Ao todo, a empresa oferece quatro famílias de buchas quentes para as mais diversificadas aplicações. A linha Polifast é formada por produtos para injeção de materiais commodities e pequenos volumes de plástico. “Promovem excelente vestígio e são indicadas principalmente para moldes com alta produtividade, nos quais acabamento, repetibilidade e alta velocidade dos ciclos são fatores imprescindíveis”, explica Agenor Gualberto, gerente de produtos.

A série Policosmetic conta com buchas para operações de maiores volumes de injeção e materiais commodities. “Ela possibilita baixa transferência de calor, excelente estabilidade térmica e baixa dissipação de calor para as placas do molde e do produto”, diz Gualberto. A Polimax é voltada para projetos nos quais se usam poliolefinas e plásticos de engenharia. A linha Polivalve é formada por sistemas valvulados para diversas aplicações e por conjuntos dotados de cilindros, dispositivos de acionamento e elementos de travamento, entre outros itens.

“Estamos introduzindo no mercado um novo cilindro de atuação para sistemas valvulados, de menor tamanho e mesmo poder de atuação. Esse novo modelo possui menos usinagem, o que o torna mais acessível, além de facilitar o processo de manutenção e reparo e de exigir menor tempo de montagem e desmontagem”, garante Gualberto.

Nacionalização – De origem canadense, a Husky foi criada há quinze anos e seu negócio original era o de produzir células completas de equipamentos para transformação de embalagens de PET. Com o passar do tempo, diversificou sua linha, se especializando também na produção de câmaras quentes. A empresa conta com duas fábricas na China, além de plantas industriais nos Estados Unidos, em Luxemburgo e no Brasil. Ao todo, mantém 44 escritórios em todo o mundo, onde são atendidos pedidos de cerca de cem países.

“Em sistemas de câmaras quentes, nós cobrimos praticamente todos os segmentos do mercado”, revela Paulo Brasileiro, gerente de área da Husky. No Brasil, a fábrica foi inaugurada em 1999 no município de Jundiaí-SP. No início, todas as câmaras quentes vendidas no mercado nacional eram importadas. No final de 2004, começou o processo de nacionalização dos manifolds, 100% nacionais desde 2006.

De acordo com Brasileiro, as vendas por aqui sobem todos os anos. “A partir de 2002, o crescimento foi acelerado, chegamos a praticamente dobrar o volume de vendas de um ano para o outro”, diz. Os bons resultados permanecem, apesar da redução do volume de moldes produzidos no Brasil por causa da crise e da concorrência dos importados. “A Husky projeta crescimento em 2009. Nossos principais clientes operam em mercados de moldes duráveis e de maior demanda tecnológica e não foram tão afetados pela economia”, justifica. Para o gerente, o crescimento da empresa merece ser ressaltado, pois o mercado de ferramentas passa por momentos de retração. Uma das características da Husky, diz Brasileiro, é a de avaliar de forma individual todos os projetos de câmaras quentes. “Mesmo para o sistema mais simples de injeção de resinas de uso geral, empregamos práticas de engenharia como análises de fluxo e análises térmicas, o que nos diferencia da concorrência. Todo projeto é avaliado em vários níveis, de modo que garanta resultado positivo desde o primeiro teste e constância durante toda a vida da ferramenta”, informa.

O gerente também ressalta alguns produtos oferecidos com características peculiares. São os casos dos sistemas de vedação de bicos com mola, voltados para permitir a operação da câmara quente em faixa ampla de temperaturas sem risco de vazamentos de plásticos. Também são exaltadas as resistências, com características de alto desempenho e durabilidade, os componentes resistentes ao desgaste e corrosão e os sistemas valvulados para múltiplas cavidades back to back. “A Husky oferece a solução mais arrojada quando se deseja stack molds com bicos valvulados”, garante.

Em busca da eficiência – Fundada em 1958 nos Estados Unidos, a Incoe se encontra no Brasil desde 1997, quando passou a contar com equipes especializadas locais e instalou uma fábrica de componentes em Itatiba-SP. “Com vendas e escritórios de suporte técnico situados na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, somos comprometidos em dar suporte aos nossos clientes em nível global”, assegura o gerente-geral Michael Rollmann.

Para o executivo, no mercado extremamente competitivo de hoje, os transformadores têm de procurar melhor eficiência e redução de custos. Esse é o segredo da evolução desse nicho de mercado. “Os sistemas de câmara quente fornecem consideráveis vantagens em termos de redução de ciclos de produção e gastos com matéria-prima”, resume. Uma das características da empresa, de acordo com Rollmann, é a de manter componentes-padrão estocados, prontos para a entrega nos mais diversos pontos do território nacional. “Nossa plataforma global de produtos assegura a reposição dos componentes em todos os continentes, sempre de acordo com nossos estilos, padrões dimensionais e de qualidade”, afirma.

A linha de câmaras quentes da Incoe comercializada no Brasil é bastante completa. É formada, entre outros, por sistemas convencionais, mais indicados para aplicações de menor valor agregado cujo objetivo principal é a eliminação dos canais frios. Também conta com sistemas valvulados, para aplicações como peças com elevado rigor visual, em que não são permitidas as presenças de emendas frias, ou elevada precisão, resultante do melhor controle do processo e redução da tensão exercida sobre o material.

Os sistemas pneumáticos fornecidos têm alimentação de ar por meio de furações, com entradas de ar dos cilindros na fase superior. Os hidráulicos são fornecidos com tubulação dobrada, para facilitar a montagem no molde e elevar a robustez do sistema. As passagens dos tubos são previstas em projeto, para reduzir o tempo de instalação. A empresa também fornece as placas onde são montadas as câmaras quentes (hot halves), resistências blindadas com dois filamentos separados em cada resistência de bico (twin heater) e uma série de outros itens especiais.

Estoque – Há alguns anos, o porta-molde era o carro-chefe das vendas da Tecnoserv. A crescente procura por câmaras quentes vem alterando esse perfil. “Há uns cinco ou oito anos, as câmaras quentes respondiam por algo em torno de 8% de nosso faturamento. Hoje, elas representam 40%”, revela Teixeira.

Para o dirigente, a demanda atual das câmaras se estende para equipar ampla variação de moldes, de resinas commodities a plásticos de engenharia, para peças voltadas aos mais diversos segmentos industriais, como os de embalagens, medicina, utensílios domésticos, industrial, automobilístico, de eletroeletrônicos e outros. “Elas se popularizaram, os principais transformadores estão conscientes do retorno rápido proporcionado pelas câmaras”, justifica.

Um dos segredos da Tecnoserv tem sido o de investir bastante em peças de reposição. “Temos estoques para pronta entrega de vários componentes, em especial de resistências voltadas para câmaras dos mais diversos fabricantes”, revela. Teixeira adverte: para se atingir ganhos expressivos, os usuários devem estar bem treinados para lidar com as câmaras. “A má regulagem da máquina pode por tudo a perder”, avalia. Por isso, ele aposta no treinamento como forma de se alcançar os resultados esperados. “No caso da câmara quente, as ações de pós-venda são muito importantes”, resume.

Sem crise – A Delkron, criada há 22 anos e instalada em Mairiporã-SP, tem se beneficiado com o desenvolvimento desse nicho de mercado. “Nós temos crescido de forma constante”, diz Kaiser. Neste ano, com exceção do primeiro trimestre, quando foi afetada pela crise, a empresa tem apresentado resultados muito positivos. “Desde abril estamos crescendo 50% em relação ao mesmo período do ano passado”, revela o diretor de engenharia.

Um dos motivos dos bons resultados tem sido o lançamento recente de um equipamento fruto de mais de dez anos de pesquisas e testes de produção. Trata-se do sistema de câmara quente Delkron série “E”, todo fabricado de aço inox e com a parte elétrica encapsulada, o que resulta em vida útil muito longa. “O sistema é praticamente isento de qualquer desgaste e da necessidade de ajustes ou manutenções após a instalação”, informa.

O equipamento da Delkron vem composto com acessórios como sensores de temperatura e de pressão intracavitários, que possibilitam a leitura e o registro gráfico da moldagem, cavidade por cavidade. De acordo com o diretor, além da vida útil superior e isenta de manutenção, o controle do processo de injeção permite a visualização e registro de problemas na moldagem da peça durante o ciclo de injeção. “Qualquer problema da injetora que interfira na moldagem também é identificado no painel de controle Delkron e registrado de forma gráfica precisa, com dados como hora, minuto e segundo e condições nas quais foram geradas as peças”, diz.

Kaiser, diretor de engenharia da Delkron, fala sobre a possibilidade oferecida pelos equipamentos valvulados Delkron de movimentos simultâneos de dosagem de resina e abertura da máquina injetora, sem problemas de escorrimento de plástico entre as placas do molde que estão abertas. Essas propriedades, na visão do diretor, permitem melhor acabamento do ponto de entrada de resina na peça, menores índices de tensão e maior produtividade. “A dosagem de resina pode ocorrer em paralelo à abertura do molde, extração da peça e fechamento da máquina para o início do novo ciclo produtivo, o que resulta em ganho de tempo produtivo. Temos acompanhado casos em que o ciclo foi reduzido em até 25%”, informa.

 

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O mercado de câmaras quentes para moldes de injeção também é composto por uma série de itens periféricos, voltados para a supervisão das temperaturas da resina utilizadas ou outras funções. Trata-se de mais um mercado promissor para os fornecedores desses equipamentos.

Uma das empresas a se aproveitar desse nicho é a Polimold. Entre os aparelhos oferecidos pela empresa, destaque para o

Plástico, CÂMARAS QUENTES - Demanda aquecida assegura maior escala de produção e provoca queda nos preços
Aparelho para controle de movimento das válvulas pneumáticas

lançamento feito na última edição da Brasilplast, realizada em maio no Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Trata-se de um aparelho para controle de movimento das válvulas pneumáticas presentes nos sistemas valvulados. Antes, a empresa comercializava aparelhos similares fornecidos por meio de terceiros. “Os novos modelos controlam os tempos de injeção em qualquer ferramenta, não só nas fabricadas com os nossos porta-moldes”, destaca Cleber Silva, gerente de desenvolvimento e marketing.

A Husky também atua nesse mercado. “Desde 2008, a empresa monta no Brasil seus controladores de temperatura”, conta o gerente de área Paulo Brasileiro. Os modelos mais simples, de até doze zonas, são equipados com interface sensível ao toque, proteção elétrica nas duas fases, leitura de corrente e alocação do termopar à zona de controle via software. “São características raramente disponíveis para equipamentos do gênero”, garante o gerente. Os controladores também possuem placas de controle independentes e substituíveis no campo. “Essa característica é desejável para a simplicidade e rapidez de manutenção”, emenda.

Controladores de temperatura também se encontram entre as atrações da Incoe. A empresa oferece um microprocessador com até 128 zonas de controle, com precisão em torno de 0,5 grau Celsius. Outro produto é um dispositivo para controle das injeções sequenciais, cuja abertura das válvulas se dá por tempo ou posição da rosca. A empresa também destaca seus acessórios para máquinas injetoras, como filtros homogeneizadores e bicos extensores.

 

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