Plástico

Câmara quente – Sistemas mais precisos e com custos menores avançam sobre a injeção tradicional com galhos

Simone Ferro
12 de março de 2007
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    O modelo da Delkron também possui duplo êmbolo. “No mesmo corpo do cilindro operam dois êmbolos, aumentando a força de acionamento que passou de 100 Kgf para 180 Kgf.” Outra questão importante se refere à redução do custo em torno de 30%. A nova linha substituiu a anterior com mangueiras, e ajudou a incrementar o faturamento da empresa em 15%. “Aumentamos a nossa participação no mercado nacional.”

    Plástico Moderno, Luís Antonio Pavezzi, gerente de vendas da HDB, de Cotia-SP, Câmara quente - Sistemas mais precisos e com custos menores avançam sobre a injeção tradicional com galhos

    Pavezzi: sistema requer boa usinagem e material adequado

    Novos sensores – Dentre os lançamentos da Delkron, Kaiser destaca ainda os sensores que medem a pressão de injeção e temperatura dentro da cavidade. Trata-se de um acessório que pode ser usado em sistemas valvulados e convencionais apresentados ao mercado em 2006.

    O painel de controle da câmara quente recebe a informação dos sensores em tempo real. Com isso, o operador da máquina consegue identificar e corrigir rapidamente o problema. “Os sensores permitem definir o perfil de injeção por cavidade, por molde ou por conjunto de cavidades.”

    Os sensores apontam qualquer variação dos parâmetros de pressão e temperatura, facilitando a identificação de lotes fabricados fora do padrão de moldagem, mesmo quando não apresentam defeitos visuais. “Falhas na pressão de injeção podem resultar em peças visualmente normais, mas que não atendem às especificações relativas à resistência, entre outros parâmetros.”

    Kaiser exemplifica com o caso de um cliente do setor automotivo: “O aumento involuntário da pressão de injeção resultou na moldagem de uma peça 50 gramas mais pesada que o especificado.” Em vez de 440 gramas, a ventoinha do radiador, fabricada em náilon, saiu da injetora com 490 gramas. “Além de empregar mais resina, a peça ficou tensionada, aumentando o risco de quebra.”

    Antes de encerrar o processamento, o operador já havia identificado o problema, evitando a produção de lote defeituoso. A Delkron trabalhou catorze anos nesse desenvolvimento. “Temos seis ferramentas operando com os sensores e o retorno dos clientes é excelente.” Segundo Kaiser, outras vantagens são a redução do tempo de set up e o controle efetivo do processo. O investimento do transformador fica em torno de R$ 1.500,00 por cavidade.

    Mais valvulados – A HDB também aumentou as vendas dos sistemas valvulados da Ewikon. A empresa alemã fabrica sistemas de câmara quente com aquecimento interno, externo e combinado; sistemas especiais; stack mold; hot halves e controladores de temperatura.

    Plástico Moderno, Ney Kaiser, diretor de engenharia da Delkron, de Mairiporã-SP, Câmara quente - Sistemas mais precisos e com custos menores avançam sobre a injeção tradicional com galhos

    Kaiser vê a injeção sem canais disseminada em todas as áreas

    A linha de controladores é composta pelo modelo HPS-C-E, para sistemas de baixa voltagem; e o HPS-C-S, para baixa e/ou alta voltagem. “Mescla o uso de distribuidor de alta voltagem e o bico de baixa voltagem”, diz Pavezzi. De acordo com ele, todas as zonas são sincronizadas. “Bicos e distribuidores atingem a temperatura de trabalho ao mesmo tempo.”

    O controlador considera como parâmetro a zona que demanda maior tempo para atingir a temperatura de trabalho. “O aquecimento individual, zona por zona, no processamento de resinas técnicas, pode fazer com que o bico atinja a temperatura de trabalho muito antes do distribuidor, podendo causar a degradação do material. O controlador corrige essa defasagem automaticamente.”

    Na série de câmaras quentes com aquecimento interno, todo calor gerado é dirigido ao plástico. “A resina passa por fora da resistência.” São dois modelos: baixa e alta voltagens, 5 v e 220 v, respectivamente. “O de alta possui resistência tipo cartucho e o de baixa tem haste de aquecimento central, que determina a condução térmica de alta eficiência para a ponta do torpedo, região mais crítica da câmara quente”, explica Pavezzi.

    A câmara quente com bicos de diâmetros reduzidos e aquecimento externo foi desenvolvida para atender principalmente o setor de embalagens. “Tem ponteiras prolongadas, de 5 a 10 mm, que facilitam a adaptação em moldes de difícil acesso à cavidade ou com muitos postiços”, explica. Segundo Pavezzi, o aquecimento combinado mescla as melhores partes de cada tecnologia. “Destina-se ao processamento de resinas técnicas e com cargas, ou para a injeção de múltiplas cavidades.”

    Na Brasilplast, a empresa vai mostrar o bico valvulado com acionamento elétrico dirigido principalmente para o uso em injetoras elétricas ou em injetoras que não possuam válvula. Outro modelo já conhecido é o sistema com acionamento hidráulico ou pneumático incorporado ao bico.” A agulha não atravessa o distribuidor.”

    Plástico Moderno, Fabio Seabra, diretor-geral da Husky do Brasil, de Jundiaí-SP, Câmara quente - Sistemas mais precisos e com custos menores avançam sobre a injeção tradicional com galhos

    Seabra aposta também nos controladores de temperatura

    O gerente-geral da Incoe International Brasil, de Itatiba-SP, Michael Rollmann, também observa a evolução da demanda dos sistemas valvulados. “Percebemos ligeiro aumento na utilização, e acreditamos na tendência de crescimento.”

    Embalagens – O mercado de embalagens é o principal alvo ao priorizar o aspecto do produto final e a redução de ciclo. “Com o mercado extremamente competitivo, os transformadores buscam melhorar a eficiência e reduzir custos. Os moldes cada vez mais complexos exigem um bom projeto do sistema de câmara quente”, atesta Rollmann.

    Os sistemas valvulados também se destinam a aplicações que requeiram baixa pressão de injeção, como a injeção sobre tecido; a seqüencial, para eliminação de emendas frias (pára-choques); ou na produção de peças de alta precisão. “Permitem melhor controle do processo e menor tensionamento do material”, diz o gerente da Incoe.



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