Plástico

Câmara quente – Sistemas mais precisos e com custos menores avançam sobre a injeção tradicional com galhos

Simone Ferro
12 de março de 2007
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    Os sistemas seqüenciais permitem a moldagem de peças com diferentes volumes em um único molde, como potes e tampas, o que antes só era possível com duas ferramentas e duas injetoras. Outra questão importante se refere à segurança do usuário final. “Em algumas peças, a ausência de vestígios é necessária não apenas para preservar o aspecto visual, mas também para não machucar a mão do usuário. Esse é o caso dos produtos da linha branca, artigos infantis, peças de acabamento e todos os itens sujeitos ao manuseio”, explica Loguercio.

    Mercado – O diretor-comercial da Fator ressalta o aquecimento do mercado nos primeiros meses de 2007. “Projetos iniciados no ano passado começaram a ser desencadeados. As vendas de janeiro e fevereiro tiveram um incremento de 31% no comparativo com o mesmo período de 2006”, afirma.

    A exemplo da concorrência, também registrou a evolução dos sistemas valvulados. “O avanço do PET contribuiu, em virtude da própria característica do processo, com margens muito pequenas de tolerância, exigindo peças com boa transparência e estabilidades processual e dimensional.”

    A linha da Fator é composta por sistemas de câmaras quentes e bicos únicos convencionais, valvulados e valvulados seqüenciais; controladores de temperatura; controladores de sistemas valvulados seqüenciais, além do serviço de simulação de injeção e assessoria no desenvolvimento de ferramentais com câmara quente.
    Dentre os lançamentos mais recentes, ele destaca os sistemas valvulados seqüenciais e seus periféricos, como os controladores seqüenciais dos atuadores pneumáticos ou hidráulicos, e os acumuladores de pressão que garantem a uniformização de trabalho dos atuadores.

    O índice de nacionalização dos produtos alcança 87%. “Só importamos materiais sem similar para garantir e manter a qualidade original.” A Fator iniciou a fabricação com um índice de nacionalização da ordem de 45%. “Verificamos o esforço de toda a cadeia produtiva e o comprometimento de fornecedores internos e externos para esses resultados.” A empresa exporta 5% da produção para a América Latina.
    A Mold-Master do Brasil, de Sumaré-SP, também registrou aumento das vendas da ordem de 30% nos dois primeiros meses do ano. Porém, a oferta nacional continua maior que a demanda. De acordo com o diretor-geral, Afonso Podadera, a situação gera os temidos “leilões” e a comparação entre sistemas de alta e baixa tecnologia.

    A empresa oferece sistemas de câmaras quentes, controladores de temperatura, porta-moldes especiais e hot halves, além de prestar serviços para a adaptação de câmaras quentes em moldes convencionais ou com sistemas obsoletos. “O índice de nacionalização fica em torno de 65%, e varia de acordo com a composição do sistema”, diz Podadera.

    Entre os lançamentos mais recentes, destaca a linha Fusion para produção de peças de médio e grande porte da indústria automobilística. “Garante vantagens na montagem e na manutenção, e oferece diversos recursos tecnológicos”, assegura.
    Dentre as aplicações está a moldagem de componentes de interiores de carros. “O controle de temperatura independente da zona frontal do bico permite ampla janela de processamento.” De acordo com o fabricante, a Fusion esteve em desenvolvimento por dois anos e representa uma das linhas de produtos mais valorizadas em termos de engenharia da Mold-Master.

    A linha inclui bicos de até 32” (800 mm) de altura, diâmetros até 1” (25 mm), e pesos de injeção de até 3.500 gramas por bico. Segundo Podadera, está disponível com uma variedade de métodos de gates – hot tip, sprue or valve gate. Termopares duplos, primário e secundário, são utilizados para elementos resistivos de bicos e manifolds.

    A Mold-Master exporta sistemas de câmara quente e controladores para a América do Sul e Central, e manifolds para o Japão. Dentre os investimentos mais recentes do grupo, Podadera cita a inauguração da fábrica da China, a ampliação das fábricas da Alemanha e da Carolina do Norte e o início do projeto de nova fábrica no Canadá.

    De acordo com Podadera, existe uma infinidade de aplicações que podem ser atendidas pelo sistema convencional. “Em alguns casos, o sistema valvulado traria vantagens adicionais. No entanto, no Brasil a visão é muito voltada apenas para os custos.”

    Na sua avaliação, o mercado potencial para o valvulado é disparado o automobilístico, devido ao uso de seqüencial. “No caso específico do PET, é praticamente uma obrigatoriedade do processo.” Porém, Podadera ressalta que o Brasil ainda está defasado devido à falta de conhecimento e treinamento do usuário final, adaptação das injetoras e custo.



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