Calçados de poliuretano – predominante em soladosm a resina pode usada com vantagens também em outros componentes

O investimento em soluções inovadoras é preocupação constante da Huntsman. A ideia é diminuir as limitações de fatores como design e processos de produção, de forma que isso instigue a criatividade dos estilistas. Entre os nichos atendidos pela empresa, três são destacados por Paola: o de matéria-prima com dureza intermediária para calçados esportivos, o de baixa dureza para calçados de segurança e o de alta dureza para tacos.

“Lançamos três linhas de produtos recentemente”, informa. A Avalon ABR, com durezas de 85 a 95 shA, apresentam melhoria de até 25% na resistência à abrasão, quando comparada com outros materiais de alto desempenho. A Avalon AHT, com dureza de 90 a 95 shA, permite componentes de elevada transparência, resistência aos raios ultravioleta e à flexão. A Avalon 60AB-ESD, com dureza de 65 shA, foi desenvolvida para utilização em equipamentos rotativos usados para produzir calçados de segurança com característica antiestática.

“Ainda em 2012 vamos lançar produtos para complementar nossa linha smartLite, de poliuretanos termoplásticos expandidos. Outras novidades estão sendo desenvolvidas em nossos laboratórios na Alemanha, Bélgica, Estados Unidos e China”, complementa.

Casas de sistemas – A Poliresinas é uma casa de sistemas argentina com escritório de representação comercial no Rio Grande do Sul. A indústria de calçados representa entre 25% e 30% dos negócios no Brasil. A especialidade da empresa é desenvolver formulações voltadas para a necessidade dos usuários, em especial materiais para solados. “Cada cliente tem sua formulação”, explica Conrado Barbosa dos Santos, gerente técnico e comercial da área de poliuretanos. Para por em prática essa estratégia, a empresa conta com dois centros de pesquisa e desenvolvimento no país vizinho.

O volume de vendas da empresa no Brasil é estimado em de 200 a 300 toneladas por mês. “A queda nas exportações por causa do real valorizado prejudicou as nossas vendas. O poliuretano é usado principalmente nos modelos mais nobres, voltados para o mercado externo”, explica o executivo. A melhora do mercado interno nos últimos tempos por conta do aumento aquisitivo da população amenizou o problema. “Mas não voltamos aos patamares anteriores das vendas”, revela. De qualquer forma, o ano vem mostrando alguma recuperação. “De julho a novembro há uma alta de demanda sazonal para os fabricantes de calçados.”

Outra empresa do gênero, a brasileira Purcom, faz dez anos em 2012. Com fábrica em Barueri-SP, tem capacidade instalada de 1,2 mil toneladas por mês, conta com dois mil clientes em carteira e mais de 800 diferentes fórmulas. “Somos a maior casa de sistemas da América Latina”, orgulha-se Giuseppe Santanche, diretor comercial.

Os números expressivos refletem a boa atuação da empresa em diferentes nichos de atuação. O segmento de calçados não é dos mais expressivos, corresponde a menos de 5% dos negócios da empresa. “Não atuamos com produtos para solados, principal produto para esse nicho”, justifica. Para o setor, a empresa se destaca pelos materiais desenvolvidos para as palmilhas, nicho considerado bastante promissor.

Um dos desafios atuais do centro de pesquisas e desenvolvimento da Purcom é criar um poliuretano gel apropriado para a fabricação de palmilhas especiais. “Essas palmilhas são comercializadas em farmácias e quase sempre importadas”, diz. É um nicho atraente, esse produto apresenta elevado valor agregado. “Estamos desenvolvendo um projeto para uma grande empresa”, diz Santanche, que prefere manter em sigilo o nome do cliente.

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