A cadeia de valor do PVC e o saneamento básico – IPVC

A Política Nacional de Saneamento Básico foi aprovada em 2007 e o Novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026) foi estabelecido em 2020, com o intuito de viabilizar a universalização dos serviços de saneamento básico até 31 de dezembro de 2033, com possibilidade de ampliar até 2040, assegurando o atendimento a 99% da população com água potável e 90% da população com coleta e tratamento de esgoto.

Até o momento, o que se contabiliza no Brasil são mais de 33 milhões de cidadãos (15,8% da população) ainda sem acesso à água potável e quase 100 milhões (44,2%) sem serviços de coleta e tratamento de esgoto, conforme informações do SNIS (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento), de 2021.

Ainda segundo os dados do SNIS, o ritmo dos avanços não é suficientemente rápido para atender à meta. Para se ter uma ideia, o Índice de Atendimento Total de Água (IN055) evoluiu de 84,2%, em 2021, para 84,9%, em 2022. O Índice de Atendimento de Esgoto (IN056) foi de 55,8% para 56%; o Índice de Tratamento de Esgoto Gerado (IN046) foi de 51,2% para 52,2%; e o de Perdas na Distribuição de Água (IN049) diminuiu de 40,3% para 37,8%.

Estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado em março deste ano, mostra que apenas três das cem cidades mais populosas do país universalizaram saneamento básico. Maringá-PR, São José do Rio Preto-SP e Campinas-SP são as únicas a ter ao menos 99% da população com acesso à água e 90% com coleta e tratamento de esgoto, enquanto que Porto Velho-RO, Macapá-AP e Santarém-PA ficam nas últimas posições deste ranking.

Esses dados recentes mostram que os desafios seguem imensos mesmo depois de quatro anos da promulgação do novo Marco Legal do Saneamento. Entende-se que o tema é complexo como um todo e vai desde as divergências socioeconômicas das regiões do país, passando pelas questões de acesso às áreas, chegando até o problema do investimento. Porém, quando em 2024 nos deparamos com o país tomado por surtos de Dengue – sem mencionar outros males como Chikungunya e Zika vírus, Febre Amarela e outros males decorrentes da falta de saneamento básico – nos damos conta da urgência sobre essa pauta.

Vale lembrar que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), para cada 1 real investido em saneamento básico, 4 reais são economizados em tratamentos de saúde. Isso sem falar na questão ambiental: não há como combater os problemas de contaminação dos rios e dos mares se não houver investimento em saneamento básico e gestão de resíduos sólidos urbanos.

Leia Mais:

Nesse contexto, a cadeia de valor do PVC está cada vez mais preparada para atender a essa demanda. Por sua versatilidade e eficiência, o PVC possui forte vocação social e contribui para o atendimento de carências imediatas da sociedade como moradia, saneamento básico e saúde. Trata-se de um dos termoplásticos mais consumidos do mundo, e o material está presente em cerca de 90% das tubulações de água e esgoto nas instalações prediais. Na infraestrutura, está em cerca de 60% das tubulações de água e esgoto, sendo o material consagrado em todas essas aplicações citadas.

O PVC pode ser usado em praticamente todo o ciclo do saneamento, desde a adução de água potável à coleta e disposição de dejetos. Nas redes de adução de água e esgotamento sanitário as vantagens são significativas. O PVC não sofre corrosão e é estanque, impedindo perdas de água e vazamentos de esgoto ao longo do caminho de distribuição. Assim, gastos financeiros e impactos ambientais, como contaminação do solo e perda de água potável são evitados. Tubulações de PVC também estão dentre as que apresentam menores índices de falhas por quilômetro de rede instalada.

Outros benefícios do PVC ao saneamento básico são leveza, facilidade de manuseio e de instalação, conferindo agilidade ao projeto; reduz a necessidade de manutenção frequente porque evita o acúmulo de resíduos que possam interferir no transporte de água ou coleta de esgoto; além de ser 100% reciclável, 70% dos produtos de PVC têm longa vida, podendo chegar até 100 anos.

A cadeia de valor do PVC e o saneamento básico - IPVC ©QD Foto: iStockPhoto
Antonio Rodolfo Junior é diretor responsável pela Área Técnica do Instituto Brasileiro do PVC

Desde o lançamento do Marco Legal do Saneamento, não apenas o número de players no mercado de produtos voltados a essa aplicação cresceu, como também aumentaram os investimentos em inovação. A oferta de produtos hoje é maior e mais qualificada em durabilidade, eficiência e custo-benefício. O setor também vivenciou nesse período a atualização das normas técnicas de produtos de PVC para aplicações em água e esgoto, qualificando ainda mais o material ofertado no mercado.

O Brasil busca urgentemente formas de se desenvolver e de aumentar a sua produtividade. Pavimentar esse desenvolvimento a partir das melhorias no saneamento, e, por consequência na saúde, é um caminho a ser percorrido e a cadeia de valor do PVC está preparada para deixar seu legado.

Texto: Antonio Rodolfo Junior*

*Antonio Rodolfo Junior é diretor responsável pela Área Técnica do Instituto Brasileiro do PVC e Gerente de Engenharia de Aplicação – PVC/Cloro Soda da Braskem S/A

A cadeia de valor do PVC e o saneamento básico - IPVC ©QD Foto: iStockPhoto

Instituto Brasileiro do PVC.

Instituto Brasileiro do PVC – Existimos para reunir e promover conhecimento técnico-cientifico sobre este material versátil e cheio de atributos, com a crença de que através da versatilidade do PVC podemos oferecer soluções sustentáveis para a saúde, habitação e bem-estar.
Nosso propósito é disseminar a correta percepção da sustentabilidade do PVC na sociedade.
Mais informações: https://pvc.org.br/

Veja Também:

Não deixe de consultar o Guia QD, maior plataforma eletrônica de compras e vendas do setor, com mais de 300 mil consultas mensais por produtos e mais de 400 anunciantes ativos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios