Calçados de poliuretano – predominante em soladosm a resina pode usada com vantagens também em outros componentes

Esse mercado é muito importante para nós”, diz. De acordo com o representante, esse nicho de mercado tem sido crescente e 2011 foi particularmente positivo. Depois de muitos anos de tímida evolução, no ano passado as vendas cresceram em todos os segmentos. Este ano, para a empresa, continua bom. “Os números de 2012 estão confirmando essa tendência”, informa.

Plástico, Rudnei Assis, representante técnico e comercial, Calçados de poliuretano - predominante em soladosm a resina pode usada com vantagens também em outros componentes
Assis: Leveza do PU supera o EVA na entressola

De acordo com o executivo, propriedades como boa resistência mecânica, leveza e o excelente leque de durezas das diferentes formulações tornam o material excelente opção para os profissionais de criação e para a indústria de componentes. “Podemos dizer que os poliuretanos são cada vez mais usados à medida que o consumidor conhece melhor os componentes, exigem mais calçados com apelo de conforto, sem esquecer a durabilidade.”

Para se manter competitiva nesse mercado, a multinacional investe bastante em pesquisa e desenvolvimento. “Todos os anos lançamos muitos produtos novos”, diz Assis. Para ele, prova disso é o lançamento da terceira geração do calçado Pure, feito inteiramente de poliuretanos. Para o modelo, foram desenvolvidas mais de dez formulações, voltadas para diferentes componentes.

Uma das novidades da Basf destacada pelo profissional é o poliuretano Grip Tec, material com características da borracha de toque, resistência ao escorregamento e peso 30% inferior em relação aos produtos voltados para aplicações similares. “Lançamos também um sistema de entressola para competir com o EVA no mercado esportivo. O lançamento permite reduções de peso significativas e ganho de desempenho”, emenda.

Dezenas de fórmulas – O grupo Coim, de origem italiana, conta no Brasil com fábrica em Valinhos e produz, além de poliuretano, adesivos, elastômeros, resinas poliéster e resinas para tintas. O poliuretano é o carro-chefe. “Ele representa em torno de 50% de nossas vendas”, revela Alexandre Maia Birolim, gerente técnico. Entre os clientes do poliuretano, a indústria de calçados é a mais importante, em especial os fabricantes de solados. “Somos um dos principais fornecedores do Brasil”, diz sem qualquer falsa modéstia.

Para atender o mercado, a empresa conta com centros de desenvolvimento em suas fábricas na Itália, em Cingapura e também no Brasil. Todos promovem estudos de acordo com as necessidades de cada região e dialogam para trocar experiências. A estratégia visa a atender às diferentes necessidades de cada cliente. “O sapato de salto alto, por exemplo, precisa de material diferente do que o de segurança”, diz.

Mesmo entre os de salto alto, as soluções são distintas, variam de acordo com o design e o processo de transformação utilizado. “Por isso temos uma linha bastante diversificada, oferecemos várias soluções.” A demanda, nos últimos tempos, tem sido no sentido de chegar a formulações de menor densidade, custo competitivo e capacidade de obter um produto final com visual capaz de atender os ditames da moda.

Birolim estima o consumo nacional de poliuretano para a fabricação de solados em torno de 35 mil toneladas por ano. Nos últimos dois ou três anos, as vendas da Coim para esse nicho não evoluíram conforme o desejado. O real valorizado explica em parte os resultados. A moda também. “Nos últimos dois ou três anos, os calçados femininos estavam privilegiando solas mais baixas, nas quais o poliuretano não é muito competitivo”, avalia. Neste ano, as solas mais altas, propícias para o material, voltaram a ser usadas com maior intensidade. Com isso, cresce a esperança de recuperação. A empresa tem capacidade de produção de 3,6 mil toneladas por mês da matéria-prima.

Muito importante – O negócio de resinas poliuretânicas é estratégico para a FCC, empresa com instalações em quatro países e três unidades de produção no território brasileiro – nos estados do Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará. “A indústria de calçados, da qual somos líderes, é especialmente importante para a empresa”, afirma Julio Schmitt, diretor de termoplásticos.

Para o executivo, o poliuretano termoplástico vem ganhando cada vez mais espaço no setor graças à sua versatilidade e

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