Brasilplast 2011 – Transformação – Grupo de moldadores se reúne em ilha

Como lembrou bem um dos expositores, os transformadores já ocuparam área bem mais ampla e nobre nas edições passadas da Brasilplast. Mas, como já se esperava, a feira cresceu, ganhou contornos e jeitão internacional. As áreas de matérias-primas, máquinas e equipamentos dominaram o espaço, que foi ampliado até onde dava e chegou em 80 mil m². Como principal foco dessa exposição, a transformação trocou os estandes pelos corredores. Mas ainda há quem enxergue oportunidades de negócios na feira, como comprovou a Ilha do Transformador.

Uma das empresas que marcaram presença na Ilha do Transformador foi a PP Filme Indústria e Comércio de Plásticos Ltda., atuante no mercado de transformação há dez anos, e que trouxe como novidade o filme PP Oxibiodegradável. Segundo Rogério Zanão Giglioti, assessor da diretoria, a novidade é que, além de ser de baixo impacto ambiental, o filme também não libera gás metano durante sua biodegradação e não deixa resíduo nocivo no meio ambiente. Giglioti disse que uma das vantagens desse filme oxibiodegradável é o seu tempo de decomposição, muito mais rápido que o plástico comum. O que levaria de 50 a 80 anos passaria a se degradar em um ano e meio. O filme poderá ser programado durante a fabricação para que se degrade em um determinado espaço de tempo, de acordo com a necessidade do cliente. O produto ainda pode ser transparente.

O assessor da PP Filme esperava uma colocação melhor no pavilhão, próxima à área reservada às máquinas, o que daria à empresa a oportunidade de gerar mais negócios. Ele planeja voltar na próxima edição da Brasilplast e sugere a mudança de local da ilha. “Nossa ideia é aparecer cada vez mais. A pessoa que vai ver a máquina impressora, corte e solda, por exemplo, automaticamente trabalha com filmes de PP e PE. Era importante essa ilha estar do lado delas”, finalizou.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Transformação - Grupo de moldadores se reúne em ilha
Cinco empresas apostam em novos negócios

A empresa Duplás Indústria de Peças Plásticas, no ramo de injeção há 10 anos, também marcou presença na Ilha do Transformador. Com o intuito de recepcionar os clientes nacionais, a empresa comemorou o grande número de novos contatos durante a feira. De acordo com A. C. Perez, gerente da empresa, o estande da Duplás virou um ponto de encontro no final da feira, novos clientes e fornecedores se reuniram no local, o que atraiu mais fornecedores e novos clientes. “Viemos sem saber o que iria acontecer, nosso estande ficou como um ponto de referência, muitos clientes surgiram e contatos importantes de reciclagem procuraram a Duplás”, relatou.

Para Perez, o evento deu indícios excelentes de lucro. “Fechamos negócios na feira, os clientes do Nordeste que vieram ao evento já fizeram pedidos e vamos aguardar aqueles que deixaram as vendas pré-avisadas”, declarou. Com investimentos fluindo, ele garante que pretende voltar mais vezes.

Além da linha de produtos de vassouras, acessórios, componentes e cabos, a Duplás também apresentou na Brasilplast rastelo para jardim e pá com o cabo click, que ao ser encaixado no cabo da vassoura auxilia na hora de guardar. Segundo o diretor Carlos Eduardo Sanches, a empresa trabalha 100% com produtos reciclados. Além de reciclar PP e PE, começou agora a reaproveitar garrafas PET para fazer o monofilamento das vassouras.

Com o objetivo de criar contatos e gerar novos clientes, a empresa Component, no mercado desde 1960 e especializada em injeção de peças técnicas, também garantiu um espaço na ilha. Para Marco A. Tanaka, gerente de contas da empresa, o evento foi de grande valia. “A feira tem sido importante para conseguir um constante relacionamento com as empresas para as quais fornecemos; e ainda as outras unidades acabam nos conhecendo, sem falar que encontramos clientes que no dia a dia não conseguimos o contato”, comentou.

De maneira diferente da maioria das empresas da Ilha do Transformador, a Component não trouxe novidades para a feira, pois, segundo Tanaka, a empresa não tem produtos próprios. “Somos transformadores para terceiros, trabalhamos com as montadoras, com os designs executados por elas, por exemplo, Brastemp, Consul, HP, GM, Volkswagen”, ressaltou. Para ele, as vendas só acontecerão mais para frente, com projeções para gerar negócios até um ano.

Tanaka reforçou a opinião dos demais expositores da ilha, de que a feira é ótima para ter um relacionamento profissional e garantiu que irá expor mais vezes. “Sentimos que a receptividade foi boa e queremos repetir nossa participação na Brasilplast”, concluiu.

Para a Spallo do Brasil, do segmento de espumas poliondas e técnicas, a Brasilplast foi importante para mostrar a parceria com a empresa britânica Zotefoams, igualmente fabricante de espumas. Também serviu para mantê-los atualizados no mercado do plástico, com a evolução e inovações do setor. “Nosso maior objetivo não é só desenvolver a marca Spallo, mas também apresentar a Zotefoams como nosso parceiro, buscar possíveis clientes e tentar viabilizar algumas estratégias”, declarou André Casado, consultor comercial.

Segundo ele, a linha da Spallo ainda inclui embalagens, materiais expandidos e fitas adesivas. “A Zotefoams possui uma linha de produtos na qual ao mesmo tempo em que fornece para a Spallo é a parceira direta que produz soluções do mercado”, comentou.

Como novidade trazida para a Brasilplast, a Spallo apresentou a espuma produzida pela Zotefoams que, segundo Casado, serve para a manufatura em diversos segmentos, desde o automotivo e o de construção até embalagens, artigos médicos e eletrônicos, entre outros. Ele diz que a espuma é formada e expandida por nitrogênio, um sistema exclusivo e único no mundo, no qual a expansão promove regularidade na própria espuma em sentido técnico. “É um diferencial, porque nessa expansão você promove o material não tóxico, não irritante, não corrosivo, inodoro, extremamente leve e duradouro”, explicou.

Outra empresa que marcou presença na Ilha do Transformador foi a Primo Industrial Termoplásticos Ltda. Conhecida no mercado de injeção de peças técnicas, em seus 41 anos, a empresa só não participou de uma Brasilplast, a de 2009. “Somente na anterior é que deixamos de participar, certamente estaremos presentes nas próximas”, declarou o diretor Valter Bombonato, que lembrou a participação em estandes maiores e mais representativos.

Para Bombonato, a Brasilplast marca pela repercussão que traz, pela divulgação de produtos e atividades que ela proporciona. “A feira foi importante para divulgar as novas tecnologias, os maquinários, matérias-primas e sistemas de informação”, relatou.

Nesta edição da feira, a Primo Industrial enfatizou a injeção assistida a gás que, segundo Bombonato, é a área na qual a empresa mais se destaca, por conta de qualidade, competitividade e pontualidade que oferece.

Embora a feira seja propícia para gerar negócios e expandir o nome das empresas, Bombonato disse que na área dele as vendas na feira não acontecem de imediato. “É preciso um amadurecimento do projeto e do relacionamento comercial. O que se gera são expectativas de futuros negócios”, afirmou. Em todos os lados existem desafios a serem enfrentados; para ele, isso não muda e sempre serão grandes porque as exigências do mercado aumentam a cada dia. “Outro problema são as importações de peças e componentes dos países asiáticos, pois os preços são desafiadores e fora da nossa realidade”, concluiu.

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