Calçados de poliuretano – predominante em soladosm a resina pode usada com vantagens também em outros componentes

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durabilidade. “Ele é largamente empregado em peças especiais de calçados esportivos, como estabilizadores e amortecedores, por apresentar excelentes propriedades mecânicas aliadas à versatilidade de processamento e design. Outra importante aplicação é em solados, cuja principal característica é a resistência ao desgaste, o que confere grande durabilidade ao calçado”, defende.

Schmitt lembra outro fator positivo. “É a crise do butadieno que provoca dificuldades de fornecimento de borracha”, acrescenta, referindo-se a um importante concorrente do material fornecido pela empresa. Ele faz uma ressalva. “Apesar de todas as vantagens, o poliuretano termoplástico não apresenta maior crescimento por conta de fatores limitantes estruturais existentes no parque de processamento. Injetar a matéria-prima requer equipamentos e cuidados especiais”, explica.

Produtos especiais para o mercado brasileiro são sistematicamente criados pelo departamento de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Os mais procurados são os voltados para ciclos curtos de injeção por empresas com estrutura de processos adaptada à realidade nacional. Uma novidade a chegar ao mercado em breve é uma formulação isenta de plastificante e com maciez inédita no mercado, com dureza 50 na escala Shore A. “Atualmente os materiais puros disponíveis apresentam durezas superiores a 70 Shore A”, revela.

Estudo realizado pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) no longínquo ano de 2005 mostrou que das 315 mil toneladas de poliuretano consumidas no Brasil na época, cerca de 9% eram destinadas à indústria calçadista. De lá para cá, não surgiu nenhuma outra pesquisa oficial. Profissionais do mercado calculam o consumo atual do material no mercado interno em 550 mil toneladas por ano e a fatia relativa ao setor entre 8% e 10% desse total.

Tecnologia europeia – Outro gigante do mundo químico também destaca a importância desse setor. “A indústria de calçados é um dos grandes mercados dos poliuretanos. Atuamos globalmente nesse mercado com soluções inovadoras e produtos de alta qualidade atendendo às necessidades e expectativas dos clientes”, orgulha-se André Fernandes, representante técnico comercial da divisão de sistemas formulados da Dow Brasil. De acordo com Fernandes, a empresa possui um centro de pesquisa para desenvolvimento de novos produtos no Velho Continente. “Os produtos utilizados no Brasil são os mesmos usados na Europa”, emenda.

Para ele, os sistemas de polióis poliésteres são os mais procurados no mercado brasileiro voltado para os calçados femininos. Esses produtos apresentam excelentes propriedades mecânicas, tais como resistência à abrasão, flexão e leveza e proporcionam conforto, pois possuem baixas densidades aplicadas. Para os sistemas de palmilhas e para os sapatos masculinos, são utilizados os polióis poliésteres, de elevada resistência à hidrólise e que mantêm as características iniciais por períodos mais longos de uso. Os poliuretanos mais vendidos pela Dow para a indústria calçadista são os à base de poliéster, voltados para o mercado feminino.

Um lançamento recente da empresa se destina ao segmento de calçados de segurança. Trata-se de um novo sistema à base de poliéster com alta resistência à hidrólise. Para Fernandes, o produto proporciona melhor qualidade e durabilidade aos solados, atende integralmente às normas para esse tipo de calçado e elimina a necessidade de uso de certos aditivos ao poliol.

Em relação ao andamento dos negócios, a situação da empresa acompanha as tendências. Depois de um período difícil causado pela desvalorização do dólar, as vendas, como um todo, vêm se recuperando. “Os números de 2012 acompanham os dos outros mercados, por conta da crise global”, diz. Com a melhora dos negócios no segundo semestre, a expectativa é fechar o ano com pequeno crescimento em relação a 2011.

Crescimento à vista – Entre os segmentos usuários de poliuretano termoplástico, o de calçados é o que apresenta maior volume e é de extrema importância para a Huntsman, outra multinacional fabricante do material. “Sempre mantivemos foco nessa indústria, temos linha completa de produtos com excelente desempenho, consistentes em termos de processabilidade”, garante Paola Palma Faoro, gerente regional de marketing.

Paola explica que, no Brasil, as vendas para o setor apresentaram queda nos primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado, considerado como excelente. “Dependemos muito da moda, a utilização do poliuretano é cíclica”, justifica. Em termos mundiais, no entanto, os níveis de crescimento estão expressivos, em especial na Ásia, onde a indústria se aprimora e busca utilizar materiais voltados para proporcionar a qualidade final dos sapatos e sandálias. “Nossa expectativa é de forte crescimento no Brasil em 2013, com o advento da Copa do Mundo”, diz. O campeonato de futebol deve impulsionar o nicho de esportivos.

Além de leveza e resistência, a gerente destaca a busca dos clientes por produtos não prejudiciais ao meio ambiente. Por suas propriedades mecânicas e de abrasão superiores, os poliuretanos permitem a produção de componentes de menor espessura e recicláveis, lembra. Além disso, não contam em sua composição com componentes nocivos à natureza e à saúde.

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