Economia

26 de outubro de 2017

Braskem comemora 15 anos com lucros e investimentos

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    A Braskem aproveitou a comemoração pelos 15 anos de existência, completados em 16 de agosto, para apresentar o lucro líquido de R$ 1,142 bilhão referente às operações no segundo trimestre de 2017. O valor é mais de quatro vezes superior ao alcançado no mesmo período de 2016, quando registrou R$ 275 milhões. No acumulado do primeiro semestre deste ano, o lucro soma R$ 3,057 bilhões.

    Tal desempenho contou com a ajuda de fontes não-recorrentes, no caso a venda da distribuidora quantiQ para a GTM, mas também se explica pela diferença de preço entre matérias-primas (nafta e gás natural) e produtos petroquímicos (principalmente resinas), o chamado spread. Fernando Musa, presidente da Braskem, comentou que os spreads no setor petroquímico mundial entraram em 2017 com valores muito elevados, que foram reduzidos no segundo trimestre. “Eles caíram um pouco, mas ainda são considerados altos em termos históricos”, considerou. “Aparentemente, essa situação deve perdurar durante o ano, sem grandes alterações, a menos que algum grande player sofra uma parada imprevista, ou que apareça algum fator capaz de desequilibrar o mercado.”

    A receita líquida de R$ 11,9 bilhões do segundo trimestre deste ano foi apenas 1% superior ao do mesmo trimestre do ano passado. Segundo a companhia, 45% desse valor foi obtido pelas exportações brasileiras (19%) e pelos resultados das fábricas instaladas no exterior (26%).

    Além dos bons resultados financeiros, a Braskem também comemorou a aprovação pelo seu conselho de administração do investimento para construir a sexta planta de polipropileno da companhia nos EUA. O projeto Delta vai gerar 450 mil t/ano de PP – a maior unidade de produção nos EUA – adicionais às 354 mil t/ano de capacidade instalada em La Porte (Texas, EUA). O projeto exigirá US$ 675 milhões até a sua inauguração, prevista para o início de 2020. “O mercado norte-americano é importador de polipropileno, não se erguem capacidades novas dessa resina por lá desde 2006”, informou Musa.

    O segundo trimestre deste ano apresentou uma pequena redução da ocupação de capacidades produtivas da companhia. No Brasil, o índice deslizou para 93%, refletindo a parada programada da central petroquímica de São Paulo. Na Europa, a planta de PP de Schkopau (Alemanha) parou para manutenção e as linhas de produção dos EUA tiveram sua capacidade produtiva reavaliada. Com isso, a ocupação de capacidades nos EUA e Europa ficou em 95%.

    A produção de polietilenos no México registrou queda de atividade, chegando a 83% no trimestre. “Houve a necessidade de parar o site para introduzir algumas melhorias de processo e também houve contratempos com a entrega de matéria-prima da Pemex, por problemas operacionais, mas tudo isso já foi superado e estamos voltando à plena carga”, explicou.

    Em termos de vendas de resinas, o mercado brasileiro absorveu 1% mais de produtos no trimestre, em relação ao mesmo trimestre de 2016. A venda de petroquímicos básicos permaneceu estável. No mesmo termo de comparação, a venda de PP na Europa e nos EUA aumentou 2%, enquanto as vendas de polietilenos no México subiram 4%.

    A comemoração do aniversário da companhia foi acompanhada de medidas para melhoria de governança, com a nomeação de três novos conselheiros independentes. Com isso, dos 11 membros do conselho de administração, sete são independentes. “A Braskem está se posicionando para ingressar em um novo ciclo empresarial, no qual quer se tornar uma referência na indústria química mundial”, concluiu Musa.



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