Brasilplast 2011 – Termoformadoras – Mercado pede máquinas mais produtivas

Máquinas mais produtivas, com troca mais rápida e melhor eficiência energética são a aposta dos fabricantes nacionais e estrangeiros para atender às exigências deste mercado em franca expansão.

Com poucos fornecedores nacionais e concorrentes estrangeiros em segmentos bastante específicos, quem oferece máquinas para embalagens termoformadas comemorou o bom desempenho do setor e os bons negócios durante a 13ª Brasilplast. Roberto Lakatos, diretor da Eletro-Forming, de Embu-SP, tradicional empresa do ramo, contou que, após a crise de 2009 e com a crescente retomada das vendas no ano passado, o mercado está a todo vapor. “Tanto que a feira está rendendo ótimos negócios”, reforçou.

Plástico Moderno, Roberto Lakatos, Diretor da Eletro-Forming, Brasilplast 2011 - Termoformadoras - Mercado pede máquinas mais produtivas

A Eletro-Forming apresentou a TC série C, termoformadora automática para PS, PET, PVC e PP, com alimentação por bobinas, que recebeu ajustes para deixar o equipamento mais produtivo, de 22 a 32 ciclos por minuto, conforme a peça confeccionada. “A grande vantagem do modelo, além do alto grau de automatização em diversos componentes, é a moldagem com corte final feita em uma só estação. A peça sai contada e empilhada, pronta para o ensacamento”, destacou Lakatos. “Também oferece duas opções de configuração, para pratos e outras peças. No caso de pratos com 15 cm de diâmetro, são 22 mil peças por hora.”

Com desbobinador automático, oito zonas de temperatura, controle individual de temperatura para cada zona do forno de aço inoxidável com potência de 35 KW e bobinador de retalho para reciclagem, o equipamento possui CLP com diversos controles e configurações em interface touchscreen de 5,5 ou 12 polegadas para facilitar o trabalho do operador. “A máquina também já vem equipada com plug e destacador a ar comprimido com regulagem de tempo e pressão para que as peças moldadas se soltem facilmente do molde, especialmente os do tipo macho”, explicou o diretor. Para garantir movimentos rápidos da prensa, o modelo possui válvulas pneumáticas de alta vazão associadas a reservatórios de ar.

Entre os opcionais, a termoformadora pode incluir servomotor no transporte de filme (no standard, transporte por inversor), preaquecedor e sistema de forno para PP, além de válvulas para partes postiças de moldes específicos. Para os próximos meses, a Eletro-Forming promete seu grande lançamento do ano – não ficou pronto a tempo de ser exposto na feira. Trata-se de um modelo mais tecnológico e com capacidade produtiva quadruplicada em relação à TC série C.

A Vacuum Machine, de Mairiporã-SP, empresa que produz máquinas de vacuum (leve e pesado), seladoras de blisters, corte e dobra, aproveitou a feira para lançar oficialmente sua entrada no mercado de equipamentos para termoformagem. Rui Katsuno, sócio-diretor, apresentou a termoformadora automática VMTF, com alimentação por bobinas, que molda e corta na mesma estação e empilha na seguinte. “Atinge até 32 ciclos por minuto, com nove pratos a cada ciclo”, detalhou.

Plástico Moderno, Rui Katsuno, Sócio-diretor, Brasilplast 2011 - Termoformadoras - Mercado pede máquinas mais produtivas

Além da velocidade, Katsuno apontou entre outras vantagens a facilidade na operação, a simplicidade na manutenção e, claro, o preço competitivo em relação aos tradicionais fabricantes. “Além da ótima produtividade, temos uma relação custo/benefício excelente nessa categoria”, reforçou.

De acordo com o empresário, o mercado recebeu muito bem a nova termoformadora. O lançamento, assim como a exposição das tradicionais máquinas da empresa, foi decisivo para o sucesso das vendas durante o evento. “Em menos de uma semana de feira, a empresa fechou um ano de seu faturamento”, comemorou. A Vaccum Machine também apresentou vacuum forming contínuo de corrente, modelo VMCO 6580, destinado à produção de bandejas de embalagens alimentícias e blisters.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Termoformadoras - Mercado pede máquinas mais produtivas
A HF 550-RSJ opera com largura da chapa de 650 mm

A Hece, de São Carlos-SP, nesta edição resolveu investir no segmento ao trazer para o evento sua linha de termoformadoras, também apostando no crescimento do mercado dessas embalagens. No penúltimo dia da feira, a empresa já comemorava a venda de 25 máquinas (incluindo as de corte e solda) e consultas acima da média. “A procura cresce em ritmo constante, especialmente no setor alimentício com potes e copos”, avaliou Luiz Fernando do Valle Sverzut, gerente industrial. “Há uma necessidade cada vez maior da automação para reduzir o contato manual com a peça fabricada e para facilitar a operação”, explicou.

Com base nessas exigências, a empresa destacou a série HF 750, com área de chapa de 830 x 600 mm, produção de 30 ciclos por minuto e dotada de comando numérico computadorizado, diversos controles (pneumático, de temperatura) e automatização nas etapas de afastamento das estufas e na partida com simulador de ciclo. A máquina possui desbobinador automático com suporte de bobina de até um metro de diâmetro ou cavalete da extrusora para bobinas-jumbo. Como opcionais, o equipamento pode incluir empilhador e empacotador automáticos, aquecedor de borda e moldes. “É um equipamento bastante produtivo, alcançando 20 ciclos por minuto com potes de PP, mais pesados, com sistema de empilhamento muito bom”, ressaltou o gerente. “Com esses itens, conseguimos dar mais opções ao cliente nacional”, explicou. A Hece também oferece os modelos HF 550 e HF 550-RSJ – com larguras de chapa menores (650 mm), porém com muitas das características técnicas semelhantes da HF 750 –, que alcançam produtividade de 35 e 25 ciclos por minuto, respectivamente.

Soluções importadas – Com muitas ofertas de máquinas nacionais, quase sempre o transformador brasileiro pensa duas vezes antes de adquirir uma termoformadora importada – especialmente as alemãs, conhecidas pela alta qualidade e preço bem mais elevado, quase sempre destinadas às aplicações de maior valor. Mesmo ciente dessa realidade, Patrick Claassens, diretor da Kiefel, não tem do que reclamar. “Estamos muito contentes com os resultados da feira, pois a metade dos contatos realizados durante o evento é nova, sem contar as consultas”, comemorou o diretor.

Para o mercado de embalagens, a empresa reforçou os conceitos da Speedformer KMD 80 por seu consumo energético, velocidade de 70 ciclos por minuto e sistema de controle mais fácil de operar, até mesmo na troca de ferramentas. O equipamento opera com diferentes tipos de resinas (PS, EPS, PP, PE, PVC, A-PET e C-PET) e, de acordo com Claassens, destaca-se pelo alto grau de automação, pelo mecanismo de troca de ferramentas e pela unidade de corte de facas gráficas e empilhamento integrados. “Além de fazer com que o processo de produção seja mais fácil de controlar e rastrear, o conceito operacional economiza tempo de espera na troca de ferramental, aumentando a eficiência.”

A empresa também vem atuando fortemente nos equipamentos destinados à linha branca, que produzem portas e caixas internas de refrigeradores. O executivo ressaltou que o grande crescimento desse segmento no Brasil, de maior valor agregado, caracteriza-se ainda pela presença pequena de transformadores com poucas opções locais de fornecedores de máquinas tão específicas.

Para esse cobiçado segmento, a atração ficou por conta da KIV/KID series, de máquinas de termoformagem concebidas para a produção de recipientes internos e de portas de PS ou ABS para refrigeradores e freezers, podendo operar também com outras resinas plásticas, como PVC e PET. De acordo com Claassens, os equipamentos se caracterizam pelo alto rendimento de produção, graças aos movimentos rápidos e otimizados, baixo consumo energético e economia de matéria-prima. “Para a máquina que produz a porta interna da geladeira, desenvolvemos um processo que diminuiu o ciclo de 35 para 12 segundos, oferecendo mais produtos por hora e com melhor qualidade”, explicou.

A Kiefel também ofereceu soluções avançadas para o mercado automotivo, outro nicho em ritmo constante de crescimento. “Estamos entrando forte nesse segmento”, adiantou o diretor. A empresa destacou ainda as novas máquinas para a produção de bolsas médicas (soro, sangue etc.) e equipamentos off-line para o enchimento e fechamento dessas bolsas, que podem ser integrados a máquinas de soldagem por termocontato ou radiofrequência ou de forma independente. “Desenvolvemos máquinas compactas, 50% menores, que impactam diretamente no custo das salas limpas, diminuindo 30% dos investimentos”, disse.

Harold Weil, diretor da Ematec, representante dos equipamentos da alemã Gabler no Brasil, também concordou que a Brasilplast se mostrou um evento muito interessante em relação aos novos clientes que estão começando na área de termoformagem. “Especialmente os que querem partir de um patamar mais alto em termos de qualidade e eficiência”, avaliou. O diretor contou que isso traz boas possibilidades de vendas – mesmo em um mercado em constante evolução e margens mais estreitas – para atender a transformadores que fornecem para clientes cujos produtos necessitam de embalagens premium. “São aquelas com tolerâncias mínimas, em que não são aceitas embalagens com defeitos”, explicou.

Para atender o mercado brasileiro, Weil destacou equipamentos com maior produtividade, troca mais rápida e melhor eficiência energética, como a nova Focus M, ideal para a produção de copos, tampas, bandejas e embalagens do tipo clamshell. Com área de formação de 550 x 400 mm e três estações separadas para formação, corte e empilhamento, o equipamento também permite o acréscimo de uma quarta estação de hole punching para furações na embalagem, entre as estações de formação e de corte. “Com uma força de corte na faixa dos 500 kN, o equipamento é ideal para pequenas e médias tiragens de embalagens PET”, completou.

Plástico Moderno, Brasilplast 2011 - Termoformadoras - Mercado pede máquinas mais produtivas
Focus M, da Gabler, consome menos energia elétrica

Para quem fabrica diferentes tipos de embalagens, Weil apontou a versatilidade da Swing. “Embora tenha pequena área de formação (220 x 450 mm), produz diferentes tipos de embalagens alimentícias, tais como copos, potes, tampas, bandejas e pratos em um mesmo equipamento”, explicou. No segmento de termoformadoras com moldes basculantes, a Gabler lançou no ano passado o modelo M60, para preencher uma lacuna na faixa de 18 a 21 cavidades de 75 mm de diâmetro, com área de formação de 525 x 330 mm e 60 ciclos por minuto.

Já a canadense GN, representada no país pela Intermarketing Brasil, de Barueri-SP, apresentou uma linha de termoformadoras compactas para BOPS, PP, A-PET e PVC da série GN. O modelo GN 3021 DX, lançado na última K, destaca-se por suas dimensões (2718 mm x 1850 mm x 1985 mm) com largura máxima da chapa de 760 mm x 530 mm. De acordo com a empresa, foi desenvolvida especialmente para termoformados de A-PET, com alto brilho e transparência, mas opera também com outras resinas e atinge 25 ciclos por minuto.

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